Gucci e Rihappy

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Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Qua Set 19, 2012 9:01 pm


Gucci e Rihappy

Capítulo 1: Rihappy

Narração de Rassler

Na verdade eu nunca tinha parado para pensar na vida. Meu nome é Rassler, prazer. Eu sou um campista, filho de Apolo. Bom, vamos à minha história antes que eu me esqueça:
Eu nunca passei nenhuma necessidade, e tinha uma vizinha chamada Ashe. Ela era muito bonita. Muito. Era estranho como chovia pouco perto lá de casa. Eu e ela sempre atraímos coisas estranhas. Tipo aquele bicho enorme que quase matou a gente uma vez. Mas isso é história mais pra frente. Ela e eu sempre fomos muito amigos, e nunca deixamos um ao outro na mão. Ela e eu cantávamos de vez em quando. Ela cantava muito bem, e eu também não era de se dispensar com um instrumento na mão. Até que um dia nós estávamos andando pela rua, o Sol brilhando forte como sempre brilhava enquanto eu estava perto, quando um bicho estranho nos atacou. Era um cão... Fora o fato de ter o quádruplo do tamanho que era de se esperar de um Mastiff. Nós nos desesperamos. Até que ela começou a falar com o cão em grego...
Epa. grego?
Nós éramos disléxicos. Se entender português já era um desafio, quem dirá grego! Mas ela falava como se houvesse nascido falando grego. E o pior: EU ENTENDI! Ela mandou o Mastiff sentar. E ele sentou. Aí aparece um homem de uns 25 anos com uma espada, e o Mastim OBEDECEU ele como se tivesse medo. Ele usou algumas sombras para prender o Mastiff.
Sombras?
É isso mesmo. Eu não estou louco. Depois ele ficou meio medonho e o Mastiff saiu correndo. A mulher do lado dele começou a falar.
- Sempre se mostrando, não é, amor? - E deu um beijo nele. Nesse momento, saíram três crianças de uns 13, 14 anos e começaram a falar:
- Papai, isso era um cão infernal???? Ele era grande! - A mulher parecia não gostar do mais novo.
- Ora Thiago, você fala como se nunca tivesse visto um.
- Grande assim não vimos! - Completaram os três em uníssono.
- Querem fazer as honras? - Perguntaram os dois para as três crianças
- Por favor!
Eles se atrapalharam para falar. Mas entendi o recado: Nós éramos filhos dos deuses olimpianos. Nós estávamos em perigo. Tínhamos que acompanhá-los. O homem chamou alguns cães como os que derrotamos, mas não tão malvados.
- Ora, não tenham medo! Subam nos seus!
Obedecemos. Fomos ao tal acampamento. Parecia legal. Haviam vários chalés. Eles pediram que nos acomodássemos no de Hermes. Foi uma recepção calorosa. Quando chegamos, a hora da tal fogueira já estava quase chegando. Fomos até lá. Quando chegamos, cantamos, assamos marshmallows, brincamos e fizemos mais mil coisas. Nesse momento, algo começou a brilhar. Nós demoramos um pouco para notar que era em cima de nossa cabeça. Mal chegamos no acampamento e já fizemos alvoroço? Bom, não que nós não gostássemos, mas... A gente estava brilhando. Em cima do cabelo muito bem arrumado de Ashe, uma coroa. Em cima do meu, um Sol. O que isso queria dizer?
Todos bateram palmas. E disseram que éramos filhos de Afrodite e Apolo. Obviamente, eu era filho de Apolo. Fomos ao chalé. Que noite... Mal sabia eu que na próxima manhã meu mundo mudaria.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Qua Set 19, 2012 9:26 pm

Gucci e Rihappy

Capítulo 2: Gucci


Narração de Ashe

Já havia alguns dias desde que havíamos chegado no Acampamento.
Eu e meu melhor amigo,Rassler,descobrimos que éramos semideuses.
Ele,filho de Apolo.Eu,filha de Afrodite.
Digamos que,não levávamos uma vida muito normal,antes,quem dirá agora!
No Acampamento,todos eram muito simpáticos,e nós havíamos conhecido pessoas iguais a nós,com quem podíamos conversar sem nos sentir estranhos e encontrar coisas em comum.
Era uma deliciosa tarde de sábado,e eu decidi dar uma volta pelo Acampamento.Rassler saíra para treinar,então,fui sozinha.
E foi passando pela Arena de Treinamento com Espada,que eu o vi.
Um garoto com cabelos cor de chocolate,alto,musculoso.De olhos cinzentos tempestuosos,e assombrosa habilidade com a espada.
Me desviei do caminho,e me sentei perto da arquibancada para observá-lo.Meu coração batia forte e minhas mãos suavam.
Então,eu o reconheci.Ele era um dos garotos que eu e Rassler havíamos encontrado antes de vir para o Acampamento.Um daqueles que estavam com o Mastiff.
-Olá.-Ele disse,me sobressaltando.Caminhava em minha direção,com bastante segurança e um sorriso estampado no rosto.
-O-oi-Respondi.Senti as bochechas corarem.
-Você é Ashe,não é?A nova filha de Afrodite?
-Sou...E você é..
-Thiago.Filho de Atena.Muito prazer!-Ele respondeu,esticando a mão.
Eu apertei a mão dele e senti o rosto enrubescer ainda mais.
Ele era tão bonito.
-Já sabe manejar uma espada?-Ele me deu um puxão,me levantando da arquibancada.-Que tal treinar um pouco comigo?
-Hum...Ok.
Ele me entregou uma espada curta,e começou a me ensinar truques básicos.
Eu não estava exatamente prestando atenção no que ele dizia,mas sim em seu cabelo,seu jeito descolado de falar e o grande sorriso que carregava.
-Entendeu?-Perguntou ele,me trazendo á realidade.
-S-sim.-Menti.
Então começamos a lutar.Eu não era ruim,nem boa,mas senti que ele facilitava muito para mim.
-Ótimo!-Ele me elogiava,a cada golpe bem sucedido.
Depois de algum tempo,nós paramos e nos sentamos na raiz de uma árvore,onde conversamos sobre nossas famílias mortais.
Ele me contou que era,na verdade,um Deussemi,um filho de Atena com um semideus.
Eu o contei sobre o que acontecia comigo e com Rassler,os monstros,as habilidades estranhas,a dislexia.
Ele me falava que tudo isso era normal,e que todo semideus passava por isso.
Então,o assunto mudou de rumo e continuamos conversando durante algumas horas...
Depois de um tempo,ele disse:
-Melhor eu ir tomar um banho.-E se despediu com um abraço apertado,que fez minhas pernas bambearem.
Eu segui com o olhar seu trajeto até o Chalé de Atena.Depois sorri.
-Quem era ele?-Uma voz me assustou.
-Hum...Um amigo.
Era Rassler.De arco em punho e suado,deveria estar voltando do treino.
-Sei.-Respondeu ele,desgostoso.-Vamos.
Segui com Rassler até o Chalé de Afrodite,onde nos despedimos.
Cansada,tomei um longo banho quente e me joguei na cama.Logo seria hora de jantar.
Nesse meio tempo,tudo que ocupava minha mente,era o sorriso de Thiago.


Última edição por Samantha Labarete em Qui Out 04, 2012 11:22 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Qui Set 20, 2012 6:55 pm


Capítulo 3: A invasão do acampamento

Narração de Rassler


Depois de chegarmos no acampamento, nos explicaram o que disseram que tínhamos de saber. Paulo foi como um tutor para mim. Estávamos andando por volta das 6 da manhã. Eu perguntei para ele quem era seu ascendente olimpiano. Ele resmungou um pouco sobre eu ser muito intrometido e riu:
- Hades! Quem mais seria? - Respondeu sorrindo
Eu achei estranho, os olhos dele eram verdes. Pelo que me disseram, deveriam ser roxo-escuro ou pretos.
- Então por que seus olhos são verdes?
- É uma longa história... Mas resumindo, isso são lentes. Não posso sair mostrando meus olhos por aí.
Aquilo me cheirou à desculpa esfarrapada. Se fosse pelos monstros ou afins, seu cheiro seria muito mais atrativo, oras!
- Conte-me a verdade! - Me estressei.
- Rass... Eu não olharia meus olhos por baixo disso se fosse você... - E tirou as lentes. Seus olhos eram muito mais do que eu imaginei. Eles tinham uma cor estranha. Era algo entre roxo e preto, mas os olhos deles transmitiam algo... Caos? Terror?
- Isso... Isso... - Comecei a perder os sentidos. O que é isso!? Paulo me recostou em uma árvore e eu perdi a consciência. Acordei e o perguntei:
- O que aconteceu?
- Você esteve desmaiado por quase duas horas. Eu avisei para não olhar meus olhos...
- O que eles tem?
- Você sabe sobre a forma divina dos deuses, certo? Então. Quando fiz 15 anos, meu pai me deu olhos que transmitiam uma pequena fração da forma divina dele. Por isso uso lentes. Sam ganhou uma coisa parecida, se não me engano. Está quase na hora do início das atividades... Você tem que cumprir o cronograma.
- Sim... E-Estou indo!
- Ei, pegue isso! - Ele apontou para um arco perto da árvore, com uma aljava e uma bainha com um espada. - Talvez precise nos treinos! - E riu. Era óbvio que eu precisaria.
- Obrigado... - E fui embora.
Passei o dia inteiro treinando, e quando voltei, vi Ashe conversando com Thiago... Pareciam íntimos de mais para mim! Como assim ele fica dando em cima da minha pretendente??
Ei, quando foi que eu me apaixonei por ela? Boa pergunta. Talvez ontem, hoje, não importa! O que importa é que IA me declarar para ela se um certo Thiago não tivesse entrado no meio! Ela veio falar comigo. Acho que fui rude de mais... Não importa. Fui ao chalé de Apolo e tomei banho para ir jantar. Me sentei na mesa de Apolo, e enquanto ela entrava ela parou em minha frente.
- Rass, você... - Começou a perguntar
- Só vá se sentar. Depois nós conversamos - Acho que soei autoritário. Porcaria, cérebro, você não pensa!? Quíron e Dionísio deram as boas vindas e blábláblá e começamos a comer. Eu já havia entendido como funcionava. Fui até o fogo e joguei um bife enoooorme e delicioso lá ( até doeu fazer isso ) e fiz uma prece à Afrodite pelo amor de Ashe. Ei, desde quando eu estavanesse grau de desespero e solteirice? Joguei um cacho de uvas e fiz uma oferenda ao meu pai. Perdi metade do meu prato na fogueira porque fiz a prece errada! Olha que ótimo começo!? Depois do jantar, Quíron nos chamou para nos explicar a mitologia grega e etcéteras da vida. Fomos. Ashe tentou puxar assunto.
- Rass, sobre hoje... - Ela corou.
- Não, está tudo bem... - Era difícil ficar bravo com ela. Seria alguma habilidade de filha de Afrodite?
Quíron nos levou até uma salinha. Roose e Alayne estavam lá.
- Thiago não vem? - Perguntou Ashe. Tive vontade de dar uma voadora na cara dela.
- Não. Ele é filho de Atena, e sabe muito sobre o que vamos estudar. Ele não precisa dessas aulas. - Quase comecei a comemorar.
- Ah... entendido... - E ficou sem graça.
- Bom, acho que devo começar falando de seus pais... Rassler, Apolo é o Deus Sol, irmão de Ártemis. Deus da música, da cura, das doenças, das musas, do oráculo. - Isso eu já sabia. Me explicaram no chalé. - Na atualidade, ele é casado. Sua esposa se chama Vivian. Acho que você foi o último filho que ele gerou, não chegaram muitos filhos de Apolo novos desde seu casamento. Seu símbolo é a lira, mas ele também atende pela Clave de Sol. Bom, acho que o básico é isso. Entendeu?
- Acho que sim...
- Ashe, você é filha de Afrodite, deusa do amor, do sexo, e de tudo que envolva essas coisas. Ela é casada com Hefesto, mas não liga pra isso e tem Ares como amante.
- Minha mãe é Devassa então?
- Eu não usaria esse termo...
- Você manda.
- Ela responde pelo cisne.
Ele começou a falar mil coisas, e estava falando sobre as caçadoras de Ártemis, quando o berrante soou.
- O nome tem poder, esse toque representa que as Caçadoras chegaram!
- Tia Yuna, Tia Miranda! - Gritaram Roose e Alayne ao mesmo tempo, e correram para fora. Seguimos eles. Vimos algumas dúzias de garotas. Na frente, vinha uma de cabelo castanho-escuro preso em um rabo de cavalo. Ela tinha uma estatura média, e estava vestida com botas, saias e uma camisa apertada. Tinha olhos verde-escuro. Ao lado dela, uma garota com o cabelo loiro-prateado, com olhos prateados também. Essa era Ártemis. Eu tinha certeza. A garota ao lado de Ártemis veio correndo e deu um abraço em Paulo e Sam. Ela tinha uma maquiagem cuidadosamente feita. Logo depois, deu um abraço nos filhos de Paulo.
- Tia Miranda!
Nesse momento, apareceu uma garota forte, mas graciosa, com o cabelo castanho claro e olhos cor de bronze. Ela deu um abraço em todos.
- Tia Yuna! - Gritaram Alayne e Roose
- Lady Ártemis! - o acampamento todo ajoelhou-se. Eu e Ashe fizemos o mesmo. Ela veio em minha direção.
- É a cria nova de meu irmão?
- S-Sim senhora.
- Tanta cortesia é desnecessária. Já me acostumei com as crias insolentes dele.
- E-Eu... - Ela mal me conhecia e já me chamava de insolente? Acho que ela percebeu isso.
- Er... Me desculpe, não quis dizer isso...
- Não, está tudo b... - E antes que terminasse a frase, uma garota apareceu.
- Invasão no acampamento!!! LUTEM!!
Vários começaram a pegar as armas. Ártemis pediu que a acompanhássemos.
- Vocês ainda são novatos... Podem ficar no meu chalé, acho que é o último ponto onde procurariam... - Ela pôs um capuz para disfarçar o suave brilho prateado que emanava dela e nos levou até lá. Nesse meio tempo, várias explosões ocorreram atrás da colina. Quando chegamos lá... Onde estava Ashe? Quis sair para procurá-la, mas Ártemis não deixou.
- É muito perigoso... Vou procurá-la. Você fica aqui. - Me senti inútil. Mas ela era uma deusa, eu tinha de confiar, e obedecer. Sentei lá e comecei a ficar preocupado. Não aguentei e abri a porta. Quando abri a porta, só deu tempo de ver o Paulo e mais 11 pessoas com armaduras douradas, enquanto Paulo começava a concentrar uma aura gelada. Notei que a armadura de Paulo era a de Aquário.
- Execução...
Todos começaram a se desesperar. Os inimigos fugiam, porém a maioria continuava no mesmo lugar. Todos o olhavam com cara de que ele não devia fazer aquilo.
- AURORA!
Nesse momento, algo inesperado aconteceu. O ataque se dividiu em dois, e queimou todos os inimigos. Porém uma parte gelada continuava a vir para o acampamento. Ele congelou todos, inclusive ele. Por quê? Os inimigos morreram. Quando fui ao campo de batalha, só sobravam algumas pessoas inteiras. Um ferido que se disse Derek, Roose, Thiago, Alayne, Quíron, Dionísio, Ártemis e, Graças à todos os deuses, Ashe. Ela chorava. Fui até Quíron. Ele, como sempre, estava calmo.
- O que diabos aconteceu? - Perguntei
- O acampamento foi invadido por Équidna e seus monstros... - Nesse momento, Derek confessionava algo à Roose. Perguntei à ele o que aconteceu. Roose também chorava.
- Ele... Ele me disse as últimas palavras de meu pai... E então morreu... - Lamentou-se Roose. Não tive coragem de perguntar mais nada. Então o pai dele era um traidor? Me dirigi à Alayne.
- O que aconteceu com seu pai?
- Ele era um traidor! - Chorou. Não tive coragem de perguntar mais nada. Me dirigi à Quíron uma vez mais. Ele nos reuniu e disse:
- Vocês devem ter uma audiência com Ele... Geralmente seria com o Oráculo, mas ele também foi congelado.
- Não poderíamos quebrar o gelo? - Perguntei. Foi Thiago quem respondeu.
- Meu pai também teve o capricho de congelar a única coisa que pode quebrar aquele gelo. - Suspirou ele.
- Vamos à casa Grande. Lá vocês terão uma audiência com o deus dos oráculos.
Quando chegamos à Casa Grande, um homem que brilhava nos esperava, ao lado de Ártemis.
Era Apolo, Deus do Sol.




