Gucci e Rihappy

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Seg Out 22, 2012 10:35 pm

Capítulo 23:Ptolomeu,o Dragão,Brigas e Conversas Estranhas

Narração de Ashe

Tudo bem,eu tinha que admitir que aquela briga no Olimpo tinha sido hilária.
Um bando de superpoderosos saindo no tapa por um serviço extra?Simplesmente impagável.
Não sabia se deveria rir ou não,então fiquei calada com cara de paisagem.Fiz um esforço ainda maior quando minha mãe e a mãe de Thiago quase se matavam na base do soco.
Quando voltamos para o Acampamento,eu não tinha nada para fazer.Felizmente.
Eu estava pensando em voltar a falar com o Rassler.Enquanto eu atravessava a Arena de Treinamento,uma mão segurou meu braço.Era ele.
-Olha,eu não te culpo se não quiser falar comigo,mas...eu...
Ele falou tudo muito rápido.
-Amizade.-Eu disse,fazendo-o soltar meu braço.-Você é meu amigo.Não é?
Ele pareceu um pouco surpreso,e suas sobrancelhas arquearam ligeiramente.O canto de sua boca tremeu,e aquela covinha que eu tanto gostava se mexeu...
-É...-Murmurou ele,parecendo confuso.-Amigo.Claro.
Eu desviei o olhar,e ficamos os dois em um silêncio constrangedor.
Levei a mão ao punho da espada,e mexi os dedos nervosamente.
-Então...hum...Tchau.-Me virei.
Não havia dado nem 3 passos,e ele me chamou:
-Onde está indo?
-Floresta.
-Se importa se eu for com você?
Dei de ombros.Não queria mesmo ir sozinha.
O caminho até a Floresta foi...tenso.Não falávamos nada,tampouco nos olhamos.
Meus pés chapinhavam na grama orvalhada,e o barulho da espada na bainha fazia um "tec tec" irritante.
Nem bem havíamos chegado em uma clareira,um vulto negro saltou sobre mim.
Após um segundo de aturdimento,vi que aquela coisa pesada e escamosa era...Um filhote de dragão.
Ele não era muito grande.Na verdade,o achei nanico.Deveria ter mais ou menos uns 2 metros,e me prendia com a pata.
Era preto feito piche,não tinha asas,apenas uma cauda espinhosa e dois chifrinhos.Grandes olhos vermelhos e brilhantes ficavam para mim,e presas do tamanho de um mindinho estalavam.As garras não eram muito maiores,mas estavam quase furando o peitoral de couro.
O dragãozinho não colocava força na pata,mas o peso não era agradável.
Rassler sacou a espada.O dragão o olhou e rosnou.Seu hálito cheirava á metal,feijão e carne-seca queimados.
Ele saiu de cima de mim e caminhou pesadamente até Rassler,que tinha uma expressão confiante,mas possuía os nós dos dedos brancos.
-Não!-Gritei.O dragão me olhou.
-B-Bichinho bonzinho...-Disse,com a voz trêmula.-Dragão bonzinho...Quieto...
Ok,dessa vez eu me surpreendi.O dragão me obedeceu.
Ele se sentou nas patas traseiras e balançou a cauda,de um modo bastante desajeitado.
Rassler parecia tão pasmo quanto eu.
Respirei fundo.
-Oi...Nós somos amigos.N-Não se preocupe,não vamos te atacar.
Rassler olhou para mim,e em seus lábios eu li "Vamos dar o fora daqui".
Continuei falando com o dragão.Ele parecia mansinho.
-Qual é o seu nome?-Arrisquei um passo na direção dele.
O dragão arranhou o chão,e pareceu chateado.
-Ah,não tem um nome...hum...Vou chamá-lo de Ptolomeu.Gosta?
Bem,se gostava,o dragão não demonstrou.Ele mordiscava alguma coisa na pata esquerda.
Naquele momento,eu já havia perdido o medo.Me adiantei e observei.Um galho.Um galhinho de árvore estava preso na pata de Ptolomeu.
Tentei retirar.Ele rugiu e pateou o chão.
Rassler ainda nos observava,entre o incrédulo e o cético.
Fiz um carinho na cabeça de Ptolomeu e lhe dei alguns morangos que colhi no campo.
Ainda não conseguia acreditar.EU estava domando um dragão.
Depois de alimentá-lo e o acostumar á Rassler,me despedi de Ptolomeu com a promessa de visitas frequentes.
Meus deuses,que dia louco '-'.
A volta para os chalés foi bem mais descontraída.Deveria ser 5 da tarde,e nós deveríamos nos lavar para o jantar.
Rassler e eu conversamos sobre o dragão,e sobre a temporada no submundo.
Eu não vira Thiago desde de manhã,mas quando toquei nesse assunto,Rassler ficou irritado,então parei.
Nossa,quanto tempo eu não conversava assim com ele.Acho que desde que viemos para cá.
Era bom ter meu amigo de volta,mas eu ainda sentia muita saudade do meu namorado.
Tentei ignorar esse pensamento,e fui tomar um bom banho.
Enquanto me arrumava,pensei em tudo que nos acontecera desde que Mastiff nos atacou.
Tanta coisa.Coisas ruins,mas muitas boas.
Depois do jantar,eu não fui á fogueira.Estava exausta.Onde se metera Thiago?Esse foi meu último pensamento antes de cair no sono.
Um sono pontuado de pesadelos.
Acordei bem cedo no dia seguinte,e fui atingida em cheio no rosto por uma camiseta laranja.
Um pouco bêbada de sono,retirei a camiseta e vi Afrodite remexendo meu guarda roupa,analisando peça por peça.
-Mãe...?-Resmunguei.
Ela se virou,sorrindo.
-Bom dia!Toma!-E me jogou um short jeans.
Eu afundei de cara no travesseiro de novo.
-Ora,se levante.Já é quase hora do café!
-Não é não...-Disse,com a voz abafada.
Ela se sentou ao meu lado e me levantou.
-Oh,querida...Eu sei que não é fácil para você ser apenas amiga do filho de Apolo,o Rodrigo...
-Rassler.-Corrigi,e apoiei a cabeça no ombro da minha mãe.
E não era mesmo.Só ontem eu percebi o quanto sentia falta dele.Não era brincadeira.
-Não está mesmo interferindo entre a gente?-Perguntei.
Ela balançou a cabeça negativamente.
-Você tem a tendência de ser ciumenta,e de não perdoar fácil,Ashe...-Afrodite disse aquilo como se tudo a divertisse.-Mas vai superar...Tem outros garotos bonitos por aqui,filha...Aquele Thiago,por exemplo,ele é lindo.E gosta de você.
Eu engasguei.
-N-Não...Somos só amigos...
-Bem,eu não posso ajudar...A Fabulos..-Um trovão soou-Quer dizer,Zeus não gosta de nossas interferências na vida de nossos filhos.Espero que entenda.
Acenei positivamente com a cabeça.
Afrodite se levantou,e então eu notei o quanto ela era linda.Parecia mais perfeita a cada segundo,e conseguia deixar o blusão e o shortinho a coisa mais glamourosa que eu já vira.
-Bem,tenho que ir!E você também...Até mais.
Ela saiu e me deixou ali,com meu pesadelo refletido no rosto e um perfume de jasmim.
No café,Thiago se sentou perto de mim.
-Oi sumido...-Cumprimentei.
-Oi!Ah,desculpe,meu pai me levou em uma mini-missão ontem e...
-Fiz as pazes com Rassler.Não totalmente,mas já somos amigos e...Bem,achei um dragão.
Ele quase engasgou com o suco de uva,e me olhou,incrédulo.
-Sério?
-Seríssimo.O nome dele é Ptolomeu.Mas,eu não entendi,ele simplesmente me obedeceu.Sem nem me conhecer.
Soou um pouco idiota,mas Thiago não riu.
-Bem,você tem o dom da voz meio hipnotizante e...As filhas de Afrodite conversam com animais,deve ser isso...
-É,deve...
-Que acha de entrar na floresta hoje e matar alguns monstros?
-Boa.Mas Quíron me deu uma verdadeira pilha de tarefas hoje,acho que não vai dar.
-Eu divido com você.
-Certeza?São 3 caixas de formulários...Vai ser chato.
Ele me puxou da cadeira e,juntos,fomos para a Casa Grande.Considerei como um "Não me importo" e me deixei levar.
Acho que não seria mais tão chato assim...