Última edição por Paulo Moura Labarete em Qui Set 20, 2012 9:18 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Qui Set 20, 2012 7:49 pm

Capítulo 3:Invasão no Acampamento

Narração de Ashe
Enquanto eu estava deitada,pensando em meu treino com Thiago,ouvi algumas batidinhas na porta.Me levantei e atendi.
Era ele.Senti meu coração disparar.
-Hum...Oi.-Disse ele,um pouco sem jeito.-É melhor você se apressar,ou não vai jantar.
Ele me acompanhou até minha mesa,e se dirigiu até a de Atena,onde ficou conversando com seus irmãos.
Olhei em volta,procurando Rassler,e o avistei sentado na mesa de Apolo.
Me levantei e fui até ele.
-Rass,você...-Eu disse.
Ele me respondeu de maneira muito rude,com a qual eu não estava acostumada.Um pouco chateada,e com um estranho frio na barriga,fui novamente até a Mesa de Afrodite e peguei meu prato.
Joguei uma suculenta coxa de galinha e uma maçã vermelhíssima para minha mãe,e pedi á ela proteção e ajuda: Queria saber o que havia com Rassler.
Só quando voltei á minha mesa e comecei a comer,percebi o quanto estava faminta.
Logo que acabei de jantar,Quíron nos chamou para falar sobre nossas vidas como semideuses,e eu,novamente,tentei puxar assunto com Rassler.
Dessa vez,ele parecia muito mais calmo.Quíron nos guiou até uma salinha,onde dois semideuses já nos esperavam.
Thiago não estava ali.Perguntei por ele,e,de longe vislumbrei um olhar estranho de Rassler.
Ele explicou sobre nossos pais,e pouco tempo depois,as Caçadoras de Ártemis chegaram.
Todas lindas,principalmente a deusa,que exalava uma aura prateada.Me ajoelhei para Ártemis.
Então,me sobressaltando,uma garota entrou berrando que o Acampamento havia sido invadido.
Na mesma hora,pensei em Thiago,e sem me importar com mais nada,corri á sua procura.
Ele estava lutando com três inimigos encapuzados,e eu,mesmo novata,tentei ajudar.
-Se afaste!!!Não quero que você se machuque!-Ele me deu um leve empurrão.
Então,do nada,todos os inimigos congelaram.
Mais tarde descobri que fora Paulo o autor disso tudo,e que ele SE congelara.
Então eu vi um campista ferido,e a expressão de terror no rosto de todos.
Comecei a chorar.
E vi que quase todos á minha volta fizeram o mesmo.Alayne,Roose e Derek,que estava quase morto.
Então,Rassler chegou e perguntou o que havia acontecido.
Enquanto Quíron lhe explicava,senti o abraço protetor de Thiago em mim.
Corei loucamente,mas não posso mentir: eu gostei.
Eles guiaram todos nós até a Casa Grande,onde o grande deus Apolo nos esperava.
Apolo era lindo.
Os cabelos louros,e a pele morena destacavam seu rosto jovial.Mas,ele estava sério.
Thiago ainda não me soltara,o que era reconfortante.
Rassler estava muito sério.Muito mesmo.Jamais o vira daquele jeito.
Roose e Alayne secaram as lágrimas.
-Muito bem.Os monstros estão se inquietando-Disse Apolo.-Esse ataque ao Acampamento foi,para todos nós,uma grande surpresa.
"Mas não para por aí.A atitude de Paulo,embora heroica,sacrificou muito nossas forças.Temos de descobrir o que está causando esta inquietação e pará-la.Precisaremos de vocês,semideuses,em uma missão.Será perigosa.E precisaremos de todos vocês.
Enquanto isso,eu,minha irmã,Quíron e Dionísio protegeremos o Acampamento."
-Eu aceito.-Disse Thiago,dando um passo á frente.
-Eu também.-Disse Rassler,em tom de desafio.
-E nós.-Disseram Roose e Alayne em uníssono.
-E eu também-Murmurei.
-Excelente.-Respondeu Apolo,esboçando um sorriso.-Vocês partem pela manhã.Ás 8:00.Agora,vão dormir e aprontar as mochilas.
Todos os semideuses saíram da Casa Grande,em um silêncio deprimente.
-Eu vou para meu chalé,descansar.-Falei.-Foi um dia longo.
-Eu te acompanho.-Se ofereceu Thiago.
Eu sorri.Não era bem uma ocasião feliz,mas o simples fato dele querer me acompanhar me deixava radiante.
-Ela não precisa de companhia.-Retrucou Rassler,seco.-E se precisar,eu a acompanho,obrigado.
Eu o olhei,meio surpresa.
-Tudo bem,então.Tchau.-Respondeu Thiago,sem jeito.
Eu fui com Rassler até a porta de meu chalé.Na verdade,eu quase tive de correr,pois ele andava muito rápido.
-Que está havendo com você?-Perguntei,exasperada.
Ele não me respondeu.Saiu pisando firme em direção ao seu chalé,e bateu a porta com força.
Naquela noite,eu não conseguia dormir.Me levantei e fui aprontar as coisas para a grande missão do dia seguinte.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Qui Set 20, 2012 9:05 pm


Capítulo 4: A Mãe de Monstros

Narração de Rassler

Depois de ontem, eu estava quase explodindo. Esse Thiago achava que era quem!? Fui dormir no chalé de Apolo. Sozinho. Antes aquele chalé estava quase lotado, hoje só havia eu? Até que alguém bateu na porta.
- Entre - Falei, de mal humor. A pessoa entrou. A pessoa não, aS pessoaS. Era meu pai, e junto dele vinha Roose. Roose entrou com um pacote.
- Acho que deve ter isso.
- O que é isso?
- Meus pais deixaram para nós... Meu pai é um traidor, mas ainda assim... - E me entregou uma espada.
- Roose, seu pai não é um traidor. Já falamos sobre isso... Não fique triste. - Só aí notei que Roose estava com o rosto inchado, como se houvesse chorado muito.
- Eu... Eu não sei... - Fiquei com dó de Roose. Ele era dois anos mais novo que eu, e ainda assim já havia passado por muito mais.
- Roose... Espere lá fora... Vou falar com meu filho aqui.
- Sim senhor.
Roose saiu. Apolo tirou o capuz. Ele irradiava luz. Sentou-se na cama, ao meu lado.
- Filho, eu notei algo... Você sente algo pela Ashe?
Ah, ótimo. Então ele quer virar pai-coruja agora?
- Er...
- Não precisa responder. - Riu. - Eu já passei por isso.
- Isso o quê?
- Me apaixonar por Afrodite - Riu de novo. - Acredite, não foi uma boa ideia. Mas ela sempre foi uma boa amante. Ah, se foi!
- O que quer dizer com isso?
- Quer realmente tentar a sorte com ela?
- Eu... Sim!
- Te desejo sorte... Agora tenho de ir.
- Peça para Roose entrar.
- Às ordens. - Sorriu e me deu um abraço. Não contive as lágrimas. ele foi embora. Roose entrou.
- Você está bem? - perguntou ele.
- Melhor do que pareço.
- Por que me chamou?
- Você herdou os poderes de Atena, segundo ouvi dizer?
- Sim... Durmo no chalé dela. Junto com Thiago. Acho que sou o único que ainda tem um companheiro de Chalé...
- Não me parece acompanhado. Por quê?
- O Thiago não é o melhor companheiro de chalé possível, sabe? Ele chega e dorme, sempre está ocupado. Rouba as atenções.
- Sei como é... Por que não dorme aqui? - Apontei uma cama à minha esquerda.
- Acho que não tem problema... - Sorriu. Acomodou-se na cama que apontei.
- Eu tenho sono... - Disse, já bocejando.
- Dois. Que tal dormirmos logo?
- Uma boa ideia.
Trocamos de roupa lá mesmo, e fomos dormir. Quando acordamos, já era hora de nos reunir na Casa Grande e receber a missão. Quando chegamos lá, Quíron, Ártemis, Apolo e Dionísio estavam nos esperando.
- Sua missão será derrotar Equidna. Cremos que Paulo encantou o gelo para que derretesse quando Equidna fosse derrotada. - Começou Ártemis sem rodeios.
- Eu tentarei derreter o gelo. Até lá, devemos contar a história para vocês.
Ele contou a história de Équidna, um dos seres mais temíveis de todos. A Mãe de Monstros. Devíamos achá-la e matá-la.
- Mas como faremos isso? - Perguntou Alayne
- Bom, as armas já foram entregues. - Disse Dionísio
- Conhecemos uma pessoa que indicará onde está Équidna. Acho que será uma surpresa saber quem é... - Disse Quíron.
Nesse momento, o ar se fez mais leve e com um cheiro delicioso. Entrou uma mulher linda, a mais bonita que eu já havia visto.
- Sempre se achando. - Disse meu pai. A mulher ignorou.
- Sou Afrodite. Deus do amor. E você é minha filha. - Disse a mulher.
- Ande logo, enrolada! - Disse Dionísio
- Cale a boca - Disse a mulher com frieza. - Sei onde devem ir. Vocês irão para a Austrália. Montados em Nyan Cats.
E foi assim que saíram cinco crianças do acampamento com o arco-íris atrás.


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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Qui Set 20, 2012 9:30 pm

Capítulo 4: A Mãe dos Monstros

Narração de Ashe

Tivemos de acordar muito cedo para partirmos na missão.Rassler não me olhava e nem falava comigo.
Os deuses nos ajudaram a nos aprontar para a missão [Até minha mãe apareceu] e fomos montados em Nyan Cats,em direção á toca de Equidna.
Lá pelas 8:30,havíamos percorrido 1/3 do caminho e ninguém falava.Eu olhava para Rassler,que parecia estranhamente sério.Então,meu Nyan Cat deu uma guinada repentina,e eu quase caí.
-Você está bem?-Gritou Thiago,seu berro se sobrepondo ao barulho do vento.
-Estou!Mas ele parece cansado.-E olhei para meu Cat.Realmente,ele arfava e quase não aguentava.
-Venha comigo!-Gritou ele,emparelhando o seu Nyan com o meu.O dele era maior,e parecia mais forte.
Pulei para a montaria dele e me agarrei em suas costas.Rassler nos olhou estranho,e avançou com seu Nyan.
Thiago abriu um sorriso e seu Nyan Cat acelerou.Era realmente muito confortável,voar em cima do Nyan,com meus braços em volta de seu pescoço.
O vento açoitava meus cabelos,e a manhã estava uma delícia.Os Nyan Cat pareciam saber para onde iam,por isso não nos preocupamos com a direção...
Depois de horas voando,comecei a ficar com os braços dormentes e mudei de posição,abraçando a barriga de Thiago.Já estava ficando cansativa,essa viagem,e eu gritei:
-Chegamos??
-Não se...-Respondeu Rassler.
-SIM!!-Interrompeu Roose.-Olha ali aquelas montanhas!A entrada para o palácio é por ali!
Os Nyan Cats diminuíram a velocidade e pousaram em uma parte plana do rochedo,em que havia uma entrada de caverna.
Desci do Nyan graciosamente,mas Thiago não havia soltado minha mão.
Me virei para ver o que estava acontecendo e ele me puxou,e me deu um beijo.
Minhas pernas bambearam.Corei.Estava mesmo acontecendo?Ele estava mesmo me beijando?
O coração acelerou,e ele me soltou.
Seus olhos brilhavam e ele sorria.Eu estava com as bochechas MUITO vermelhas e quentes.
Roose e Alayne sorriam,também e eu quase não podia acreditar.
-Vamos.-Disse Thiago,me puxando pela mão.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Sex Set 21, 2012 11:15 am

"Capítulo 5: O Beijo no Lago

Narração de Rassler

Vejo atrás de mim Ashe e Thiago se beijando. Não sei o que fiz, devo ter simplesmente saído. Desci do rochedo, e encontrei uma árvore. É nessas horas que eu queria ser...
- Uma mosca? - Completou minha mente. Sentei em um galho da árvore e peguei meu arco. Desenhei uma figura tosca do Thiago em uma outra árvore e comecei a atirar flechas na cara dele. Já devia ter acertado umas 30, até que ouvi alguém se aproximando. Alguém não. Duas pessoas.
- Eu avisei que era má ideia.
Era meu pai. De novo? E ele estava acompanhado de alguém.
- Escute as palavras de dois alguéns que já se apaixonaram por Afrodite. Saia disso. - O Outro alguém era Hefesto, marido de Afrodite.
- Eu não... Posso. Não consigo.
- Então acho que deveria dizer isso à ela. - Será que isso era minha imaginação.
- Obrigado pelo óbvio - Resmunguei.
Eles riram.
- Nunca diga que não fizemos nada por você!
Eles saíram de lá. Deixaram uma aljava cheia e um arco novo no lugar. Peguei ambos. Quando voltei, perguntaram onde eu estive. Disse que não importava.
- Vamos nos dividir em times... Alayne, você vem comigo e Thiago - disse Roose. Tive vontade de abraçá-lo naquele momento. - O resto é óbvio. - Ele piscou para mim com cara de quem entendia o que se passava.
Fomos procurar o palácio. Quando o outro time se afastou, comecei a falar com Ashe. Andamos um pouco e encontramos um lago.
- Você... Bem, você viu.
- Acho que sim... - Esforcei uma gentileza.
- Você tem algum problema com isso? - ela perguntou
- É que... Eu...- Não tinha coragem de continuar.
- Eu te amo. - Pisquei.
- O QUÊ?
- Eu te amo.
- Eu... Também. - Sinto que fiquei vermelho.
Eu beijei ela. Era... Como assim? Era verdade! EU finalmente consegui! Passei Thiago! Eu consegui!
Ela,muito vermelha,virou-se de costas e eu a abracei por trás.
-M-me desculpe...-Ela disse,quase chorando.Quis perguntar porque,mas não havia tempo de dizer mais nada.Uma enorme criatura,com o corpo de dragão e 7[ou 9] cabeças apareceu, eu lá tinha tempo de contar? Era a Hidra.
Saquei a espada,e Ashe também.Antes que ela nos visse,nos escondemos atrás de um rochedo,e lá ficamos,quietos.
A Hidra caminhava pesadamente,virando todas as suas cabeças medonhas para diferentes direções,o que a fazia parecer ainda mais assustadora. Não tínhamos lá muita opção. Pegamos as espadas, e eu avisei para ela:
- Você sabe como derrotar uma Hidra, certo? Cortamos a cabeça e queimamos o pescoço.
- Certo - Ela assentiu.
Nos levantamos. Ela usou a espada para cortar uma cabeça dela, a qual eu usei qualquer coisa de filho de Apolo ( Não me disseram o nome ) para queimar. Mas nós devíamos saber que não seria fácil: Ela rapidamente investiu com uma segunda cabeça sobre Ashe. Ela pegou Ashe pela gola da camisa, e ela começou a gritar. Eu peguei o arco e aljava que estavam ao meu lado e joguei na boca da Hidra. Ela se fechou, e assim ficou. Parece que eu acertei. Ela começou a urrar. Vi que nós não tínhamos opções, e gritei para Ashe:
- Você consegue correr?
- Acho que sim!
- Então corre!!! - E começamos a correr. A Hidra vinha atrás, afinal acho que ela não gostou de perder a cabeça. Nesse momento vi que havia uma das cabeças perigosamente perto da Ashe. Ela investia contra a menina que eu tinha acabado de beijar. Eu não podia deixar ela ir embora desse jeito. E, em um segundo, empurrei Ashe para o lado e a Hidra investiu contra mim. Senti o sangue escorrendo das minhas costas. Ela havia abrido um rombo lá. A última coisa que vi antes de cair foi Roose e Alayne nos carregando para longe.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Sex Set 21, 2012 11:36 am

Capítulo 6:O Palácio

Narração de Ashe

A Hidra havia ferido Rassler.Muito.Eu gritara por ajuda,e Roose,Alayne e Thiago apareceram.
Me ajudaram a carregá-lo até um rochedo,pois ele estava desacordado.
O deitamos no chão e eu,com as mãos tremendo,enfaixei o ferimento para estancar o sangramento e Alayne derramou um pouco de néctar em sua boca.
Aos poucos,ele foi acordando e tentou falar.Nada saiu...Ele ainda estava fraco.Meus olhos marejaram.
-Ele não poderá prosseguir.-Disse Alayne,baixinho.
Eu a olhei.Ela estava muito pálida.
-Então vamos deixá-lo aqui,e prosseguir.-Falou Thiago,que não parara de andar de um lado para outro.
Eu murmurei um "sim".Era minha culpa.Ele estava assim por minha culpa.Se eu não fosse tão estúpida...
-Eu fico com ele.-Prontificou-se Roose.
Eu dei um beijo na testa de Rassler,o que ninguém viu.
O peso em meu estômago era culpa,e estava demorando a passar.
-Nós estávamos perto de algo,quando ouvimos seu grito.Vou lá vasculhar novamente.-Disse Alayne,fazendo eu me sentir ainda mais culpada.
Ela desceu pela entrada da caverna,e tomou o caminho da direita.
Uma hora se passou e o clima era tenso.Eu não soltava a mão de Rassler,Thiago ainda andava de um lado para outro,e Roose estava sentado lendo.
-Por que ela está demorando?-Resmungou Thiago,impaciente.
Então,ela apareceu,o rosto lívido:
-Encontrei.A entrada para o palácio.Não é nada agradável.
Arrumamos nossas coisas e adentramos mais uma vez,na caverna escura.
Após algum tempo caminhando,o caminho ficou mais íngreme e o teto alto,coberto de estalactites.
Thiago segurava minha mão,e eu escorregava um pouco em algumas pedrinhas.Alayne ia na frente.
Após um longo caminho,ela apontou um portal de pedra negra,gigante,com gárgulas no topo,entalhadas na pedra.
-É ali.
A entrada dava um certo medo.O forte cheiro de monstros adentrava por nossas narinas,e a porta me parecia lacrada.
-Como vamos entrar?-Sussurrei.
Alayne apalpou a porta e leu as escrituras em grego,que estavam entalhadas na pedra,no meio das gárgulas.
Então,murmurou algo em grego antigo que eu não entendi e a porta se abriu.
Mal ela havia abrido a porta,um cão de 3 cabeças,muito parecido com Cérbero,porém menor,saltou em nossa direção.
Eu gritei e me afastei,sacando a espada.Os dois fizeram o mesmo.
-Cada um cuida de uma cabeça!-Gritou Thiago.
O cão não era gigante como Cérbero,mas não era nenhum ratinho.
Digamos que,se você empilhasse dois carros,o tamanho seria aproximado do cão.
Eu ataquei a cabeça do meio,Thiago,a da esquerda e Alayne a da direita.
O cão estava desnorteado.Ao mesmo tempo que tentava morder a todos,tentava se desviar dos golpes.
Ele latia e babava.Então,já exasperado,deu uma patada em mim e Alayne e tentou morder Thiago,que,aproveitando o impulso do salto,se agarrou na orelha do cão e cravou a espada em seu dorso.
-E agora?-Ofegou ele,caindo ajoelhado no chão,em meio á uma nuvem de pó.
-Equidna provavelmente,está no centro do castelo.Temos de ir até lá.
Eu estava muito calada.E ainda carregava a culpa.
Passamos pelo grande portal de pedra,e adentramos no magnífico Palácio de Equidna.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Sex Set 21, 2012 10:17 pm


Gucci e Rihappy

Capítulo 7: Ícelos

Narração de Thiago

Eu nem tive tempo de parar para pensar se eu realmente gostava de Ashe ou não. Foi tudo tão rápido. E mal tivemos tempo para isso, tínhamos de entrar no Castelo de Équidna. Tivemos um cérbero como calorosa recepção. Matamos ele rapidinho. Quando entramos, encontramos um palácio lindo. Mas não durou muito. Logo que entramos, encaramos um carinha bem estranho. Ele era corcunda, e tinha umas unhas grandes. Um tipinho dos quais eu não costumo gostar. Rapidamente ele se apresentou. Pelo menos era educado.
- Ícelos de Visão. Prazer.
- Não posso dizer o mesmo - Fiz um gesto para Ashe e Alayne. Ele era demasiado perigoso. Elas se afastaram.
- Ora, então vai lutar comigo sozinho? - Alayne jogou uma flecha nele.
- Com certeza não.
Ele fez algo que eu julgava impossível. Ele abriu uma fenda no ar, e a Flecha voltou para Alayne. Ela acertou em cheio.
- O que foi isso?
- Ora... Sou capaz de distorcer as dimensões...
- Maldito... - Nesse momento, algo como um tentáculo invisível me agarrou. Ele se materializou, e eu vi que era uma distorção de dimensão. Comecei a perder a calma.
- Desista... Pode fazer muito pouco perante a mim. - Nesse momento, vários ferimentos começaram a aparecer e crescer... Mas o de Alayne continuava o mesmo.
- Eu... - Comecei
- Desiste? - Perguntou Ícelo. Entendi o que se passava.
- Nunca. - Usei o Copycat para copiar os tentáculos dele. Notei que o que parecia salvar Alayne era o sangue... Usei os tentáculos para me cortar.
- Impossí... - Ele começou
- Ora, que tal experimentar a famosa Blade? - Saquei a Blade de meu pai.
- Filho da... - Começou. Enfiei a lâmina em seu abdômen. Mal sabia eu que ele seria o menor dos problemas.
Chegou um homem, muito forte.
- Ora, que fizeram com meu irmaozinho?
- Quem é você?
- Oneiros. Prazer.



Última edição por Paulo Moura Labarete em Dom Set 23, 2012 3:54 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Sab Set 22, 2012 12:27 pm

Capítulo 8:Oneiros

Narração de Ashe

Oneiros não era uma figura nada agradável.Possuía um ar presunçoso,e algo nele,talvez tudo,me indicava que ele seria um desafio.
Saquei minha espada.
-Deixa ele comi...-Começou Thiago.
-Não.Desta vez,temos que trabalhar juntos.
Oneiros riu.
-Então acham mesmo que vão me derrotar,assim como fizeram com o fracote de meu irmãozinho?
Então ele fez um gesto estranho,e nos vimos cercados por uns 7 fantasmas.
-Vá atrás dele,eu cuido dos fantasmas!-Gritei para Thiago,enquanto acertava um fantasma com a espada e ele se dissolvia em fumaça.
Alayne estava desmaiada,mas agora não havia tempo de colocá-la em um lugar seguro.
Os fantasmas se juntavam á minha volta,e sempre que eu derrotava um,mais surgiam.
Olhei para trás,Thiago travava uma batalha violenta contra o tal Oneiros.
Ele aplicava golpes com uma velocidade anormal,e Oneiros os defendia com a mesma velocidade.
Os fantasmas agora estavam em um número muito maior.Eu me esforçava,e golpeava o máximo que podia.
A cada fantasma morto,eu podia ouvir um grito distante e um barulho semelhante ao de um pneu se esvaziando,e,naquele momento,o ar estava coalhado desses sons.
Com apenas um golpe de espada,eu matava quase 5 fantasmas de uma vez só,tantos eles eram.
Eu já estava ficando exausta.
Então,Oneiros parou de invocar espíritos.Então olhei para trás e vi que sua batalha com Thiago havia ficado mais séria.
O garoto se esforçava muito,mas os ataques dele eram de incrível velocidade.
Corri para ajudá-lo.
Thiago atacava pela direita e eu pela esquerda.
Agora notei que Oneiros estava se embaraçando,então aumentou a força dos golpes.
Me fez um corte no braço,e um na bochecha de Thiago.
Então,eu lhe dei uma forte estocada na cabeça e seu elmo voou longe.
Ele se virou para mim,furioso.Isso deu a Thiago tempo o suficiente para lhe cravar a espada nas costas.
Cansada,fui até Alayne.
-Desacordada.-Murmurei.-Vamos ter de deixá-la aqui.
-Sim.Mas vamos deixá-la parcialmente escondida.
Colocamos ela em um canto do salão,e seguimos por um corredor estreito e mal iluminado.
-Será que dá para ficar pior?-Perguntei.
E minha resposta estava parada ali,bem no fim do corredor.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Qui Set 27, 2012 8:01 pm


Capítulo 8: Phantasos

Narração de Rassler


Acordei com Roose do meu lado, lendo um livro. Me dirijo à ele:
- Por quanto tempo eu fiquei desmaiado?
- Duas horas e meia, acho - Disse ele conferindo o relógio, parecendo desinteressado
- E aonde estão os outros? - Perguntei, conferindo o livro que ele estava lendo. " O Médico e o Monstro ", escrito em grego antigo, claro.
- Já devem ter entrado no castelo. Me deixaram aqui cuidando de você. Claro, sempre eu, nunca Alayne. Não sou importante o suficiente para fazer tão grandioso trabalho. - Ele pareceu um pouco irritado, mas acostumado àquilo.
- Como assim? - Perguntei
- Quando nós nascemos - Disse ele, novamente desinteressado e de olho no livro - Cada um herdou um ascendente olimpiano de nossos pais. Eu nasci como neto de Atena, ela como neta de Hades. Ela dominou os poderes de descendentes de Hades muito rápido, é um prodígio. Já eu, não sou nada. - Virou a página
- Eu... Tinha um irmão gêmeo... Até os 12 anos.
- Sério?
- Sim... Acho que passávamos pela mesma situação. Mas devia ser o contrário, eu sempre recebia as atenções, mas não porque queria. Me sentia culpado por isso. - Virou a página novamente. - Até que ele morreu em um acidente. Estávamos andando na rua, e dois carros bateram na nossa frente. Foi violento... Veio voando um estilhaço, e ele entrou na minha frente... - Pela primeira vez, Roose tirou os olhos do livro. - Havia um... - Senti as lágrimas brotarem em meus olhos. - Um pedaço da lataria vindo em minha direção... E se alojou na cabeça dele... iria ter se alojado na minha, mas ele me salvou... - Nessa hora, eu estava em prantos. Roose me abraçou.
- Eu... Sinto muito... - Parei de chorar e me levantei
- Agora vamos ajudar os que estão lá - Doeu um pouco levantar, mas eu estava bem.
- Sim, vamos. Tenho que ajudar Alayne. - Ele fechou o livro, se levantou e me acompanhou.
Quando chegamos ao palácio, entramos nele e nos deparamos com várias marcas de batalha.
- Espero que eles estejam bem - Disse Roose. Mas eu não o dei ouvidos. Ouvi Ashe gritando. Corri atrás dela. Ainda me doía correr, mas eu nem ligava.
Quando chegamos lá, nos deparamos com Thiago ferido no chão e Ashe e Alayne sendo torturadas por uma garota. Ela era muito bonita, mas não parecia que estivesse satisfeita.
- São devidamente bonitas... Mais do que eu... Devem morrer. - E então cortou mais uma vez as duas. Elas gritaram. Não saiu sangue nenhum... Era uma ilusão.
- Ashe! - Gritei. Ela olhou para mim atordoada. parecia ter se livrado da ilusão.
- Alayne! - Gritou Roose. aconteceu o mesmo. Mas ambas caíram no chão. Embora fosse uma ilusão, elas deviam estar cansadas...
- Ora ora, não é que temos dois garotinhos lindos aqui? Qual será meu marido? - Ela perguntou.
- Nenhum - responde Roose.
- Então devo matá-los?
- Nunca. - Respondeu Roose. Eu estava atordoado com a visão de Ashe naquele estado.
- Hihihihihi sou Phantasos de Fantasia, prazer hihihihihi
- E nós somos seus cárceres - Respondi eu, saindo do transe
- Ui, adoro um homem selvagem! - Ataquei. Talvez fosse a coisa mais idiota que eu já tinha feito. Ela riu e me prendeu flutuando. Em seguida, pegou Ashe pelos cabelos, e pôs uma faca no pescoço dela.
- Vamos lá, enfie uma faca no seu bucho e ela sai inteira - Eu já iria pegar minha espada, quando vi Roose fazendo o mesmo. Porém ela não estava olhando para Roose... Olhei para a Blade. Havia um brilho em volta dela... Era isso! Aquilo era uma ilusão! Por isso Thiago estava daquele jeito, devia ter passado pelo mesmo! Tirei a Blade da bainha e cortei Ashe. Ashe se desfez. Beleza!
- Como você... Onde arranjou isso? - Ela pareceu assustada. Não entendi, parecia uma espada normal.
- Não lhe interessa - E cortei ela no bucho. Ela gritou e se desfez em poeira.
- Por que ela perguntou da Blade? - Perguntei para Roose
- Também não sei... - Ele respondeu. Não senti muita firmeza...
- Acho que eles não vão se levantar por um bom tempo... - Disse eu
- Acho melhor esperar aqui.
Ele pegou o livro e continuou lendo.
Até que apareceu alguém.



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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Sab Set 29, 2012 4:23 pm

Capítulo 9: Equidna,a Mãe dos Monstros.

Narração de Ashe

Ao fim daquele imenso corredor escuro,havia uma porta.Thiago e eu a abrimos,cautelosos,esperando qualquer tipo de ameaça.
Felizmente,a porta dava em um corredor menor com duas entradas,que davam em mais dois corredores.Então eu ouvi um barulho alto,e um berro de dor familiar:
-Rassler!-Gritei.E,puxando Thiago,tomei o corredor da direita.
Parados á nossa frente,preparados para a batalha estavam Rassler e Roose,e na frente deles estava Equidna.
Equidna estava em uma forma quase humana.Ela tinha a forma de uma mulher gorda,com a pele escamosa enfiada em um vestido jeans e com um colar de opalas pendurado no pescoço.O "cabelo" era semelhante ao da Medusa,estava amarrado em um coque e seu rosto ofídico estava maquiado com um batom vermelhíssimo.Ela sorria e estendia a língua bifurcada para nós,em uma expressão de satisfação.
-Olha só...Não é que 4 semideuses decidiram vir até meu castelo servir de comida para meus filhos?-Sibilou ela.
Eu disse algo muito inteligente,tipo "Não" e ergui a espada.
-Veremos.-Ela respondeu,fria e invocou quatro cães infernais.
Eles não eram lá muito grandes,mas pareciam ferozes.
Eles investiram.Nós quatro estávamos ombro a ombro,e com apenas um golpe,pulverizamos os cães.
A expressão de Equidna vacilou.
Ela soltou um silvo longo,e um Quimera surgiu ás nossas costas.
Por um momento,todos nós parecemos atordoados demais para sequer nos mexermos.Mas então,Thiago berrou:
-ABAIXEM-SE!
E nos jogamos ao chão bem em tempo de evitarmos uma rajada de fogo que a Quimera lançou.
Logo após isso,o lugar virou o Hades.
Nós quatro investimos contra a Quimera,e mesmo sendo 4x1,a batalha era difícil.
A Quimera rugia,soltava fogo,dava patadas e golpes com a cauda,dificultando nossa movimentação.
O corredor era bem largo,mas mesmo assim a Quimera não era um monstro miúdo.
Eu troquei olhares com Roose,e nós pensamos na mesma coisa: "Atrair a Quimera até o salão de entrada."
Parece que Thiago e Rassler haviam pensado a mesma coisa,pois saíram em disparada pelo corredor comigo,Roose e a Quimera em seu encalce.
A criatura estava furiosa.Lançava repetidas rajadas de fogo em cima de nós,mas agora,o espaço era amplo o suficiente para uma batalha de verdade.
Nós a cercamos e cada um atacou de um lado.
Thiago em sua cabeça.Roose na cauda.Rassler de um lado e eu de outro.Até quem,enfim,Rass conseguiu cravar sua lâmina no dorso da Quimera e ela,com um urro horrível,se desfez em pó.
Equidna havia parado na entrada,com uma expressão assassina.
-Agora já chega.Vocês,malditos semideuses,conhecerão a fúria de EQUIDNA!-Uivou ela.
Ela retirou duas espadas longas da bainha,ambas brilhando com o veneno na ponta,e atacou.
Thiago desviou da primeira lâmina,e eu da segunda.Mas,para uma senhora gorda,Equidna era bem veloz: assim que tentou nos acertar,já tentou golpear Rassler e Roose.Eles desviaram com um pouco de dificuldade e eu logo pensei no ferimento nas costas de Rass.
Avancei para cima dela,tentando golpear seu peito,mas ela aparou minha lâmina e me jogou longe.
Rassler,com um movimento brusco,saltou sobre suas costas e tentou ferir a cabeça de Equidna,mas ela fez um movimento e o jogou ao meu lado.
Ele soltou um gemido,e vi que ele caíra de costas no chão.
-O ferimento...-Murmurei.
-Estou bem.-Ele disse,rangendo os dentes.
Enquanto isso,Thiago e Roose travavam uma batalha feroz contra a criatura,mas ela lutava muito bem.
Eu me levantei,Rassler também,e partimos para combate.
Pouco tempo depois,éramos nós quatro contra ela e não havíamos feito nenhum progresso.
Ela chutou Roose para um lado,irritada e desferiu um golpe em meu braço esquerdo.
Cada músculo do meu braço entrou em fogo,e eu fui ao chão,chorando de dor.
-ASHE!-Berrou Rass.
-Eu vou ficar bem!-Disse,tremendo.
Apanhei a espada novamente e me levantei.O braço ardia demais e eu não conseguia mexê-lo.
Mesmo assim,fiz o possível para atacar com a minha mão boa.
Aquela luta já estava cansando,e Equidna jogou a todos nós para trás,com um movimento de suas espadas.
-AGORA JÁ CHEGA!-Rugiu Thiago.-VAMOS ACABAR COM ESSE MONSTRO!

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Qua Out 03, 2012 7:44 pm

Capítulo 10: Descubro que meu pai é demais

Narração de Rassler


Ainda que fóssemos quatro, Équidna era muito mais forte. Quando me dei por mim, o ferimento em minhas costas estava aberto novamente. O sangue escorria. Thiago e Roose não estavam em situação muito melhor. Então, Roose olhou para Alayne com cara de quem planeja algo.
- Você não quer dizer... - Começou Alayne. - Papai proibiu! - Completou Alayne, engolindo metade da frase.
- Mas é o único jeito! - Protestou Roose. Alayne pareceu concordar.
- Então vamos logo. - Ela estalou os dedos e apareceram duas armaduras. Uma em formato de caranguejo, outra em formato de um humanoide, como se duas pessoas houvessem se juntado em uma só. Elas vestiram o corpo dos gêmeos. Eles estenderam as mãos, quase se tocando. Nesse momento, eu senti uma onda de energia enorme. Havia uma pequena esfera de energia, do tamanho de uma bola de golfe. A gravidade em volta da esfera era tanta que o palácio desmoronava à nossa volta. Então, eles juntaram os dedos, ainda sem tocar as palmas, e jogaram a esfera em Equidna. O Palácio desmoronou quase completamente.
- O que foi isso? - Perguntei
- Explosão Gravitacional. É como uma exclamação de Atena, mas muito mais fraca - Respondeu Roose. - Temos de sair, o castelo irá desmoronar...
- O que de Atena? - perguntei, começando a correr
- Exclamação. Cria uma explosão como um Big Bang... É muito perigosa. É tipo a Explosão Gravitacional multiplicada pelo número de filhos que um coelho tem em vinte anos - Eu sabia que era muito. Corremos até fora do castelo. Não havia notado pela adrenalina, mas eu estava branco. O Sangue escorria, quente e cruel pelas minhas costas. Ashe veio me ajudar. Roose foi cuidar de Thiago. Ele havia sido ferido pela Quimera, com veneno. O ferimento fumegava. Porém, não havia descanso. Equidna poderia acordar á qualquer...
Ah, esquece. Ela havia acordado NAQUELE momento. Não havia ninguém em condições de lutar... Somente...
- Ah, merda! Como iremos fazer agora? - Thiago se desesperou.
- Eu irei. - Disse Alayne. A armadura do caranguejo ainda a vestia... Ela começou a concentrar uma pequena esfera fantasmagórica em seu dedo.
- Alayne, não! - Gritou Roose.
- Sekishiki... - Ela não havia ouvido.
- Pare com isso!
- Meikai-Ha! - A esfera explodiu, e vários feixes espectrais azuis e brancos saíram dela. Eles envolveram Equidna e Alayne.
- Lutaremos no inferno, vadia! - Gritou Alayne
- Argggggg - Disse Equidna. ambas desapareceram, e deixaram os corpos. Eu havia entendido: Se Alayne destruísse a alma dela, ela não mais voltaria. Se acontecesse o contrário... Roose pareceu entender também. Ele começou a chorar sobre o corpo de Alayne. Após quase uma hora de choradeira, ele se levantou, tirou um dracma do bolso e o jogou em uma cachoeira perto dali. Pediu que Íris o conectasse ao acampamento. Afrodite apareceu na tela.
- Ora querido, por que choras? - Perguntou ela
- Não te interessa. Temos que voltar. - Ele disse, limpando as lágrimas. Inutilmente, já que mais viriam em seguida.
- Você manda - Ela disse, estalando os dedos. Nyan Cats apareceram.
- Obrigado - Disse Roose, novamente limpando as lágrimas. Novamente inutilmente. Montamos nos Nyans, e Roose levou Alayne nos braços.
Quando chegamos ao acampamento, Roose ainda abalado, foi ao chalé de Atena. Segurei-o pelos braços.
- Vá ao chalé de Apolo - pedi
- Por quê? - Ele retrucou
- Acho que a última coisa que precisa é de um bando de sabichões te perguntando sobre a missão. Quando Équidna foi ao inferno, todos descongelaram, certo?
- Certo - Disse ele, limpando as lágrimas. Pela terceira vez, inutilmente.
- Então vá até lá. Segundo me disseram, eu sou o último filho que Apolo gerou antes de se casar... E o chalé está bem vazio. - Sorri. Ele esboçou um sorriso e me abraçou.
- Acho que você é o irmão que eu pedi... - Chorou ainda mais
- Mas você não tem Thiago e Alayne? - Perguntei
- Bem, Thiago é mais velho. Alayne é uma garota... Eu queria um irmão. Não que eu não goste dela... - Ele vacilou.
- Só vá ao Chalé. - Disse eu
- Seu desejo é uma ordem. - Limpou de novo as lágrimas. Inutilmente. Foi ao chalé. Nesse momento, Ashe me chamou.
- Será que você se importaria que eu fosse à enfermaria com o Thiago?
- Não... pode ir. - disse eu. Acho que estava sendo sincero.
- Tem certeza? - perguntou ela, surpresa
- Absoluta. - disse. E puxei ela para um beijo. Nesse momento, meu pai apareceu atrás de mim.
- Posso saber o que é isso? - Ficamos desconcertados. Ele riu. - Filho, tenho de falar com você... Suas costas não estão nada bem. Parece que você menstruou pelas costas. Há! - Ele riu. - Vamos ao meu chalé, posso tratar de você lá. - No caminho, ele declamou meia dúzia de haicais toscos. Quando chegamos lá, encontramos Roose dormindo. O travesseiro estava úmido. Ele parecia ter chorado muito antes de dormir. Era de se esperar.
- Pobrezinho... - Disse papai.
- Fale baixo, ele pode acordar. - Nesse momento, papai pegou uma lira na parede do chalé e tocou algumas notas. Ele era realmente bom.
- Pronto, agora ele deve dormir. Vá tomar banho. Eu espero aqui. - Ele fez uma cara de quem tem vontade de tomar banho há séculos. - Tenho inveja de quem pode tomar banho.
- Por quê?
- Acho melhor mostrar. - Ele despiu os sapatos, as calças e a camisa, e entrou debaixo do chuveiro, somente com a roupa de baixo. Ele ligou o chuveiro e a água simplesmente evaporava antes de alcançá-lo. Ri um pouco. Ele riu também, vestindo as roupas novamente.
- É normal essa reação, afinal, o Deus sol não pode se molhar - Riu ele. - Agora vá tomar banho.
Tirei as roupas, e fui ao banho. Sangue escorreu pelo ralo. Quando saí do banho ( O que foi difícil, estava uma delícia ), coloquei as roupas de baixo, e meu pai aparecer no banheiro.
- Ora, não se sinta envergonhado. Sou seu pai, afinal - Ele sorriu. - Sente-se.
Me sentei, e ele começou a fazer alguns curativos. Quando terminou, eu já me sentia melhor.
- Uau, você é bom.
- Seria melhor se eu revelasse minha verdadeira forma divina... Ela destrói todos os males que possam atormentar alguém... Ou os põe todos de uma vez. Arriscado de mais. Amanhã você deve estar melhor.
- Obrigado... - E antes que eu pudesse terminar, ele me interrompeu.
- Filho... Acho que eu tenho que te dizer algo que eu deveria ter te dito quando você era pequeno...
- Por que não esteve presente na minha infância?
- Filho, quando se é um deus, não se deve mostrar preferência. Eu queria. Você foi o último filho que eu gerei antes de me casar... Sua mãe... Sim, ela é linda. Ela vai bem?
- Sim. Ela virou cantora, fez a vida.
- É ótimo saber disso, filho... Acho que eu devo te dizer algo que há muito você não ouve... Aliás, que nunca ouviu.
- O quê?
- Eu te amo filho. Me orgulho de ter uma prole tão perfeita. - Ele chorou. Lágrimas douradas, ao que me parecia.
- Eu também... Papai, te amo - Me senti uma criança dizendo as primeiras palavras. Mas não importava. Ele me abraçou, e nós ficamos por um tempo daquele jeito, abraçados. Apolo estava me queimando.
- Pai...
- Entendo, filho. - Ele voltou ao sorriso zombeteiro de sempre. - Eu sou quente - Colocou um par de óculos escuros. - Vou-me embora então. Mas antes acho que te devo essa.
Ele pegou um violão, e começou a cantar. Beatles, Hey Jude. Era uma música linda, mas na voz dele parecia melhor ainda. Quando terminou, ele me disse:
- Acho que devo guardar minha música para amanhã...
- Como assim?
- Uma profecia, filho. Um piquenique. - Deu outro sorriso maroto. Algo me dizia que ele não estava dizendo tudo. Me deitei na minha cama, e fechei os olhos. Estava realmente cansado.
- Ah sim, antes que eu me esqueça. - Ouvi ele dizer. Ele foi até minha cama, puxou os cobertores até meu pescoço, e me deu um beijo na testa. - Boa noite filho. Te amo - E então, acho que realizei um dos meus sonhos. Ter um pai. Agora só faltava Ashe.