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Dom Out 28, 2012 12:50 am

Gucci e Rihappy
Capítulo 24: Roose tem medo


Narração de Rassler

Só amigos. Eu teria de conviver com isso.
Bem, tenho de admitir que o episódio junto á Ptolomeu fora muito estranho. Agora tínhamos um dragão de estimação. Depois daquele dia, fui dormir. Vim a acordar no dia seguinte com alguém tocando e cantando Back to Black no chalé. Era muito bom... Era meu pai.
"We've only said goodbye with words..."
Ele estava com uma lira no colo.
"I died a hundred times...
You go back to her"
Roose e Ashe também.
"And i go back to...
I go back to..."
Eles notaram que eu havia acordado. Apolo finalizou a música.
"Black..."
- Ah, finalmente você acordou! Já era hora! - Reclamou Apolo. O Sol brilhava lá fora.
- Que foi? - Perguntei, mal-humorado. A franja nos olhos me irritava, e meu cabelo ainda não estava loiro, meus olhos tampouco. Ashe me olhou horrorizada.
- Rassler, onde está seu topete? E seu cabelo loiro? E seus olhos dourados? - Ela cobriu a boca com as mãos.
- Acho que deixei no mundo inferior. - Reclamei. Ela pegou uma camisa do meu guarda roupa e jogou em mim.
- Pare de brincar com isso! Sabe o quanto nos preocupou? - Roose se levantou e foi á sauna. Ele amava aquela sauna. Ashe pulou em cima de mim e começou a me estapear. - Idiota! - Apolo se levantou e foi junto á Roose para a sauna. Ashe e eu brigávamos na cama, rindo um do outro. Até que paramos, um de frente para o outro, á dois centímetros de distància. Ela sussurou algo em meu ouvido.
- Eu... Sinto muito. - E saiu de cima de mim. Apolo e Roose ressurgiram. Foi só quando Ashe saiu da cama eu me lembrei de uma coisa: Eu dormia só com a roupa de baixo. Ah, não importava. Ashe retomou o rumo da conversa. - Quero seu topete de volta.
- Eu acho que ele está ótimo assim. - Apolo interveio. - Bem, não vamos fugir do assunto. Filho, vim lhe trazer um recado de Hades.
- Qual?
- Você ainda pode usar a Surplice de Griffon se quiser.
- Não quero. Ela me traz má lembranças.
Apolo suspirou aliviado. Ele despenteou meu cabelo, e suspirou.
- Eu tenho un filho sensato. Agora tenho de ir. Adeus! - Ele saiu do chalé e me deixou com Ashe e Roose. Ashe se virou para mim.
- Rass... Eu devo sair com Thiago hoje á noite... Se importa? - Sacudi a cabeça negativamente. Ela se aliviou. Beijou-me na bochecha e foi embora. Roose para mim. Thiago entrou no chalé. Ele se prostou ao lado de Roose.
- Vim ver como vai. - Ele sorriu. Roose o interrompeu:
- Eu tenho um encontro com Selyse hoje também. - Ele ficou vermelho. MUITO vermelho. Era uma cena engraçada, mas então lembrei de quando tinha 13 anos assim como Roose. Devia ser difícil para ele. De qualquer jeito, ele era bonitinho com vergonha.
- E então gostaria de falar sobre isso com alguém? - Perguntou Thiago.
- Sim. - Roose ficou ainda mais vermelho. - O que é que eu faço?
Passamos horas falando com Roose sobre isso.
- Mas e se eu estragar tudo? - Perguntou Roose, desesperado. Thiago o respondeu.
- Você tem que escolher as roupas. - E foi até o chalé de Atena, do qual voltou com uma mala enorme. No final, acabamos colocando Roose com bermudas brancas lisas e uma camisa com gola em V. Ela exibia o peito dele, o que ele achou incômodo, mas no final cedeu. Thiago penteou o cabelo dele, que antes nem recebia atenção. Ele arrumou o cabelo dele em um topete, como era o meu antes de... Bem, você sabe.
Roose estava pronto. Os inseparáveis aneis que ele usava em homenagem aos padrinhos foram colocados nos seus dedos médios, e ele estava feito. Então Thiago suspirou:
- É difícil ver meu irmãozinho crescer assim, de um dia para o outro.
Todos nós rimos.
Quando o relógio marcou 15;30, ele saiu, deixando eu e Thiago sozinhos.
- Ela ainda gosta de você. - Ele afirmou.
- E eu gosto dela. - Admiti.
- Fale isso com ela. - Pediu ele. Não dei resposta. Vesti minhas roupas, penteei o cabelo, peguei a caixinha que eu guardava com cuidado desde que eu e Ashe havíamos começado a namorar e corri até o Refeitório, onde todos tomavam o lanche da tarde. Naquela hora, nada mais importava, somente o amor, a certeza da paixão. Assustei Ashe na mesa de Afrodite, e praticamente a arrastei até a mesa principal, á frente de todos, inclusive de Quíron e Dionísio.
Me agachei, e abri a caixa para ela. Um anel de compromisso.
- Ashe, sempre fomos amigos. Um dia, descobrimos que nos amávamos. - Comecei.
Thiago apareceu e sorriu para mim.
- Mas eu fui idiota, não dei valor ao que mais me valia na vida. Porque mais do que ouro, prata, qualquer coisa, mais do que eu mesmo, é o que vales para mim.
Roose sorria também.
- Sempre que eu te vejo, tenho vontade de te beijar, como quando eu podia. E não sabe a falta que isso faz para mim.
Alayne sorria também.
- E hoje, caio de joelhos á terra para lhe pedir, em nome do amor que tenho por você.
Todo o acampamento olhava atento.
- Ashe, volte para mim. Faça-me ser feliz como fui. Eu te amo. Não quero te perder por nada.
Ashe corou.
- Fique comigo, hoje e sempre. Que me diz?