Última edição por Paulo Moura Labarete em Dom Dez 23, 2012 10:10 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Qua Out 03, 2012 9:11 pm

Capítulo 11:Piquenique

Narração de Ashe

Eu mal havia chegado no Acampamento e já ganhara um beijo do Rassler.Sorte?Podemos dizer que sim.
Eu acompanhei Thiago até a enfermaria.Depois de dois campistas voluntários me assegurarem de que ele ficaria bem e de que eu poderia visitá-lo mais tarde,eu me despedi e saí da enfermaria.
Não estava muito preocupada.Os enfermeiros de Apolo sabiam o que fazer.
Fazia a manhã perfeita para um descongelamento.O sol brilhava,e o adocicado cheiro de morangos adentrava em minhas narinas.
Caminhei até o Chalé 10 e o encontrei vazio.Soube mais tarde que meus irmãos haviam saído em missão.
Tomei um bom banho quente e vesti um short,meu blusão branco favorito.De repente,como um furacão perfumado,alguém entrou no quarto.Era minha mãe.Parecia desesperada.
-AI,MEU ZEUS!Filha!Você está viva?-Ela disse me abraçando e me verificando,como á procura de algum machucado sério.-Está bem?Não se machucou?
-N-não,mãe...Eu tô bem.-Disse,com a voz abafada.
Ela não viu meu machucado.Sorte,pois o curativo era chamativo.
Depois de jurar pelo Estige que estava bem,minha mãe se acalmou,me deu um último abraço e foi embora.
Sem nada para fazer,fui até a praia.
O mar estava tão lindo.Ouvi passos ás minhas costas.
-Aceita companhia?-Perguntou Rassler,se sentando ao meu lado.
-Não recuso.
Ele sorriu.Estava olhando para mim,de uma maneira estranha,quase que meio maravilhado.
-O ferimento melhorou?-Perguntei,depois de um tempo em silêncio.
-Hum..Sim.Meu pai deu um jeito para mim.
Ele sorriu.
-Acha que Alayne vai conseguir?
-Não tenho dúvida.-Eu encarava o mar.Ele desenhava alguma coisa na areia,usando um graveto.
-Tomara.
Eu coloquei a mão em suas costas,sobre o curativo e ele estremeceu.
-Dói?-Tirei minha mão rapidamente.
Ele ficou vermelho.
-Não...hum...Só cócegas.
Então eu ouvi um barulho.
-Que foi isso?
-Meu estômago.Estou morto de fome.Quer dar uma passadinha no Pavilhão Refeitório?
-Não estou muito afim de encontrar um monte de gente.Que acha de um piquenique?
-Só nós dois?-Ele tentava disfarçar um sorriso.
Corei.
-É...
Rassler se levantou e correu até o chalé de Apolo.
Continuei sentada.
Alguns minutos depois,ele voltou com um violão e uma cesta.
-Sanduíches e Coca-cola.-Anunciou.-Quero ser saudável.
Eu ri.
-Aqui mesmo?-Perguntou ele.
-Nah...Que tal perto do Punho de Zeus?
Rassler acenou positivamente com a cabeça.
A caminhada até lá foi bastante tranquila.
Como todos os campistas estavam almoçando,não fomos interrompidos com perguntas sobre a missão.
Ao chegarmos lá,estendemos a toalha e começamos a comer.
Os sanduíches estavam muito bons.
-Obrigado.-Disse eu,tomando um gole de Coca.
-Pelo que?
Ele apanhara o violão,e tocava alguns acordes de Here Comes The Sun.
-Na missão.Quando estávamos fugindo da Hidra.-Eu olhei para suas costas.-Você me salvou.
-Não foi nada...
-Foi sim.
Ele me olhou,sério.Depois voltou a fitar as cordas do violão.
-Então...hum...tem alguma coisa entre você e o Thiago?
Eu reprimi uma risada,e ergui as sobrancelhas.
-Ciúmes?
Ele corou intensamente.
-Não.
Eu sorri.
Era tão bonitinho,ele todo vermelho com ciúmes de mim.
Eu beijei sua bochecha.Quase.
Na hora em que fui lhe dar o beijo na bochecha,ele se virou,e acabamos nos beijando.Sorte?Não,acho que minha mãe anda dando uma mãozinha para nós dois.
-Ashe,eu...
A trompa soou ao longe,interrompendo suas palavras.
Ouvimos o berro de alguém,e tinha o nome de Alayne no meio.
Sem pensar suas vezes,saímos correndo em direção á enfermaria,onde estava o corpo dela.
Quando chegamos lá,abrimos caminho em meio á um bando de campistas.Ao lado da cama dela estava Quíron e sentado,ao seu lado estava Roose,pálido.
Alayne estava sentada,recostada em travesseiros e com o rosto lívido.Seus olhos negros estavam arregalados,e ela tremia.
-Sobreviveu.Alayne destruiu a alma de Equidna.-Disse Quíron,calmo.
O burburinho seguiu-se depois de muitos suspiros aliviados e uma salva de palmas para ela,que esboçou um sorriso amarelo.
Roose chorou,e fez menção de abraçar a irmã.
-Não,melhor não.-Quíron o deteve.-Ela ainda está fraca e em choque.Vai ter que ficar aqui por algum tempo.
-Graças aos deuses ela está bem.-Eu disse.
Thiago ainda estava deitado,ferido e dormindo.
-Melhor sairmos.-Sugeriu Rassler.-Ela precisa descansar.
Saindo da enfermaria,notei que havíamos esquecido nosso lixo no Punho.
-Deixe.-Me disse Rass.-As Harpias da Limpeza dão conta disso.Que quer fazer?
-Nada em especial.Vamos para o cais?
-Pode ser.
Nos sentamos na beirada do cais,e Rassler tocou algumas de minhas músicas favoritas.
-Mais um dia no Acampamento...-Eu disse,observando o mar,liso como vidro.
-E dessa vez nós nem corremos risco de vida.
Eu sorri,e ouvi Rassler resmungar algo sobre eu ficar bonita de blusão.
Pensei em perguntar o que ele dissera,mas ele começou a tocar,então deixei pra lá.
A tarde estava ótima,e no dia seguinte,seria ainda melhor.Eu só não sabia disso ainda.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Sab Out 06, 2012 6:49 pm


Capítulo 12: O Veneno

Narração de Rassler

Estava um dia perfeito, mas eu ainda estava morrendo de sono. Fui até o chalé de Apolo dormir, e só então notei que ele estava muito vazio. Somente Lucc estava lá.
- Por que o chalé anda tão vazio? - Perguntei
- Bem, quando o acampamento foi invadido, os monstros destruíram várias coisas. Há varias missões para recuperar coisas que foram roubadas, ou conseguir material para construir novas. haveria uma partida de Capture a Bandeira, mas não há campistas suficientes. - Ele fechou a mochila e se dirigiu à porta.
- Vou à uma missão. Me deseje sorte.
- Boa sorte - Ele acenou e saiu do chalé.
Troquei de roupa e fui dormir. Porém não fui feliz ao acordar no outro dia. Quando acordei, senti como se as minhas costas estivesse pegando fogo. Eu mal aguentei me levantar da cama, e me senti tonto. Por sorte, meu pai apareceu rapidamente. Era dia de trocar as ataduras. Ele pediu que eu tirasse os shorts e a camisa, e me sentasse. Obedeci.
- Filho, o que aconteceu? - Ele perguntou. Tive que fazer um esforço enorme para conseguir falar.
- Eu acordei... Tonto. - Respondi. Ele tirou as ataduras. Elas estavam nojentas, empapadas com algo verde.
- Isso aqui está um nojo! O que foi que te fez essas feridas?
- Uma hidra de Equidna...
- E você não me diz nada? Filho, o veneno da hidra é perigoso, mas eles nunca foram assim... Equidna deve ter feito algo. - Ele pegou um pouco do pus que saía. - Hm... Bom, acho que a situação é desesperadora.
- Pai, o que está acontecendo? - Eu estava tonto demais para ficar assustado.
- Isso reage com o Oxigênio... E funciona como uma bomba relógio, por isso só fez efeito agora. Bom, acho que sou o único que conhece esse veneno... Você seu sorte. Ele falha em contato com água e calor, mas se eu te mandar tomar banho tão frequentemente os espíritos da água ficariam muito bravos, seria desperdício, na visão deles. Além disso, doeria muito. Bem, no momento o mais importante é limpar o ferimento. Filho, parece que você bebeu cachaça! Há! - Ele riu
- Não tem graça...
- Vamos ao jardim mesmo, o chalé está vazio, não haverá nenhum curioso para te ver só com as roupas de baixo. Há! Pedi que construíssem enquanto você estava em missão. Além disso, ele não tem teto e é cercado. É um ótimo espaço, o Sol lhe fará bem.
O Jardim realmente era assim. Tinham muros, e eram por volta de oito da manhã. O Sol realmente me fez bem. Consegui falar com coerência.
- Pai, eu vou ficar bem?
- Sim. Agora vamos limpar isso. Antes... - Ele bateu palmas, e um toldo apareceu em cima de nós. Tirou uma maleta com certos itens médicos de perto da espreguiçadeira. Ele começou a me examinar.
- Filho, você está realmente mal. Temos que limpar isso rapidamente.
Ele tirou várias esponjas da mala, e as embebeu em algo verde. Passou as esponjas no meu ferimento. Eu gritei. Doía muito .
- Sinto muito, não posso lhe dar nada para a dor. Pode reagir com o veneno e te piorar.
Quando ele terminou, eu mal me mexia, por dor.
- Vou deixar que descanse. Já volto! - Estalou os dedos, e o toldo se recolheu. Dormi ao Sol.
Quando ele voltou, me acordou.
- Filho, decidi o que será feito para se tratamento!
- O quê?
- Uma sauna!
- Sério?
- Sim. Os filhos de Hefesto construíram para mim. Gasta pouca água, reaproveita a que já tem no reservatório... Uma beleza!
- E isso vai ajudar mesmo?
- Sim! O veneno reage com o Oxigênio, mas enfraquece perto de água e calor. Vapor é água, certo? É perfeito!
- Sim...
- Vamos logo! - Tentei me levantar, mas a dor não deixava. Meu pai me ajudou
- Onde fica a tal sauna?
- Aqui no meu Chalé mesmo!
- Ótimo.
Ele me levou à sauna. Entrei lá. Ele tirou os sapatos e a camisa, e entrou também.
- Vou lhe fazer companhia! Além disso, tenho que ver como você vai.
- Bom saber - esbocei um sorriso.
- Ah sim, tenho mais uma surpresa! - Ele estalou os dedos, e um teto de vidro se revelou. O Sol entrou e me deixou mais à vontade. Mas só um pouco.
- Eu adorei, pai.
- Eu sabia! Ali tem alguns instrumentos musicais, se quiser passar o tempo com isso. - Ele pegou um violão e começou a tocar November Rain. Era uma música muito bonita, especialmente com ele a interpretando. Afinal, ele é o deus da música.
Após mais ou menos uma hora, ele teve que sair. Foi ver como iam os outros campistas feridos.
- Mas eu não podia te deixar sozinho, certo? - Nesse momento, Ashe apareceu. Eu me encolhi um pouco, estavá só de cuecas e ela entrava. Ela riu
- Não precisa ter vergonha! Eu sou sua namorada! - Namorada. Essa palavra caiu como uma bomba no meu colo. Corei. Ela me deu um beijo. Quando se afastou, eu estava arfando. Tentei sair junto com meu pai, mas ele não deixou. Disse que eu devia me acostumar, e pediu desculpas. Ashe ficou do meu lado, e nós tivemos longas conversas (e beijos, embora isso ainda me tirasse o fôlego. Mais do que o normal). Eu até esqueci o fato de estar quase pelado. Ela também, ao que parece.
Eu estava cercado pelas melhores pessoas do mundo!

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Sab Out 06, 2012 8:44 pm

Capítulo 13: A Nova Campista

Narração de Ashe

Eu namorando Rassler.Dá para acreditar?Ainda era um pouco complicado gostar do meu melhor amigo,mas tudo ia bem.
O ferimento dele e de outros campistas estavam curados,graças a Apolo,e nada de muito anormal estava acontecendo.
Só que no dia seguinte,as coisas começaram a ficar ruins.
Eu estava sozinha no meu chalé,organizando relatórios para Quíron,quando ouvi algumas batidinhas na porta.
-Entre.-Disse,distraída.
Thiago entrou e se sentou ao meu lado.
-A fogueira é daqui a pouco.Você vem?
-Hum...sim.Só vou terminar aqui.Pode ir andando se quiser.
-Acho que vou esperar.
Após alguns minutos de silêncio,ele me encarou e disse:
-Ashe...Tem uma coisa que eu ando querendo te perguntar.
-Hum...?
-Você gosta de mim?
Eu estaquei.Coloquei os papéis sobre a cama e o encarei,mordendo o lábio inferior.
-Olha...No começo..Eu achei que sim.Mas,ao longo desses dias no Acampamento,fui percebendo que você era um amigo.Um irmão.Eu...Eu gosto de você.-Acrescentei depressa.-Mas não desse jeito.
Ele pareceu ligeiramente desapontado,mas conseguiu sorrir.
-Melhor você vir logo.Temos uma nova filha de Hermes por aqui,acabou de ser reclamada.
Ajeitei os papéis,enfiei meu moletom do Nirvana e segui com Thiago até a fogueira.
Os poucos campistas que sobraram estavam reunidos ali,rindo e assando marshmallows.
A nova campista estava parada ao lado de Quíron.
Era uma figura de estatura média,cabelos castanhos cortados nos ombros,rosto redondo e olhos maliciosos.
-Heróis!-Gritou Quíron,para chamar a atenção.-Tenho orgulho de apresentar a nova filha de Hermes,Anna.
Houveram palmas,principalmente do chalé de Hermes.
Vasculhei o lugar com o olhar até encontrar Rassler,e me sentei ao seu lado.
-Oi!!!-Disse ele,dando um beijo na minha bochecha.
A nova filha de Hermes se sentou com seus irmãos,mas lançava vários olhares furtivos para Rass,o que me deixou um pouco incomodada.
-Já volto,vou buscar mais marshmallows.
Havia um pacote ENORME de marshmallows á um canto,e eu fui abastecer nossa bandeja com alguns.
Quando voltei,senti a raiva borbulhar no fundo do meu estômago.Anna estava sentada ao lado de Rassler,conversando com ele.
Pareciam animadinhos demais.
Pigarreei.Rassler me olhou,e então entendeu a situação.
Se levantou rapidamente e envolveu minha cintura com o braço.
-Anna,essa é Ashe.Ashe,essa é Anna...-Ele me olhou meio inseguro,pois eu havia afastado seu braço.
-Prazer.-Eu disse,fria.
Ela acenou com a cabeça e voltou a se sentar com seu chalé.
-Olha...
-FOGUETES!-Gritou uma filha de Deméter.
Duas crianças de Hermes estavam parados na beira do lago,liderando o espetáculo.
Os foguetes eram tão lindos,que me fizeram esquecer do episódio anterior.
Havia um em forma de caduceu.Um em forma de flor,outro de trigo,outro de coroa,um de sol e assim iam,cada um representando um deus.
Havia algum tempo que não tínhamos um show como aquele.
Depois daquele grande espetáculo de foguetes,todos estavam demasiado cansados para continuar a fogueira.Seguiram,cada um para seu chalé.
Quando cheguei no meu,a única coisa que fui capaz de fazer foi me jogar na cama e adormecer imediatamente.
Não sonhei com nada em particular.Nem pesadelos,nem sonhos.
Mal sabia eu que o dia seguinte ia ser péssimo.
As coisas transcorreram bem,até depois do almoço.
Eu já havia treinado e estava com bastante tempo livre,então decidi passá-lo com Rassler.
Que ideia horrível.
Fui encontrá-lo na beira do lago de canoagem,com aquela garota.
O que eu vi a seguir,me deu a sensação de estar uma mão de ferro esmagando meu coração.
A garota deu um abraço nele,e depois o beijou.
Eu não queria saber de mais nada.
Uma mescla de raiva e mágoa subiu pela minha garganta,e fez um nó lá.
A única coisa que me ocorreu naquele momento foi correr para meu chalé e me trancar.
As lágrimas mancharam meu travesseiro,e o nó continuava lá.
Eu só queria que um grande buraco se abrisse e mandasse aqueles dois para o Mundo Inferior,para que eu nunca mais encarasse nenhum deles.
Não fazia sentido.Ele dizia que me amava,e depois beijava outra.
Eu ouvi a voz dele,seguida de batidas na porta.
-Ashe!Ashe,vamos conversar...
-Vai embora!-Solucei.
-Não foi nada disso que você viu.
Furiosa,abri a porta e coloquei o dedo no nariz dele.
-O que eu vi,foi você beijando outra pessoa!E quanto áquilo que você disse no lago?Se não era verdade,deveria ter me dito logo.
Bati a porta com força,mas não me dei ao trabalho de trancá-la.
Sequei as lágrimas e me sentei sobre o tapete felpudo.
Eu não sabia qual vontade era maior: Esganar ela,ou matar ele.
Um dia só no Acampamento,e já se atirava sobre ele.Que ódio.
Rassler entrou e fechou a porta.
Eu não olhei para ele,e nem lhe dei palavra.
-Vamos conversar.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Seg Out 08, 2012 9:25 pm

Capítulo 14: Ponha a Culpa no Álcool!

Mas que merda. A vadiazinha chega, me rouba um beijo por acaso e justo nesse momento Ashe aparece. Devia ser crime. Meu corpo é dela, meu coração é dela, EU sou dela! De qualquer jeito, nã adiantava ficar aqui me lamentando. Eu tinha que explicar á ela. Ela havia entrado no chalé de Afrodite muito brava. E eu tinha que ir atrás, claro. Ela havia me expulsado de lá, mas eu estava decidido a explicar tudo.
- Então ande logo! Fale! - Ela disse, já se descontrolando.
Se você nunca brigou com uma filha de afrodite, não queira. É terrível.
- Ashe, acalme-se... - Comecei
- Acalme-se COMO, Rassler?!!!!!! - Ela disse, já descontrolada.
- A garota... Anna. Eu não beijei ela. Ela é que me beijou.
- Ah, então agora quer que eu acredite nisso? - Ela gritou. - Saia do meu chalé.
- Ashe...
- AGORA!! - Ela me obrigou a ir até a porta.
- Ashe, eu te amo. - Nesse momento, os olhos dela brilharam inocentemente. Eles lacrimejaram. Ela levantou a mão direita. Eu achava que ela fosse me puxar para um beijo. Comecei a me deixar levar.
E um estalo.
Ela me dera um tapa. Eu a fitei, incrédulo.
- Some! - Ela gritou. - Da minha frente, da minha vida! - E bateu a porta. Dessa vez eu ouvi a fechadura se mexer. Fiquei um bom tempo olhando para a porta. Esperando que a porta se abrisse, talvez fosse um sonho. Quando vi que não era um sonho, saí andando para o chalé de Apolo. Olhando para o nada. Com os olhos marejados. Quando entrei lá, o silêncio.
- Idiota. Traidor. - Disse uma voz na minha cabeça. Senti tudo pesar. Meus olhos, minhas feridas. Não só o rombo nas costas. As feridas no meu coração.
- Filho, você está bem? - Perguntou meu pai.
- Não, não estou - Respondi entre um soluço e outro. Me sentei ao lado do meu pai.
- Calma, filho. Tá tudo bem. - Recostei minha cabeça no peito do meu pai. E chorei. Chorei, como uma criancinha. Mas meu pai entendia. Eu imaginei que ele fosse me encher de "eu te avisei", mas não. E então dormi, ainda descansando a cabeça no peito do meu pai. E então dormi, para engolir aquele restinho de hoje.
Acordei no outro dia com Roose ao meu lado.
- Eu vi o que aconteceu.
- Não tem problema. Uma hora passa. - Roose sorriu.
- Acho que tem algo que eu devo te entregar.
E me deu um convite. Era uma festa de aniversário. Dele e de Alayne.
- Eu... Devo ir. Obrigado pelo convite.
- Não há de quê. Agora tenho de ir... Preparativos. Hoje á noite, te espero lá!
Roose saiu do chalé. Peguei meu despertador. Ajustei para 19:30, hora da consulta com meu pai. 21:00 era a festa. Devia dar tempo. E então dormi. Estar acordado era uma tortura.
19:30 meu despertador tocou, e pouco depois meu pai apareceu.
- Como vai meu pequeno depressivo?
- Mal.
- Ah, filho. Não há problema em se apaixonar. Uma hora vocês voltam.
- Espero.
E então ele retirou as ataduras. Me levou até o jardim.
- Está se recuperando bem... mas parece que piorou de ontem para hoje. Deve ter sido a descarga de adrenalina pela briga...
- Sim...
- Você pretende ir á festa hoje?
- Claro... Roose é meu melhor amigo.
- Filho, tome cuidado com as emoções...
- Tomarei.
- E, óbvio, em hipótese alguma beba.
- Tudo bem. - Nunca havia bebido mesmo. Não faria diferença.
Ele terminou a consulta, e foi embora. Era hora de me arrumar. Coloquei bermudas xadrez escuras e uma camiseta branca com cordões na gola. Calcei meus sapatênis e fui em direção á loja da Natália comprar algo de presente para eles. Acabei comprando um par de brincos para Alayne e um cordão com uma chave pendurada para Roose. Me disseram que ele trazia boas energias e sorte no amor. Achei que devia comprar um para mim também. Mas não comprei. Fui ao refeitório, que foi arrumado para a festa. O lugar esrava lindo, decorado em estilo havaiano. Fui encontrar Roose e Alayne na recepção, e entreguei os presentes á eles.
- São lindos, Rass, obrigada! - Disse Alayne, agradecendo. Ela estava linda, com um vestido branco curto, decorado com alguns fios mais escuros. Usava um par de pulseiras, uma de ouro e uma de prata, em
homenagem aos padrinhos, Ártemis e Apolo.
- Ah Rass, não precisava! - Agradeceu Roose. Ele estava com uma calça preta Skinny, e uma blusa cinza, combinando com os olhos tempestuosos. Ao contrário de Alayne, ele usava um par de anéis, um de ouro e um de prata, nos dedos médios de cada mão.
- Claro que precisava. - Esbocei um sorriso, ou quase isso. Fui procurar comida. Estava com fome.
Oops, parada errada. Foi só virar a cara que vi Ashe. Ela estava triste também, mas Thiago a estava consolando.
"cuidado com as emoções" ouvi a voz de meu pai ressoar.
Thiago a abraçou.
" Nem pense em beber " a voz de meu pai disse novamente em minha mente.
Passou um garçom ao meu lado. Ele devia estar se dirigindo á mesa dos mais velhos, com vinho na bandeja.
"Não beba..." A voz de meu pai falou, bem mais fraca.
Peguei uma taça bem grande.
" A ferida... " A voz de meu pai disse em minha mente, só um sussurro.
Peguei a taça e a virei quase toda de um gole só.
Vi Roose aos beijos com uma garota. Alayne ria com as amigas. Ashe ainda nos braços de Thiago.
Peguei outra taça. Bebi novamente, quase de só um gole.
E a festa passou assim, eu bebi. Por mais que não devesse. Senti a ferida começar a abrir. Caminhei pesadamente até o chalé de Apolo.
Entrei na sauna, de roupa e tudo. Senti o sangue escorrer, cruel e perigoso. Deitei e o mundo começou a rodar. Nesse momento, alguém entrou.
- Ashe? - Embolei a fala
- Sim. - Disse uma voz feminina. A figura se prostou em cima de meu corpo. Eu, já sem forças, não ofereci resistência. Senti a respiração dela chegando perto. Ela ne beijou. Tamanha era minha sede de Ashe, do amor dela, me entreguei total, febril e apaixonado áquele beijo.
Senti as mãos de Ashe deslizando para os cordões de minha camisa, e em seguir da minha bermuda. Ela os estava desatando. Senti uma correntinha roçar meu peito nu. Em alguma hora eu havia tirado a camisa. O beijo continuava, ardente, doente. Até que alguém irrompeu na sauna.
- Anna, que palhaçada é essa? - Gritou uma voz que me parecia a de Alayne. - Saia de cima dele! Você já deu problemas demais! - E arrancou a figura de cima de mim. A figura saiu correndo. - Ah, Rassler... Apolo! Socorro! - Gritou Alayne. Meu pai entrou rapidamente na sala.
- Ah filho, eu te pedi para não beber...
- Ashe... - Continuei, ardendo em febre.
- Dorme filho. Dorme. - Disse meu pai. Obedeci. Só vim a acordar no outro dia.
Roose estava ao meu lado. Ele parecia triste.
- Ah, Rass. - Disse ele quando viu que eu havia acordado. - Você pôs sua vida em risco...
- Eu... Me desculpe.
- Sou eu que tenho de me desculpar. Me pediram para ficar de olho em você, mas...
- Quem é a garota? - Perguntei, com a cabeça latejando.
- Selyse. Selyse Ster... Ela é filha de Ares, mas é um amor... - Ele me pareceu sonhador.
- Você a ama?
- Sim. Muito.
- Desejo-lhe sorte. - Sorri, e só então notei que eu estava todo cheio de fios em volta do corpo.
- Para medir pressão, pulso... - Explicou Roose. - Agora durma. Será melhor.
Obedeci. Fechei os olhos, esperando nunca mais os abrir


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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Seg Out 08, 2012 10:29 pm

Capítulo 15:As Coisas Podem Melhorar

Narração de Ashe

Eu não ia perdoá-lo tão fácil.Não mesmo.
Eu iria tentar esquecer tudo o que havíamos passado,apagar completamente da minha memória.
Fácil?Nem um pouco.Eu ainda sentia alguma coisa por ele,mas a raiva e a mágoa se sobrepunha á tudo.
Alayne havia me convidado para a festa de aniversário dela,á noite.
-Vai te ajudar a esquecer.-Ela disse.
Durante todo o dia,me dediquei ao treino duro,com Thiago.
A exaustão e o esforço me ajudavam a não pensar em Rassler.
Após um pesado treino com espada,me dirigi ao chalé e tomei um banho longo.Escolhi um vestido balonê preto com detalhes em rosa,e uma rosa para os cabelos.
Os sapatos de salto Gucci [Presente de minha mãe] não me incomodaram nem um pouco,e ficaram perfeitos em mim.
Alguém bateu á porta.Era Thiago.Ele estava incrível.Uma calça jeans escura,e uma camiseta vermelho-sangue lhe davam um ar elegante.
-Vamos?-Ele me perguntou.Rapidamente,peguei os presentes em cima da mesinha de cabeceira e fui com ele.
O salão de festas estava realmente lindo.Roose e Alayne aguardavam na entrada.Dei-lhes os parabéns e os presentes e fui procurar um canto tranquilo.
Eu ainda estava chateada.Muito chateada.
-Que foi?-Perguntou Thiago.
Eu contei a ele sobre a briga com Rassler.
Ele me deu um abraço apertado.Eu me segurei para não começar a chorar.Naquele momento,vi Rassler chegando e desviei o olhar.
Pensar nele doía.
Após algum tempo de festa,a maioria dos convidados estava dançando.Roose estava ficando com uma menina,e Alayne conversava com algumas campistas de Atena.
Eu não tinha ânimo para nada.
-Pode ir se divertir...Eu fico bem.-Disse a Thiago,que ainda não saíra do meu lado.
-Que isso...Eu não vou te deixar aqui sozinha.
Eu o abracei,apertado.
-Obrigado.-Murmurei,com a voz abafada.
-Pelo que?
-Por ser meu melhor amigo.
Quando eu o soltei,o que vi não foi nada agradável.
Rassler caminhava,ou melhor,cambaleava até seu chalé,com Anna em seu encalce,lhe abraçando.
Aquilo foi demais para mim.Quando os dois entraram,eu saí correndo para meu chalé.
Ignorei todas as perguntas e pessoas que estavam em meu caminho.
Quando mergulhei em minha cama,minha maquiagem já estava borrada.
Eu chorei.Chorei como nunca havia chorado antes.
Eu não sabia qual sentimento era maior: raiva ou tristeza.
Thiago bateu á porta.Eu ignorei.Ele chamou:
-Ashe...Me deixei entrar...Por favor.
-N-Não...Me deixe s-sozinha...
Depois de alguma insistência minha,ele se foi.
Meu coração estava em estilhaços.
Alguém entrou.
-Thiago,me deixe...-Solucei,me levantando.
Não era Thiago.Era Apolo.
Eu achei que ele fosse ralhar comigo,por ter dado um tapa no filho dele,mas ele trazia uma expressão amável e se sentou ao meu lado.
Apolo tirou um lenço de linho do bolso e enxugou meu rosto,limpando a maquiagem.
-Não chore,minha querida.
-Como não?Seu filho,aquele...Ele...Ele disse que me amava.E fez isso.-Acho que soei um pouco desafiadora,mas,no momento,eu não estava ligando para nada.
-Ele não mentiu.-Ele respondeu,com a voz suave.
Eu o olhei,um pouco incrédula.
-Ele beijou aquela...Filha de Hermes.
-Não.ELA o beijou.Ele não queria...
-Apolo-Meu tom de voz agora era sério.Porque ele ficava defendendo Rassler?ELE estava errado.-Rassler é responsável pelas ações dele.Eu não vou perdoá-lo.
Apolo suspirou,e o ar ficou mais quente.
-Se quer assim,minha querida,nada posso fazer.
O deus se levantou,e piscou para mim.Depois se foi,me deixando sozinha com a mente a mil e um lenço borrado.
Depois daquela "grande" noite,tudo o que eu queria era dormir.Não foi difícil,mas meus sonhos foram pontuados de cenas com Rassler e Anna se beijando.Foi a pior noite de todas.
Eu acordei com uma nesga de sol em meus olhos.
Estava um caco emocionalmente.
Demorei o máximo possível para me vestir,e depois fui tomar o café.
Thiago se sentou ao meu lado,enquanto eu remexia uma fatia de bolo.
-Você não está nada bem,não é?
Eu sacudi a cabeça,negativamente.
-Acha que uma voltinha melhoraria as coisas?
Novamente,eu sacudi a cabeça.
-Mas não custa tentar,não é?
Ele empilhou algumas torradas com geléia em um guardanapo.
Estávamos caminhando na praia,e,quando eu dei um mordida em uma das torradas,ele me fez uma pergunta que quase provocou um engasgo:
-Você vai voltar a falar com ele?
Fiquei ligeiramente desapontada,pois nossa conversa ia bem,até ele tocar nesse assunto.Fiz sinal para que ele esperasse eu terminar de mastigar.
Eu não havia pensado nisso ainda.Minha vontade,era jogar ele no Tártaro,mas,depois de tanta coisa juntos,não dava para simplesmente parar de falar com ele.
-Eu...Acho que,a partir de agora,entre eu e ele...Só amizade.Se ele quiser.
Thiago limpou uma gotinha de geléia que sujava o canto de minha boca.
-Ele está mal.Rassler bebeu ontem na festa,e a ferida abriu.
Tentei parecer alguém que não se importa muito,mas acho que Thiago percebeu.
-Apolo cuidou dele.Deve ficar bem...
-Por favor..-Minha voz saiu um pouco chorosa.-Vamos mudar de assunto.
Ele assentiu,um pouco sem graça.
Sinceramente,comparada á noite de ontem,a tarde estava excelente.
As conversas com Thiago afastavam meus pensamentos de Rassler,e eu o venci em uma luta.
Thiago era um ótimo amigo.Ele me ouvia,falava,me fazia rir.
Á noite,depois do jantar,fomos dar mais uma volta.Ele me contou histórias de como era antes de ele vir para o Acampamento e eu percebi que ele era bem mais vivido que eu.
Já era tarde,então ele me acompanhou até a porta do meu chalé,onde não contive um abraço.
-Obrigado,de novo...Por ser a única coisa normal no meu Universo completamente doido.
Meus olhos lacrimejaram,e ele sorriu.
-Somos tão normais quanto semideuses podem ser...