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Dom Out 28, 2012 1:25 pm

Capítulo 25:O Encontro

Narração de Ashe

Tudo bem,eu ainda não conseguia sequer acreditar que ele estava fazendo aquilo,quanto mais responder.
Minha pele deve ter atingido um novo tom de vermelho,absurdamente forte e as minha mãos tremiam.
Todos no Pavilhão refeitório olhavam para mim,sorrindo,exceto o sr.D,que parecia muito interessado no seu bacon.
Eu queria esganar ele.
Pensei que tivesse deixado bem claro que seríamos amigos,e ele vem e me faz isso e ainda na frente de todo mundo.
Eu ainda gostava dele.E muito. Mas eu não iria me machucar mais uma vez.
Só de pensar naquele dia,meus olhos se enchiam de lágrimas.
-Como você...-Minha voz falhou.
Os olhos dele brilhavam,e Rassler sorria.
-Pode achar que eu te desculparia tão rápido?-Continuei,controlando a voz.
O sorriso dele sumiu.
-Que parte do amigos você não entendeu?Rassler,eu deixei bem claro.Eu ainda não te desculpei por tudo aquilo,e você achou que se fizesse isso na frente de todo mundo eu te desculparia?
Ele abriu a boca,atônito,mas nenhum som saiu.
As pessoas que estavam no pavilhão olhavam para nós,pasmas.Thiago e Roose estavam perplexos.
-Se enganou.-Eu disse,por fim.E saí correndo do pavilhão,segurando o choro.
Eu estava com tanta raiva,confusa e surpresa que mal sabia o motivo.
Rassler era um idiota.
Eu tentei ser amiga dele.Eu tentei voltar aos velhos tempos.Mas ele não estava facilitando.
Cheguei em meu chalé e bati a porta.Me joguei na poltrona e olhei meu reflexo no espelho.
-Que droga ser filha de Afrodite.-Murmurei.
Alayne entrou no quarto e se sentou na minha cama.
-Ashe...
-Eu fui dura demais com ele,eu sei.
Ela assentiu,nervosa.
-Ele está mal.Um caco,eu diria.
-Você não faz ideia do quanto foi e é difícil para mim.
Alayne me deu um abraço.
-Eu sei,eu sei...
Naquele momento,Thiago entrou no quarto.Alayne o olhou significativamente e saiu.
-Não precisa me dizer o quanto fui cruel...Eu já sei disso.
-Eu não ia...Sei que está confusa,e que ele te pegou de surpresa.Não é sua culpa.
Eu me joguei sobre ele,abraçando-o,e chorei.
-Eu não deveria ter dito aquilo...Ele vai me odiar...
-Não vai não...Mas sugiro que peça desculpas.
-A-Acha que eu devo?-Murmurei,limpando as lágrimas com a manga.
Ele fez que sim,e me deu um beijo na bochecha.
-Vamos nos encontrar mais tarde?
-Claro.
-Ás 7?
-Ás 7.
Eu fui ver Rassler.
Ele estava sentado na cama,e a caixinha com os anéis estavam jogadas á um canto.
Doeu ver aquilo.
-Rass eu...Me desculpe.
-Isso não resolve nada.-Ele retrucou,áspero.
-Não fica com raiva de mim,por favor,eu fui pega de surpresa,e...Desculpa.
Ele e olhou,chateado.
-Podia ter dito só "não".
Eu o abracei.
-Eu sou uma idiota,Rassler.Eu só...não queria que você tivesse feito aquilo na frente de todos...
Ele me apertou,e minhas pernas ficaram bambas.
-Amigos?-Perguntei.
-Amigos.-Ele parecia triste.
-Então,eu...hum...vou indo.
-Até mais.
Eu me levantei e apanhei a caixinha do chão.Coloquei ambos os anéis dentro e entreguei á ele.
Ainda sentia raiva,mas o remorso se mostrou maior.
O banho longo foi melhor do que eu esperava.
Quando saí de lá,já era hora do encontro.Enfiei um short,e uma camiseta dos Beatles,e corri até a praia para encontrar Thiago.
Ah,deuses ele estava lindo.Jeans escuro,e uma camiseta azul-marinho justa destacavam seus lindos olhos.
-Uau.-Disse ele,quando cheguei.
Estava uma noite estonteante,e em cima de uma toalha havia uma taça gigantesca de sundae.
Nos sentamos.
Após algum tempo de conversa,chegamos aquele assunto novamente.
-Como foi?-Perguntou ele,tirando uma colherada.
-Ah,nada mal.Mas eu...bem,eu não gostei do que ele fez.
-Não?-Thiago ergueu as sobrancelhas.
-Ah,sabe,foi uma graça da parte dele,mas eu deixei claro que queria amizade.
-Entendo.
Talvez por lerdeza minha,mas eu não notei que ele estava cada vez mais próximo de mim.
-E nós?
O rosto dele estava á centímetros do meu.
-Nós...O que?
-Somos amigos?
3 centímetros.
-Hum...é,acho que somos.
1,5 centímetro.
-THIAGO!-Gritou uma voz.
Ele fez uma careta.
Se eu estava corada,não era nada comparado á ele.
-Deve ser Roose me chamando para o jantar.Você vem?
-Hum...Mais tarde.
Ele se levantou e foi embora.O sundae já estava no finzinho,mas aquilo me tirou o apetite.
"Não" Pensei "Thiago é seu amigo...Você não gosta dele,gosta?"
-Valeu,mamãe...-Resmunguei.
As coisas não podiam estar mais confusas.
Naquela noite,eu fui dormir sem jantar.Já estava cheia o suficiente.
Toda a confusão que eu sentia se projetou em meus sonhos,e foi uma looonga noite.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Sex Nov 02, 2012 12:29 am