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Ter Out 09, 2012 9:43 pm

Capítulo 16: Hades me chama


Narração de Rassler

Acordei com dor de cabeça. Devia ser ressaca. Meu pai estava ao meu lado. Quando viu que eu havia acordado, jurei que ele iria me bater. Mas não.
- Você sabe o que fez. - Disse, com o olhar perigosamente calmo
- Sei.
- Não foi uma pergunta. - Ele perdeu a calma. - Filho, você sabe que desrespeitou um deus, seu pai, seu medico e a lei quando bebeu. Você vai ficar de castigo.
- Eu o quê? - Quase ri. Ele ia me por de castigo?
- Vai ficar de castigo. Não vai sair do chalé por uma semana.
- Como? - Pisquei.
- É isso mesmo. Nem para comer. Roose te traz comida, e você fica aqui.
Se você acha ruim brigar com seu pai, é porque ele não é um deus. Não dá para discutir com deuses.
- Tá bem... - Ele suspirou
- Achei que você fosse dar mais trabalho. - Ele bagunçou meus cabelos. - Eu te amo filho, mas tenho de te proteger.
E assim se passou mais uma semana. Mas quando foi o último dia, Roose disse que haveria uma partida de capture a bandeira. Os times estavam equilibrados, e dessa vez seria até mais legal: Apolo e Ártemis iriam participar. Apolo e Roose eram do meu time. Alayne e Ártemis do outro.
- Você já está em condições, Apolo me avisou. Te espero lá! - E saiu de lá.
Assim que ele saiu, Ashe entrou. Fiquei boquiaberto.
- Rass... O que aconteceu?
- Não lhe parece óbvio?
- Você e Anna...
- Não te interessa.
- Rass... Eu vim lhe dizer... Eu e Thiago...
- Vocês o quê?
- Nós... Você... - Ela começou a chorar.
- Você gosta dele?
- Eu queria... - Ela admitiu.
- Vocês seriam um belo casal. - Menti. Ela chorava. - Desejo-lhe sorte. - Falei, mais grosso do que deveria. Ela se sentiu ofendida.
- IDIOTA!! EU VENHO AQUI LHE DAR UMA SEGUNDA CHANCE E VOCÊ ME VEM COM ISSO? IDIOTA!! - Ela bateu a porta. Comecei a chorar também. Fui ao banheiro. Tomei banho. Me vesti. Na mão direita, uma escova. Uma voz começou a ressoar.
- Você quer poder? - Disse ela, soando cruel.
- Para quê?
- Destronar todos. Reconquistar A garota.
- Não preciso de poder para isso.
- Ah, precisará. Acredite em mim.
- Já que insiste...
- Olhe para o lado. Heh. - Apareceu uma caixa, selada com um símbolo de um quadrado detro de um círculo, com inscrições em grego na borda. Um símbolo igual foi colocado no meu braço direito, e depois sumii.
- E agora?
- Assim que precisar... Heh. - A voz sumiu. Voltei para a cama. O que aquilo queria dizer? Talvez tenha sido uma brincadeira dos meus sentidos... Tinha de descansar para o jogo do outro dia. Quando acordei, Roose estava ao meu lado, pulando de alegria.
- Vamos, vamos! Nove horas, hora do capture a bandeira!
Me vesti, pus a armadura e fui em direção á floresta. A lua estava alta no céu, a noite estava linda. Na floresta, meu pai me esperava.
- Vamos ganhar, filho, Pode ser?
- Com certeza. - afirmei, desanimado.
- Ânimo! A estratégia é o seguinte...
Ele explicou a estratégia. Eu ficaria perto do Punho de Zeus, defendendo a bandeira. O riacho marcava divisa. Ele lutaria com Ártemis.
Atena seria juíza. Logo, sem trapaças. Sem mortes, aleijamentos...
Começou o jogo. Me prostei perto do punho. Ao longe, vi meu pai e Ártemis lutando. Era uma cena medonha. Ela usava um par de facas, ele uma espada do meu tamanho. Estavam lutando de igual para igual.
- Quanto ficou o placar das últimas lutas mesmo? - Perguntou Apolo
- 500 a 500 - Respondeu Ártemis.
- 501 a 500, agora. - Ele jogou uma luz fortíssima nela, e ela se desequilibrou. Ele usou a espada para a atacar, mas ela reagiu. Na verdade, não vi o resto da luta. Apareceram alguns campistas. Usei o arco para dar cabo deles. Foi até fácil. Passei cerca de uma hora assim. Quando terminei, somente vi Apolo e Artemis lutando. Parecia não haver mais ninguém.
Parecia.
Nesse momento, Ashe veio correndo, e pegou a bandeira. Quando armei o arco para pará-la, uma fumaça apareceu em minha volta. Ashe olhava para mim, com raiva
- Que estranho, onde ela arranjou esse perfume? - Perguntou um campista que havia sido eliminado.
- Provavelmente na loja de Afrodite - Respondeu outro.
- Esse perfume é... - Começou um outro campista.
- Auracinese! Não é perfume! Onde ela aprendeu isso? - Disse uma campista de Afrodite, horrorizada. Auracinese era de nível alto. Então entendi. O símbolo que havia sido tatuado em mim.
- Acho que vou ganhar... - Ela parou para dizer.
- Não mesmo! - Disse eu. Nesse momento, o símbolo brilhou em meu braço. Tudo começou a brilhar como o Sol. Apareceram várias esferas de fogo vindo do céu.
- Apolo, o quê... - Perguntou Ártemis
- PAREM A LUTA!! - Trovejou Atena. - AGORA!!
Apolo fez algo. Uma explosão de luz irrompeu e destruiu tudo por perto, menos as pessoas.
- Para o Chalé, Rassler. - Disse meu pai, se segurando para não explodir.
- Mas...
- AGORA! - Trovejou meu pai.
Obedeci. Fiquei sentado na cama por uns minutos, e então apareceu meu pai. Ele literalmente EXPLODIU a porta. A raiva faíscava em seus olhos.
- Filho, sabe o que foi aquilo? - Disse, bravo.
- Não.
- Você poderia ter ferido inocentes, Rassler.
- E daí - Talvez tenha sido a coisa mais idiota que eu já disse. Ele levantou a mão, e me deu um murro. Muito forte. Senti minha bochecha sangrar.
- IDIOTA! Aquilo era a chuva de meteoros, você podia ter MATADO a garota! Onde parendeu aquilo?
- Não... Não sei.
- IDIOTA! NÃO SE USA OS PODERES DE FORMA TÃO IRRESPONSÁVEL!
- E o que ela fez? Não conta?
- CALE A BOCA! Isso eu falo com ela!
- Me deixa, pai.
- CALE A BOCA! NÃO ME DÊ ORDENS!
- Eu te odeio - Resmunguei. - Para onde foi o " me orgulho de ter uma prole tão perfeita?
- PARA A PUTA QUE PARIU! JUNTO COM O SEU RESPEITO!
Ele levantou a mão para me bater novamente. Mas quando foi me atingir, um par de braços o segurou.
- Apolo, tenha calma - Começou Atena.
- SAIA DAQUI! COM ESSE IDIOTA ME RESOLVO EU!
Apolo tentou se soltar.
- Não. - Disse Ártemis, num tom que não admitia discussões.
Apolo se acalmou. A voz de Ártemis parecia terapêutica á ele. Ele me olhou, horrorizado.
- Filho, me desculpe... - Começou ele.
O fitei, triste. No limite entre a mágoa e a raiva.
- Apolo, saia. Eu falo com ele. - Disse Ártemis.
Apolo simplesmente saiu. Atena foi junto. Ártemis ficou.
- Desculpe pelo comportamento dele... Ele é muito impulsivo.
- Eu vi.
- Ele tem raiva da chuva de meteoros. Uma vez ele machucou aquilo que ele mais preza com ela...
- O quê?
- Eu.
- Ok...
- Volto mais tarde. Temos muito o que conversar.
Consenti. Quando ela saiu, tive vontade de me desfazer em pó. Olhei a minha espada. Peguei ela. Fui ao banheiro ver meu rosto no espelho. Ele estava horrível. Todos me odiavam. EU me odiava. Encostei a espada em meu pescoço. Era ali que o sofrimento acabava.
- Vejo que não valoriza a vida... - Disse a voz que havia me entregado a caixa.
- O que ela me vale? - Perguntei.
- Não sei. Mas não hesitou em fazer aquilo com a garota... Assim como ela iria te matar...
A ficha caiu.
- Foi você.
- Sim... Dei poder para isso. Se não preza a vida, que tal prezar a morte?
- O que está dizendo? - Perguntei.
- Venha ser um dos juízes da morte. Tome o lugar que um dia pertenceu á Minos. Julgue as almas dos outros. Lute por mim . - Eu não tinha nada á perder.
- Lutarei.
- Heh. Abra a caixa. - Peguei a caixa e obedeci.
Lá dentro, havia uma armadura negra. Em formato de Grifo.
- Surplice de Griffon, vista seu novo dono!
A armadura, que recebe o nome de Surplice, me vestiu.
- Quem é você?
- Hades. Quem mais?
- Eu devia imaginar.
- Ajoelhe-se. - Hades se materializou ao meu lado.
Me ajoelhei.
- Jura servir a mim e a condenar as almas com justiça?
- Sim.
- Levante-se, Rassler de Griffon, Líder dos Juízes do Inferno, Guardião da Ptolomea, Primeiro Templo do Submundo!
Me levantei. O limite entre a mágoa e a raiva fora atravessado. E, a partir daquele momento, eu conhecia um único senhor: Hades.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Qua Out 10, 2012 6:13 pm

Capítulo 17:Novos Problemas

Narração de Ashe

-Vá falar com ele...
Não era a primeira vez naquela semana que Thiago insistia com isso.
Estávamos na Arena de Treinamento.Eu estraçalhava um boneco de pano,e ele estava o meu lado.
-Não.-Eu disse,cravando a espada no peito do boneco.
-Ele está mal,vai gostar de te ver.Tente fazer as pazes.-Retorquiu ele,ajeitando o ângulo da minha espada.
-NÃO-Minha voz saiu mais alta do que o normal.
-Vai...
Eu revirei os olhos.
-Se eu for-Eu arranquei a cabeça do boneco.-você para de me encher?
Thiago assentiu.
Em parte,eu queria ir.Mas,por outro lado,não queria dar o braço á torcer.
Eu sentia falta de Rassler,mas eu não ia obrigá-lo a voltar.Não mesmo.
Finquei a espada no chão e olhei para Thiago.
-Vai comigo?
-Só se for para esperar na porta.É melhor vocês conversarem sozinhos.
Ainda com armadura,fui até o chalé de Apolo.
Ele pareceu um pouco surpreso ao me ver.
-Rass...O que aconteceu?
Foi uma conversa horrível.Rassler fora áspero e seco comigo,eu nunca o vira assim.
Saí de lá furiosa,e andando depressa.
-Como foi?-Perguntou Thiago,correndo para me acompanhar.
-Pior impossível.Ele não quer mais saber de mim,eu não deveria ter ido lá.
Eu sentia um pouco de raiva de Thiago,mas sabia que não era culpa dele.Ele pareceu achar que era,pois ficou sem graça:
-Eu...Me desculpe.
-Tudo bem...Só me deixe um pouco sozinha.
Ele fez que sim com a cabeça,e se afastou.
Eu entrei no meu chalé espumando e empurrei a porta com força,mas alguém a segurou.
-Ora,isso são modos?-Disse minha mãe.
Um perfume inconfundível invadiu todo o aposento,e ela entrou.
Eu me sentei em um poltrona sem encarar ela.Afrodite não parecia brava.
Ela se sentou ao meu lado.
-Difícil,não acha?-Perguntou ela,mexendo em meus cabelos.
-Você não faz ideia.-Eu resmunguei.-Rassler é um imbecil.
-Ele só está confuso...
Eu a olhei,irritada.
-Porque vocês insistem em defendê-lo?
Afrodite não respondeu.Apenas soltou um longo suspiro,e cochichou algo em meu ouvido.
Dessa vez eu sorri.
-É apenas isso o que posso fazer,por enquanto.Será útil,em breve.
Ela me deu um abraço e se despediu.
Quando minha mãe se foi,Alayne entrou no chalé.
-Vocês brigaram feio,não é?
Eu fiz um aceno com a cabeça.Não estava muito disposta á falar sobre esse assunto.
-Sei de uma coisa que vai te animar.Hoje á noite,uma Captura á Bandeira.Você,eu,Ártemis,Thiago contra ele,Apolo,Roose...Temos um papel de destaque para você na estratégia.
Então eu entendi o motivo daquele cochicho de minha mãe,e não pude evitar um sorriso malvado.
Ás 20:30 daquela noite,eu e vários outros campistas já nos encontrávamos prontos na base do time Azul.
Atena seria a juíza,e Ártemis liderava as estratégias.
-Alayne,Ashe,Thiago -Ela pronunciou o nome dele com certo desprezo- vão atrás da bandeira,vocês lideram.
Sorrimos.Ela foi passando as posições dos outros,mas eu e Alayne prestávamos atenção em Thiago.
-Só se separem se for muito necessário,e,Ashe,-Ele pôs a mão em meu ombro,e seus olhos tempestuosos faiscaram.-Rassler está tomando conta da bandeira,quer fazer as honras?
Eu assenti,e peguei minha espada.
-...E deixem Apolo comigo.-Continuou Ártemis.
-PRONTOS?-Berrou Thiago.
Os campistas ergueram as armas e berraram em resposta.
Nós três partimos floresta á fora,e quando dei por mim,estávamos sozinhos.
-Quieto demais.-Sussurrou Alayne,e jogou uma flecha em uma árvore.
Ao mesmo tempo,em questão de segundos,estávamos cercados de inimigos.
-VÁ!!!-Gritou Thiago para mim,enquanto golpeava o elmo de um deles.
Eu saí correndo,e,para minha sorte,nenhum deles me seguiu.Apolo e Ártemis lutavam ali perto.
Atravessei o riacho correndo e agarrei a bandeira.Fácil.Só que não.
Rassler me viu,e fez mira.Era agora.Usando o truque que minha mãe me ensinara,criei uma densa nuvem de fumaça.
Eu lhe lancei um olhar irritado,e,quando ia atravessando o riacho,algo inesperado aconteceu.
Uma Chuva de Meteoros irrompeu,queimando quase tudo á minha volta.
Sem soltar a bandeira,rolei para trás de uma pedra,para conseguir me proteger.
Quase consegui.Enquanto rolava,uma das pedras roçou meu braço esquerdo e a dor foi imensa.
Um grito altíssimo de Atena,e tudo parou tão rápido quanto havia começado.Eu me encontrava do outro lado do riacho,com o braço ferido,mas com a bandeira segura.
Me levantei,atônita e vitoriosa.Quando fui lançar um olhar de desdém á Rassler,vi que ele estava sendo levado para o chalé,com o pai.
-PARABÉNS!-Gritou Thiago,correndo em minha direção.Ele tinha um corte no rosto,mas não parecia ligar.
-Boa!-Disseram outros campistas,dando tapinhas em minhas costas.
Alayne me deu um abraço.
-Parabéns,filha de Afrodite.-Disse Atena,sorrindo.
-Agora vamos ver meu irmão,ele deve estar fora de si...-Falou Ártemis largando o arco.
Enquanto isso,o Time Azul comemorava.
-Foi brilhante!Auracinese...Quem diria!?-Comentou um filho de Hefesto.
Eu estava radiante,mas ainda assim preocupada.Alayne enfaixara o local da ferida,e eu não sentia mais dor.
Os campistas se reuniram em uma fogueira,e aquilo prometia uma boa festa,mas eu não queria comemorar.
Me sentei um pouco afastada do fogo,onde todos cantavam,comiam e riam.
Eu segurava uma caneca de chocolate quente com o rosto de um panda pintado.
-Grande noite,não acha?-Disse Alayne,se sentando ao meu lado.
Eu não tive tempo de responder.Roose corria em nossa direção,pálido e aflito.
-Ashe,Alayne,Thiago!É melhor vocês correrem!Rassler está com problemas.
Tive a sensação de que alguém havia me jogado um balde de água fria.
Me levantei,largando a caneca no chão,e,junto com Alayne e Thiago,segui Roose.
-Ele foi para o Mundo Inferior!-Explicou Roose.-Hades o transformou em um dos Juízes do Inferno.
-Ah,deuses!-Exclamei,horrorizada.
Será que aquilo era culpa minha?Provavelmente.
-E como vamos trazê-lo de volta?Temos que ir ao Mundo Inferior!
-Sei de alguém que pode ajudar.-Disse Thiago,trocando um olhar com Roose.
Ele nos guiou até a Arena,onde alguém treinava.Era Paulo.
Estava vestindo uma armadura de batalha completa,negra,e seus olhos verdes brilhavam.Ele rendeu um autômato e se virou para nós.
-PAI!-Chamou Thiago.-Vamos precisar de uma carona.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Sex Out 12, 2012 2:17 am

Capítulo 18: O reencontro

Narração de Roose


Encontramos meu pai treinando. Após explicar tudo sobre Rassler a ele, ele respondeu:
- Bem, eu levo vocês ao submundo. O difícil é sair de lá.
- Como assim? - Perguntei.
- Caronte não deixa almas passarem... A menos que seja subornado.
- O que ele cobra? - Perguntou Thiago.
- Geralmente coisas únicas.
- Tipo o quê? - Perguntou Ashe.
- Vocês não tem nada que interesse á ele... Mas talvez aquilo interesse.
Boiei. Thiago se assustou.
- Você não está pensando em oferecer aquilo, está? - Perguntou Thiago - Aquilo que me mostrou outro dia?
- É o único jeito. - Foi até o chalé de Hades, e voltou com um chicote.
- Ah, você vai mesmo oferecer isso? - Perguntou Alaye. - Disse que o daria a mim! - Protestou ela. Eu era o único a não saber o que era o tal chicote?
Ah, espere, Ashe também não sabia.
- Isso é o chicote de Balron. Foi tirado do submundo... Caronte não o recusará. - Disse meu pai. - Alayne, é justo que você o leve. - Alayne pegou o chicote, triste.
- Era para ele ser meu... - Meu pai passou a mão na cabeça dela. Literal e figurativamente.
- Vou te dar outro, filha, pode deixar! Bem, levo vocês ao submundo amanhã, estejam preparados. - Despediu-se meu pai. - Thiago, você
fica. - Sempre Thiago.
Fui ao chalé de Atena. Haviam somente alguns campistas, todos dormindo. O resto estava em missão para reconstruir o acampamento depois da invasão. Fui ao banheiro. Antes de abrir a porta, Thiago apareceu no chalé.
- Ei, seu idiota, olhe o que papai me deu! - E mostrou uma adaga. Era lindíssima, toda decorada com padrões muito bem desenhados. - E o melhor, o recostado aí não ganhou nada.
- Bom para você.
- Ei ei, não seja tão grosso! - Provocou Thiago.
Começamos a discutir. Em sussuros para não acordar o resto do chalé. Até que ele chegou mais perto e sussurou algo quase inaudível em minha orelha.
- Vai ficar quietinho ou vou ter que te ensinar uma lição outra vez?
Respirei fundo. Era isso que me irritava. Além de ser o filho prodígio, ele ainda me ameaçava.
- Cale a boca. - Eu disse.
- Me parece que alguém aqui quer apanhar - Disse ele em tom de desafio. E assim que terminou, me deu um soco nas costelas. - É uma sorte sua que eu esteja com sono - Falou, bravo.
Me segurei para não chorar. A única pessoa que sabia que Thiago fazia aquilo era Alayne. Quando éramos menores, ela me defendia. Até hoje é assim. Mas agora dormíamos em chalés diferentes. Ela não podia me defender por lá. Eu já havia me acostumado a segurar o choro. Ela insistia em dizer que era melhor eu contar para papai, mas eu preferia não o fazer. Thiago me mataria. Entrei no banheiro. Tirei as roupas para tomar banho. Quando me olhei no espelho, havia um novo hematoma adiocionado á coleção. Eu era somente aquilo. Um zero á esquerda. Um garotinho de 13 anos que apanhava do irmão. Fui ao banho, me demorei. Coloquei meus shorts e a minha camisa e fui dormir. Acordei no outro dia cerca de oito horas. Eu estava uma hora atrasado. Mas sempre acontecia, mesmo. Thiago também. Eu precisava falar com Alayne. Encontrei-a conversando com uma amiga, e a chamei em um canto.
- De novo, Roose?
- Sim - Afirmei
- Deixe-me ver. Tire a camisa.
Obedeci. Ela tocou o hematoma mais recente. Doeu mais do que eu esperava.
- Ele quebrou uma costela sua. - Ela disse, horrorizada. - Roose, isso é perigoso! Temos de falar com papai. E... Eu sei que é difícil... Mas não fique tão triste - Ela me deu um beijo na testa. Éramos irmão gêmeos, mas ela parecia muito mais velha, pelo menos nas atitudes.
- Alayne, papai não tem que saber.
- Claro que tem! Roose, ele quebrou sua costela! Eu já estou farta disso, por que é que ele tem que ser legal com todo mundo menos com você?
- Me deixe resolver com ele.- Pedi.
- Ah Roose...
- Eu ouvi isso direito? - Perguntou uma voz. Uma voz masculina. Era meu pai.
- Pai... Não... - Comecei eu.
- É pai, isso mesmo que você ouviu!
- Roose, por que é que não me contou? - Começou meu pai
- Pai... Por favor... - Nesse momento a minha costela quebrada começou a doer muito. Me curvei de dor.
- Thiago é tão forte assim? - Perguntou Alayne.
- Sim... Habilidade de Deussemi, talvez, ou treinamento mesmo. Não importa.
- Pai... Não... - Comecei a chorar. A costela doía muito. Meu pai pôs a mão em meu hematoma.
- Hemorragia... Parece que teremos de adiar a ida ao submundo.
- Pai, pare com isso! Não é nada!
- Claro que é! - Disse Alayne. - Roose, vá à enfermaria agora!!
- Vou tratar com Thiago... Quanto tempo tem que ele quebrou sua costela?
- Ontem á noite... - Disse eu. Chorar doía.
- Alayne, leve-o á Apolo... Tenho certeza que ele vai querer cuidar do afilhado.
- Sim. - Prontificou-se Alayne.
Apolo perguntou o que havia acontecido. Não, ELE não precisava saber. Disse que eu caí do beliche.
- Para dar isso tudo? - Desconfiou ele
- Foi ontem de manhã - Menti.
- Hm, você deve ficar bom ainda hoje. Aqui, tome isso. - E me entregou alguns comprimidos. Tomei eles. - Fique aqui até de noite, sim? Vou entregar os relatórios da enfermaria á Quíron. Eu fiquei no acampamento devido á falta de campistas... Tenho de cuidar da enfermaria, com todos em missão tenho pouca ajuda... - Reclamou ele, e saiu. Assim que saiu, Thiago entrou. Parecia envergonhado. Alayne não demonstrava, mas com certeza estava com vontade de dar uma voadora nele.
- Roose... É sério? - Perguntou ele.
Fiz que sim com a cabeça.
- Eu... me desculpe. Não achei que fosse sério. Me desculpe. Por favor. - E em seus olhos vi que dizia a verdade.
- Não há problema - Sorri.
- Você vem na conosco, certo? - Perguntou ele
- Vou sim. De noite iremos.
- Feito então... Recostado. - E aquela palavra que eu tomava como ofensa se tornou uma simples zoação de irmão para irmão.
Rimos.
Quando foi noite, eu estava bem melhor, e fomos arrumar as coisas para a missão.
- Eu arrumo as mochilas. - Me prontifiquei.
- Eu pego as armas.
Ele foi em direção à arena pegar as armas que tínhamos deixado lá. Abri o guarda roupas dele. Peguei tudo que ele precisaria: Camisas, bermudas, cuecas, meias, tênis... Tive até inveja do guarda-roupa dele, tão bem escolhido! Ele sempre teve bom gosto para roupas. Estava colocando os sacos de dormir quando achei algo debaixo do mesmo: Uma revista. Não, várias revistas. Nesse momento Thiago chegou. Olhei o nome e a capa da revista. "Playboy".
- Thiago, quantos anos você tem, mesmo?
- Dezesseis - Respondeu ele me entregando a minha espada - E vejo que você achou minhas revistas. - Ele não me pareceu bravo. Afinal, o resto so chalé estava na fogueira.
- Thiago, explique-se! - Ri
- Ora, um garoto de dezesseis anos tem direito á isso, não?
- Você que sabe. Thiago, você é virgem?
- Roose, que pergunta é essa?
- Curiosidade.
- Sim. - Ele respondeu. - Eu queria que a primeira vez fosse especial, não somente uma simples noite com gosto de "primeira vez".
- Ah sim.
- Agora guarde essas revistas. Pode pegar algumas se quiser... Será nosso segredinho, ok? - E aquilo. pela primeira vez, não me soou tenso. Ele piscou para mim. - Depois te ensino - Ele riu.
- Thiago, você sente algo pela Ashe? - Ele pareceu triste.
- Sim. Mas tenho de passar por cima. Não posso mandar no coração dela.
- Eu sinto muito.
- Não há problema. E quanto á você e Selyse?
- Vamos... bem.
- Roose, qual a sua idade mesmo?
- Treze.
- Ah, foi essa a idade do meu primeiro beijo...
Senti meu rosto corar.
- A minha também.
- Com Selyse?
- É.
- Você fica bonitinho com vergonha, Roose - Ele me despenteou os meus cabelos; como costumava fazer quando éramos pequenos.
Terminamos de arrumar nossas coisas e fomos nos encontrar com nosso pai.
- Thiago, Roose. Estão atrasados. - Disse meu pai.
- Sabemos. Estávamos colocando conversa em dia. - Rimos
- É bom ver que estão se dando bem - Meu pai pareceu aliviado. - Agora vamos logo. Vou lhes mandar ao submundo. Prontos?
- Sim - Respondemos todos nós.
E então sentimos uma queda, e aterrisamos no meio de um campo sinistro, cor de sangue. Ao longe, via-se um templo. Ao lado, uma pessoa de armadura.
- Bem vindos ao submundo. - Disse. Sua voz era arrastada e firme. Ele jogou dez fios das pontas dos dedos. - Marionete Cósmica... Vocês morrerão.
- Como? - Perguntou Alayne.
Ele mexeu os dedos. Senti os músculos de meu corpo se torcerem. Uma dor indescritível, como se todo o meu corpo houvesse sido jogado em óleo fervente... Só que pior. Todos nós gritamos. O homem riu, e levantou a cabeça.
E foi então que eu notei que ele era Rassler. O cabelo, antes cuidadosamente arrumado em um topete, agora tinha uma franja que lhe caía aos olhos. Antes com seu tom dourado, o cabelo agora estava irreconhecível. Tinha um tom azulado, porém muito claro. Seus olhos, que antes era verdes com detalhes cor de ouro agora estavam negros e crueis. Só seu sorriso não havia mudado. Porém agora ele ria de nossa dor, não de nossas piadas e trapalhadas. Ele inspirava poder, completamente mudado.
- Prazer, sou Rassler de Griffon. Guardião da Ptolomea, primeiro templp do submundo, Juiz do Inferno e Estrela Celeste da Nobreza.
Ele nos soltou da tal Marionete, e nem nos deu tempo para recuperar, pois investia contra a gente em uma velocidade incrível com uma espada média na mão.
Nós teríamos de lutar contra Rassler. Por mais que doesse em todos os sentidos.


Última edição por Paulo Moura Labarete em Sex Out 12, 2012 11:06 am, editado 1 vez(es)

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Sex Out 12, 2012 8:24 am

Capítulo 19: Não é o Rassler Que Conhecemos

Narração de Ashe

Ficou decidido que Paulo nos levaria ao submundo pela manhã.
Na noite anterior,perdi a conta de quantas vezes fiz e desfiz minha mochila,adicionando e retirando coisas.
Eu não dormi.Por volta das 3h da manhã,quando eu estava cansada,porém sem vontade de dormir e uma vozinha na minha cabeça começou a questionar:
"Porque você tem que ir?"
-P-Porque o Rassler é meu amigo...
"Amigo?Você viu como ele te tratou...Você não precisa ir salvá-lo..."
Eu me revirei na cama,e tentei afastar os pensamentos.
Isso funcionou um pouco,mas eu ainda não estava com sono,então peguei um livro para ler.
Quando dei por mim,o sol já estava nascendo: era a hora.
Tentei ignorar o que a voz dissera,mas estava sendo um pouco mais complicado do que esperava.
Me vesti rapidamente e joguei a mochila nos ombros.Dei uma olhadinha para meu chalé,pois talvez eu nunca mais voltasse.
-Pensamento positivo...-Suspirei.
Ao chegar lá,encontrei Alayne.Ela me lançou um olhar significativo,mas nenhuma de nós falou nada.Roose e Thiago chegaram pouco depois,atrasados.
A viagem foi um pouco desconfortável,e assim que chegamos,um Rassler completamente mudado nos atacou.
Seus cabelos muito louros,estavam agora branco-azulado,e seus olhos de um negro cruel.
A voz havia engrossado ligeiramente,e parecia arrastada e lenta.Mas o sorriso não.O mesmo sorriso largo e desdenhoso de sempre,pontuado com as covinhas que eu me lembrava tão bem.
Eu não o via rindo muito ultimamente.
Mas agora ele ria de nós,da nossa dor.
Assim que nos soltamos da Marionete Cósmica,ele investiu á uma velocidade absurda.Porém,conseguimos desviar e apanhamos nossas espadas.
Ele alargou o sorriso.
-Vão lutar?Vão lutar...contra mim?-Riu-se ele.
Por um momento,minha expressão confiante vacilou.
Será mesmo que eu conseguiria atacá-lo?Eu gostava de Rassler mais do que gostaria de admitir.
Thiago foi para cima dele.Com um mínimo aceno da mão,Rassler o derrubou no chão,onde ele se encolheu e contorceu ligeiramente,mas conseguiu se levantar,mais pálido que o normal.
Roose foi o próximo.Ele investiu com a espada,e acertou o peitoral da armadura dele.
Em vão.A espada bateu e ricocheteou,e Rassler deu uma pancada com o cabo da espada no nariz de Roose,o derrubando ao chão.
-Ashe,é sua vez!Ataque abaixo dos braços,e não olhe para ele!-Gritou Thiago.
Eu estremeci,mas investi.Ele bloqueou meu golpe,e eu tentei novamente.Acertei sua armadura,e o efeito foi o mesmo de Roose,então eu tentei um ataque mais acima,e isso foi um grande erro.
Rassler me bloqueou novamente,e eu olhei em seus olhos.
Por um momento,por um milésimo de segundo,eu pensei ter visto o antigo brilho em seus olhos,por um momento,ele voltara a ser o nosso Rassler.Então eu vacilei.Foi o suficiente para ele me jogar longe,com a espada do outro lado.
-ASHE!Você está bem?-Gritou Alayne.
-Estou...-Resmunguei.
-Ataque ele com tudo,ele NÃO é o Rassler que conhecemos.
Isso pareceu me acordar,como uma grande banho frio.
Não,ele NÃO era o nosso Rassler.Ele era apenas mais um monstro,e nós tínhamos que passar por ele para conseguir o Rassler de volta.
Me levantei e apanhei a espada,enquanto Alayne tentava outro ataque inútil.
Então Rassler avançou.Novamente,eu não compreendia como ele podia estar tão rápido.
Ele golpeou Thiago,fez um talho no braço de Roose,e derrubou Alayne,com apenas um movimento de espada.
Eu avancei,e apliquei uma técnica que Thiago me ensinara: Movi a espada para a esquerda e desferi um golpe em arco,sem a intenção de acertá-lo.
Isso fez com que ele desviasse para o lado contrário á lâmina,e eu vi uma fenda em sua armadura.
Tentei lhe cortar,e isso pareceu funcionar,mas ele bloqueou rapidamente e me chutou.
A parte inferior de suas costas sangrava,e eu havia descobrido um ponto falho.
-Como ousa?-Rosnou ele.
Thiago sabia onde era o ponto,agora.Roose e Alayne também.
Eles investiram,e,aplicando técnicas semelhantes á minha descobriram mais 3 pontos.
Rassler podia ser um Juiz dos Mortos,agora,mas continuava lerdinho.
Descobrimos mais três pontos: Um no ombro,um na nuca e um na perna esquerda,perto da coxa.
Mas isso teve consequências,Rassler estava furioso,e Thiago saíra com o lábio completamente ensanguentado da batalha.
Rassler ergueu as mãos,e um vento fortíssimo começou a vir.
O vento girava poderosamente em torno dele,e quase nos tirava do chão.
Quando o tufão estava ficando verdadeiramente forte,algo o interrompeu.
Uma adaga,que provavelmente foi lançada por Thiago,se cravou na lateral de seu pescoço.
O ferimento foi bastante superficial,mas enfureceu Rassler ainda mais.
Ele veio na direção de Thiago,com um ar presunçoso e uma expressão maligna no rosto.
-Marionete Cósmica.
Dez fios novamente se soltaram de sua mão.
A sensação era realmente horrível,e todos os músculos de meu corpo explodiam em dor.
Ele nos elevou.Minha visão estava um pouco turva,mas eu me esforçava para continuar acordada.
-Essa é a última chance de vocês.Eu os deixo ir embora,para nunca mais voltarem.
-De jeito nenhum!-A voz de Thiago saíra esganiçada,e eu teria rido disso se não estivesse prestes a morrer.
Rassler suspirou e umedeceu os lábios.
-Então,receio que vão morrer...-Disse ele,em um tom de voz melancólico.
Uma ideia,louca e perigosa,mas que provavelmente nos ganharia tempo,surgiu em minha cabeça.
Resolvi arriscar.
-Rassler!-Chamei.Como filha de Afrodite,minha voz surpreendentemente suave tem certo poder hipnotizante sobre as pessoas.
-O que está fazendo?-Sibilou Roose.
-Deixa comigo.Tentem se soltar,eu vou...distraí-lo.-Sussurrei.
-Rassler!-Chamei novamente.Ele me olhou,um pouco surpreso.-Esse não é você de verdade!Rassler,volte!Ser servo de Hades não é para você,você aceitou isso num momento de raiva.
Ele continuava a me olhar,um pouco frio.
-Por favor,Rass-Ele estremeceu.- Volte...Volte a ser o Rassler de sempre...Aquela pessoa alegre,que gostava de mim.
Eu ia continuar,mas o efeito já havia sido o suficiente,para Rassler soltar a todos nós.
-Vamos te tirar daqui,Rass-Disse Roose,empunhando a espada.-Custe o que custar.
O olhar dele tornou-se frio novamente.
-Tente.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Convidad em Dom Out 14, 2012 12:48 pm

Capítulo 20: Durma em Paz, Thiago

Narração de Roose

Lutar com Rassler era difícil. Mas tínhamos de fazer aquilo.
- Ainda vão demorar? Eu quero ir embora logo! - Riu. Então, quando ergueu a cabeça, o elmo caiu. A visão era feia.
Rassler inspirava nobreza, isso era universal. O que não fazia sentido era o fato de ele ainda inspirar nobreza sem o elmo.
O rosto dele estava horrível. Era difícil de ver com o elmo, mas sem ele era gritante o tanto que o lado esquerdo de seu rosto estava inchado. Parecia que alguém havia jogado uma pedra de uma tonelada na bochecha dele.
- Rassler, o que... - Começou Alayne. Nesse momento, ele se apressou e pôs o elmo de volta.
- Vocês... Viram. - E por um momento, enquanto ele falava, sua voz saiu normal outra vez. Seus olhos voltaram a ser dourados. Rassler havia voltado.
Mas só por um momento. Assim que terminou de falar, seus olhos escureceram, sua voz mudou, ele era Rassler de Griffon novamente.
- Vocês viram mais do que devem. Precisam morrer. E dessa vez não pretendo ser piedoso. - Os fios novamente saíram de seus dedos. - Radamante! Acaba com eles! - Ele soltou os fios e foi embora. Nesse momento, apareceu outra pessoa com uma armadura parecida com a de Rassler.
- Prazer, Radamante de Wyvern, estrela celeste da fúria, guardião da Kaina, terceira prisão do submundo, Juiz dos Mortos.
- Temos de te derrotar para chegar á Rassler? - Perguntou Ashe
- Percam essa esperança. Não podem passar por mim.
- Veremos.
- Hehehe... Nem tenham esperanças. - Ele riu. - A menos que tenham um Kanon aí no bolso, não há como me derrotar.
- Quem é Kanon? - Perguntou Thiago.
- Aquele que foi Cavaleiro de Gêmeos antes de mim. - Respondeu Alayne.
- Então será ótimo te espancar - respondeu Radamante
- Hmph. Sigam em frente. Seu oponente serei eu. - Nesse momento, a armadura de gêmeos a vestiu. Obedecemos. Ao andarmos mais um pouco, nos deparamos com outra pessoa com a tal armadura.
- Prazer, sou Rock de Golem. Não vou os deixar...
- Ah dá um tempo! - Thiago jogou sua adaga na testa dele. - E está morto. Vamos embora. - Fomos. E assim foi por um bom tempo. Avistamos um templo. Lia-se Ptolomea na entrada.
- É aqui. - Compreendeu Thiago. - Estão preparados?
- Sim. - Assenti. Ashe nada disse. Entramos no templo. Rassler nos esperava sentado em uma cadeira, escrevendo algo. Ele ergueu os olhos.
- Passaram por Radamante? - Ele perguntou.
- Passaram não. Passei. - Respondeu Alayne, chegando lá.
- Incrível... Mas percam as esperanças de passar por mim.
- Veremos. - Disse Thiago.
- Heh. Marionete Cósmica! - Os fios, tão conhecidos por nós nos prenderam novamente. Mas dessa vez ele não fez nada, só nos prendeu. - E onde é que está Apolo? Tenho umas continhas a acertar com ele...
Nesse momento, irrompeu uma luz prateada na sala.
- Ártemis? Eu esperava Apolo... Bem, acho que estraćalhar a irmãzinha dele será suficiente por enquanto...
- Ah Rassler, realmente quer isso?
- Não. Quero lutar com Apolo. Mas se for preciso lhe destruir para lutar com ele, não me importo.
E então uma luz dourada irrompeu também. Apolo apareceu atrás de Rassler e estendeu uma mão em direção ás costas dele. Toda a luz da sala foi levada á mão dele. A luz explodiu, e Rassler foi arremessado na parede do templo.
- Seu desejo é uma ordem. - Apolo disse, a raiva explodindo em seus olhos dourados.
- Impressionante... - Rassler abriu um sorriso. - Mas você virá a perder. - Ele tirou uma espada da bainha e atacou Apolo. Apolo novamente explodiu parte da sala. Mas Rassler nem se moveu - Giant Feather Flap! - Disse ele. O templo explodiu por completo. Uma ciclone atingiu-nos. - Desista, Apolo!
- Não mesmo. - Ele jogou uma flecha em Rassler. Ela atingiu a coxa dele.
- Hmph, perderá agora. - Ele tirou o elmo. Apolo o olhou horrorizado.
- Fui... Eu? - Perguntou.
- Sim... Pai... - Rassler voltou normal novamente.
- Rass, o que faço para que volte? - Perguntou Ashe.
- Atena... Ela saberá - Ele voltou a ser Rassler de Griffon. - Ouviram mais do que devem... É isso. - Ele estendeu a mão. Era impossível ver o que estava lá, mas havia algo. Gravidade. Tudo começou a se destruir. Uma voz falou em nossa mente.
"Usem o que fez ele virar um Juiz"
Era Atena. Olhamos uns para os outros. Apolo e Ártemis compreenderam.
Ártemis tirou o arco e jogou uma flecha na mão de Rassler. Nesse momento, Apolo se aproximou dele e... Lhe deu um soco na cara?
- Volte Rassler! - Ordenou Apolo. - Idiota!
Tá, não sei o que aconteceu, mas Rassler voltou. A armadura o abandonou.
- O que foi que eu... - Ele se deu conta. Começou a chorar.
- Só vamos embora, ok? - Tranquilzou-o Apolo
- S... Sim. - Mas nesse momento, a armadura vestiu uma nova pessoa.
- Ah, finalmente de volta á ativa... Sou Minos de Griffon, o verdadeiro dono desta surplice.
E nos atacou. Nesse momento, Algo começou a envolver Thiago... Rosas. Quando as rosas saíram, ele estava vestindo uma armadura. A armadura de Peixes.
- Então assim como meu antecessor Albafica, tenho que derrotá-lo. - Disse Thiago.
- Interessante...
E então se seguiu uma batalha feroz, com Minos e sua Marionete dominando. Thiago estava acabado.
- Agora morra! - Ele fechou os dedos. Ouvimos os ossos de Thiago se quebrar. Ele caiu no chão, em volta de uma poça de sangue.
- Quem é o próximo?
- Ninguém... Serei eu - Thiago se levantou. - Bloody Roose!
E então uma rosa branca se cravou no peito de Minos. Thiago caiu.
- Roose, Ashe, Alayne, Rassler... Desculpem por tudo que fiz. Pelo péssimo itmão e amigo que fui. Ei realmente sinto muito. - Ele disse, chorando. - Rassler, cuide de Ashe... - Tossiu sangue, e caiu.
- Está morto. - Afirmou Apolo - Ambos estão. Agora vamos voltar. Não há tempo a perder...
Sequer tivemos tempo de chorar. Apolo nos levou de volta ao acampamento.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Dom Out 14, 2012 3:26 pm

Capítulo 21: Quase Tudo Volta ao Normal

Narração de Ashe

Um rombo,um rombo maior que o de Rassler,se abriu dentro de mim.
Eu não conseguia acreditar.
Quando chegamos no Acampamento,meus pensamentos estavam vagos,distantes.
De relance,vi Alayne levar um Roose choroso até o chalé.
Apolo e Ártemis foram relatar a Quíron o ocorrido.
Estávamos apenas eu e Rassler no topo da colina.O sol nascia,ao longe,e a sensação de vazio em mim continuava,forte.
A manhã estava silenciosamente linda.Que ironia,não é?
Eu podia ouvir cada batimento de meu coração,e cada pássaro cantando ao longe.
Eu queria chorar,mas não conseguia.Meus olhos e minha boca estavam secos.
Eu olhei para Rassler.Seus cabelos e olhos dourados haviam voltado,e um lado de seu rosto ainda estava inchado.Seus olhos estavam vermelhos.
Eu tinha vontade de abraçá-lo,beijá-lo e nunca mais o soltar,mas o que eu fiz a seguir não era nada parecido com isso.
-Seu IDIOTA!-Eu disse,agora com os olhos marejados,e lhe dando um soco no estômago.
Ele soltou um gemido.Eu estava furiosa,mas ainda feliz por ele estar vivo.
-Você-Gritei.- faz alguma ideia do quanto eu fiquei preocupada?
Rassler parecia chocado,pois eu estava segurando a gola da camiseta dele,quase o degolando.
-Eu...Me desculpe.-Murmurou ele.
-ME DESCULPE??-Minha voz estava mais fina que o normal.-VOCÊ SÓ TEM ISSO A ME DIZER?
-Eu..hum...
Apolo subia o morro.Ele pigarreou.
-Hum....Desculpe a interrupção,mas...Posso levar o Rassler pra enfermaria?
Eu lancei um olhar furioso aos dois,e desci o morro pisando firme.
Eu olhei para a colina.Rassler chorava,apoiado no pai.
Me senti um pouco mal,por ter brigado com ele,mas a raiva era maior.
Fui até o chalé de Atena,ver Roose.Assim que entrei lá,meu humor mudou completamente.
A perda de Thiago pesou.Roose estava em prantos,e Alayne,também chorando,o consolava.
-A gente est-tava s-se dando t-tão bem...-Soluçou ele.
Eu me sentei ao lado dele,e alisei seu cabelo.
Nem bem eu havia abrido a boca para falar,Paulo irrompeu no quarto.
Tinha uma expressão lívida e desesperada.
-Cadê o Thiago?Cadê o meu filho?
Alayne o olhou,e sacudiu a cabeça negativamente.Paulo se largou em uma poltrona.Ele nada falou.
Tinha os olhos lacrimejantes,mas não derramou uma lágrima.Parecia incrédulo.
Depois de algum tempo,Roose se levantou,secando as lágrimas.
-Vou...fazer a mortalha dele.
Naquela manhã,as atividades do Acampamento permaneceram paradas.
O tempo parecia rir de nós,pois estava excepcionalmente bonito.
Um clima de luto pairava por todo o Acampamento,e ninguém queria fazer nada.
Por volta das 3 da tarde,todos se reuniram no Pavilhão.
Rassler foi.Ele se sentou ao meu lado,mas eu não lhe dei palavra.Estava furiosa com ele.Não só pelo ocorrido,mas também porque eu ainda não esquecera aquele episódio da festa e da garota.
Paulo estava parado em pé,atrás do braseiro e Roose e Alayne seguravam a mortalha.
Após algumas palavras de Paulo,eles se dirigiram até o braseiro.
Então,todas as cabeças se viraram ao mesmo tempo,quando uma figura de cabelos chocolate e olhos tempestuosos entrou,sorrindo.
Alayne foi a primeira a perceber.Ela gritou e correu em sua direção,enchendo Thiago de abraços.
Roose e Paulo fizeram o mesmo.
Houveram brados de alegria,e muita comemoração.
Quando dei por mim,já o estava abraçando:
-Di Immortales,você me assustou!
Então Quíron se sobrepôs aos berros:
-O que todos queremos saber,é como Thiago conseguiu voltar.Mas isso pede uma festa na fogueira,então,deixemos para a noite.Tenho certeza de que ele quer descansar.
Murmúrios de concordância se espalharam e a multidão se dispersou.
A tarde estava realmente bela.
Todos voltaram para suas atividades normais,e um pequeno grupo,composto por Alayne,eu,Roose e Paulo acompanhou Thiago até o chalé.
Paulo enchia o filho de abraços.
Rassler seguia atrás de nós,calado.
-Então...conte para nós como foi.-Pediu Roose.
Thiago contou que,quando foi para lá,Hades deu prioridade ao julgamento de sua alma.
Ele contou a Hades como morreu,e Hades se apiedou da alma dele e o deixou voltar,com um aviso : "Essa é a primeira e última chance que lhe dou,filho de Atena.Não vou ser tão generoso da próxima vez."
Ele sorria,e lançava alguns olhares em minha direção.
Rassler se adiantou.Ele tinha um olhar triste,mas o lado de seu rosto havia desinchado.
-Thiago...Eu..Peço desculpas.Tudo o que aconteceu foi culpa minha,eu...Lamento.Me desculpe.
Thiago se levantou e deu tapinhas nas costas dele,sorrindo.
-Tudo bem,Rassler...
Deixamos Thiago de repouso no chalé,e cada um foi cuidar de suas responsabilidades.
Eu não tinha nada para fazer,então fui arrumar meu chalé para a inspeção.
Quando eu cheguei lá,quase me surpreendi.
Havia papéis de bala e doces espalhados pelo chão.A cama estava completamente desarrumada,e papéis cobriam toda a escrivaninha.
Suspirei,desgostosa,e comecei a arrumar tudo.
Deixei os papéis por último.Enquanto os separava,alguém bateu na porta.
-Ashe...-Eu não olhara,mas reconheci a voz de Rassler.
-O que você quer?-Resmunguei,azeda.
-Me desculpar.
-Rassler.-Comecei,me virando para ele.-Eu fui te salvar porque você era meu amigo,e eu não ia te deixar morrer.Mas eu ainda não te perdoei por aquele dia,na praia com a filha de Hermes.
Ele se mostrou bastante interessado nos sapatos,naquele momento.
-Mas e você?Também beijou o Thiago.
-Foi diferente.Isso foi antes de nós namorarmos,e...Não é da sua conta.
-Ashe...
-Por favor,saia do meu chalé.-Acho que soei áspera,mas a raiva estava quase explodindo no meu peito.
-Ashe,por favor...
-Saia.
Ele me lançou um olhar arrependido e se foi.
Eu estava exausta,física e emocionalmente.Os sentimentos estavam como um furacão,dentro de mim.Raiva,mágoa,felicidade...tudo misturado e me confundindo.
Como eu já disse,gostava mais dele do que gostaria de admitir,e ignorar isso era quase insuportável para mim.
A tarde se arrastou,e boa parte dela passei dormindo.
Quando acordei,já era hora da fogueira.Eu não estava muito disposta,mas fui mesmo assim.
Havia um grande roda de campistas,e Thiago estava no meio,contando a história.
Roose estava com Selyse,e Alayne com um filho de Hefesto.Como eu já ouvira a história,me sentei mais afastada.
Depois de contar,Thiago se sentou perto de mim.
Ele viu que eu olhava para Rass.
-Nada?-Ele perguntou.
Eu balancei a cabeça negativamente,e a apoiei no ombro dele,chateada.
-Você é durona,moça.Lutou muito bem.
Esforcei um sorriso.
-Obrigado.Se sente diferente?
-Diferente como?
-Diferente...tipo,você morreu e voltou...Tudo igual?
-Não.Estou sem um dedinho do pé-Sussurrou ele,muito sério.
Eu o olhei,um pouco chocada.
-Brincadeira.
Eu ri.
Havia tempo que eu não gargalhava,e apenas por aquela noite,eu consegui esquecer meus problemas.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Seg Out 22, 2012 9:32 pm

Capítulo 22: Afrodite joga seu rímel em Atena

Narração de Rassler

Eu havia voltado ao acampamento. Por incrível que pareça, fui muito bem recebido, embora Roose houvesse tido uma reação um tanto quanto inesperada:
- Rassler eu achei que você estivesse morto! Seu idiota!
- Achei que você fosse ficar feliz.
- Eu estiu feliz! - Ele replicou, impaciente. - Mas como você não morreu?
Era estranho como ele parecia interessado em mortes. Demorei quaee duas horas para explicar á ele que ser mandado ao Mundo Inferior não é o mesmo que morrer. O papo estava muito bom, mas meu pai chegou apressado.
- Ah, finalmente! Temos de ir al Olimpo! Vocês dois, Alayne, Thiago e Ashe! Vamos ser julgados. - Eu sabia muito bem o porquê, mas a palavra julgamento, aliada á "Olimpo" na mesma frase, não me soava legal.
Partimos ao Empire State no Carro Solar, e chegamos bem rápido. Quando entramos na sala do trono, todo o Olimpo - E Hades - nos esperava. Somente o trono de Apolo estava vazio. Ele continuou ao meu lado.
Após um longo discurso que nem prestei atenção, Hades explicou o motivo dele me transformar em um Juiz:
- Você viu, Rassler, porque a morte é algo sério. Você não tinha respeito pela mesma, por isso fiz com que julgasse algumas almas. Eu iria devolvê-lo de qualquer jeito. - Eu me calei. Era verdade o que ele disse. Ver almas chorando pela vida era realmente chocante. Então, Zeus disse que iria começar o julgamento de Apolo.
- Filho, você não deveria ter violentade seu filho. Poderia ter feito a raiva dele pelos deuses crescer, algo que já vimos que é ruim, há pouco tempo. Você será punido.
- Como? - Perguntou Apolo.
- Fará favores a outro deus, como sempre.
- Como será decidido a que deus?
- Á moda antiga.
- Ei, injusto! - Protestou Afrodite.
- Não, não é. É sò mais violento que a roleta, a forma que decidimos adotar. - Explicou Atena.
- Ah, cale a boca, sabe tudo!
- Do que me chamou, Sra. Pernas abertas? - Respondeu Atena, brava.
Nesse momento, Afrodite tirou o rímel do bolso. Imaginei que fosse retocar a maquiagem, mas não. Ela fez algo que me deixou de queixo caído. Ela jogou o rímel em Atena. O rímel atingiu o nariz de Atena, e ela ficou brava. Voou em cima de Afrodite, e as duas começaram a brigar. Zeus se levantou.
- Eu declaro o modo antigo de resolver em vigor, o Pancrácio do Olimpo! - Nesse momento Hera voou em cima de Ártemis, enquanto Ares investia contra Hefesto. Hermes foi de frente com Dionísio, e Deméter ficou no seu canto. Não havia notado, mas Héstia estava ao meu lado.
- Quais as regras disso? - Perguntei
- Todos se enfrentam, em duplas, sem usar tecnicas que possam explodir o Olimpp. Quem ficar por último, ganha. É simples. - Explicou ela. - Poseidon e Zeus decidiram não participar. Uma vez eles lutaram e quase explodiram o mundo. Para quem torce, Apolo?
- Ali, - Ele apontou para Atena e Afrodite se estapeando no chão. - Eu torço para Afrodite. Ela com certeza pediria um favor fútil, como comprar maquiagens. Já Atena me pediria para arrumar a biblioteca do Olimpo, algo mais trabalhoso. Afrodite soltou um resmungo indignado, mas Atena a deu um murro e elas voltaram a brigar. - Entre Hefesto e Ares, tantl faz. Ambos me pediriam algo que eu gosto de fazer, como arrumar armamentos e limpar vulcões. - Nesse momento, Ares literalmente partiu Hefesto no meio. Então, ele se revelou um autômato. Hefesto apareceu atrás de Ares e o deu uma martelada na cabeça. Ele caiu. - Mandou bem, Hefesto! - Hefesto acenou para Apolo. Apolo apontou para Dionísio e Hermes. - Ali, torço para Dionísio. Prefiro maquiar Afrodite a entretar as chaves á Hermes. - Dionísio então fez um gesto e Hermes caiu, bêbado. Apolo vibrou, e então apontou para Hera e Ártemis. - Se ali as duas se esguelassem, eu não reclamaria. Hera me odeia e Ártemis faria algo sacana, é minha irmã. - Ártemis jogou uma flecha em Hera, que ficou presa pelo vestido, praguejando. Ártemis dirigiu um olhar maligno á Apolo. Ele engoliu em seco. Mas ela não viu que Dionísio investia contra ela, e levou uma voadora na barriga. Hefesto brandiu seu martelo em direção á Deméter. Atena e Afrodite ainda se esgoelavam no chão, e os insultos iam de "Devassa" á "Sabe-tudo feia".
Quando dirigi os olhos á Ártemis e Dionísio, Ártemis estava meio bêbada ao lado de um Dionísio preso pelas mãos á seu trono. Hefesto havia preso Deméter com seus autômatos, e Apolo dirigiu a ele um olhar do tipo "Por favor acabe com Ártemis". Eles começaram a lutar, e estavam em uma luta balanceada, quando Atena se levantou.
- Qual vai lutar comigo? - Berrou ela, estressada. Mas ela caiu de volta. Afrodite havia literalmente puxado seu cabelo e a jogado longe. Hefesto se dirigiu á Ártemis.
- Vocês estão de TPM? - Ártemis olhou diabolicamente para ele. Seus lábios desenharam uma palavra: "Sim". Hefesto levantou o braço direito. - Sinto muito Apolo, mas eu desisto. Não vou competir com duas mulheres de TPM. - Apolo se desesperou e eu me lembrei de uma aula de ciências minha: Mulheres que convivem tendem a ter TPM juntas. Entã Ártemis e Afrodite começaram a brigar. Era uma cena feia. Mas Zeus as interrompeu:
- Já chega disso. Hefesto, hoje foi o mais sensato, ao desistir pelo bem do Olimpo. - Na verdade Hefesto devia ter desistido pelo próprio bem, mulheres de TPM são invencíveis. - Você escolherá o favor. - Apolo se aliviou. - Mas Afrodite e Ártemis também terão seus favores atendidos.
- Pai! - Gritou Apolo, desesperado. Mas Zeus olhou para ele, sério, e ele se calou. Após uma discussão entre Hefesto, Ártemis e Afrodite, chegou-se a uma conclusão: Apolo iria servir de Personal Stylist de Afrodite, além de limpar todas as forjas de Hefesto e deixar que a Lua brilhasse por mais tempo durante alguns dias. Ele suspirou e aceitou a pena. Nos levou de volta ao acampamento.
- Boa noite filho... Amanhã eu devo ter terminado a faxina nas forjas, aí terei mais tempo para você... Mas até lá, até mais! - Sorriu e foi embora. Disse que devido á confusão eu e meus amigos seríamos julgados outro dia.
Me deitei e fui dormir. Que dia estranho!

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