Capítulo 26: Recuperado

Narração de Rassler

É, tenho de admitir que foi difícil. Mas uma hora passa... Ou não. Ok, no momento não havia passado. Então, fiz uma das coisas que mais amava: Coloquei meu CD do Nirvana para tocar no último volume e me joguei na cama. Pelo que papai havia dito, o chalé de Apolo retia os sons só para dentro dele, logo não iria incomodar o resto do acampamento. Quando tocava Smells Like Teen Spirit, dormi. Acordei de madrugada com a música desligada. Saí do chalé e fui andar. O Sol nascia. Peguei o IPod e fui á praia. Quando cheguei, me deparei com Paulo.
- É um belo dia, não é? - Saudou-me ele. Eu assenti. - Você é um garoto interessante, Rassler... Roose gosta muito de você. Espero que tenha noção disso.
- Por quê está me falando isso?
- Você é a primeira pessoa fora Alayne com quem Roose tem uma amizade tão forte... Roose tem sérios problemas de auto-estima. Ele desaba quando alguém fala algo ruim dele. Tem de ver, Rassler. Ele aguentou Thiago por muito tempo. Thiago sempre foi difícil de lidar. Não acho que Roose esteja disposto á aguentar algo mais. Quando eu congelei o acampamento, foi Roose quen reagiu da pior maneira. Quando Thiago morreu, foi Roose quen reagiu da pior maneira. E agora Selyse terminou com ele. - Fiquei triste por Roose. Muito. - E é você quem tem que ajudá-lo. Quando Roose vê algo de especial em alguém... Ele quer desenvolver a relação com esse alguém. Ele parece ter olhos para isso.
- Peguei o recado. Creio que deva esperar Roose acordar. - Paulo balançou a cabeça negativamente. Apontou para a praia, sério. Roose estava lá, sentado, sozinho. Me aproximei.
- Pai, eu já disse que...
- Uau, eu já sou pai? - Caçoei. Roose voltou a remexer na areia com os dedos. - Hm, Roose? Sei o que aconteceu.
Roose disparou á chorar. Chorando, ele parecia menor do que era. Parecia frágil, quebradiço. Ele era muito forte... Mas uma hora a fachada caía, e encontrávamos não mais que um garoto frágil atrás disso. Passei horas confortando Roose. Quando ele não queria mais conversar e estava morrendo de sono, foi ai chalé de Atena dormir. Me sentei na areia também. Então, Alayne sentou-se do meu lado.
- Obrigado. - Ela agradeceu por Roose.
- Por nada. - Ela se levantou e foi embora. Fiquei mais alguns momentls
sentados, até o hora do café da manhã. Quando foi a hora, caminhei até l Refeitório. Lá, fiz o lanche de sempre e fui embora. Ashe me seguiu.
- Você tá bravo comigo. - Afirmou ela.
- Tenho esse direito. - Disse, carrancudo. De manhã, havia pensado sobre isso. EU a desculpava, EU dava segundas chances enquanto ELA fazia o que bem entendia.
- Rass, está tudo bem?
- Não, não está. - E me afastei, bravo. Fui ver Roose, mas ele estava dormindo. Então voltei ao meu chalé. Alayne me seguira.
- Tem sido difícil. - Afirmou ela.
- É, tem.
Então, do nada, ela me beijou. Como? Ela ficou vermelha.
- Não deixe que... Saia daqui. Mas Rassler, eu te amo. - E me beijou de novo. Não vou dizer que não gostei. Ela estava me beijando quando Roose adentrou o quarto. Ele estava pàlido. E pela primeira vez ele tomou a iniciativa no lugar da irmã.
- Alayne, saia daqui. - Ela ficou cabisbaixa e obedeceu. Roose me dirigiu a palavra:
- A minha irmã, Rassler? - Ele estava sério.
- Bem... Sim e não... - Então Roose me surpreendeu. Ele riu. Roose, sempre me surpreendendo.
- Tudo de bom para vocês então. - E se retirou. Saí do chalé para as atividades do dia. Então encontrei a pior pessoa para se encontrar naquele momento: Ashe.
- Rassler, que papo é esse que Alayne me contou? - Ela parecia brava.
Comecei a procurar as palavras para me explicar.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Nicolle S. Jones em Sab Nov 03, 2012 10:24 am

Capítulo 27: A Caçada

Narração de Ashe

Devo admitir que o fato de Alayne ter beijado Rassler me deixou bastante irritada.
Fui tentar procurar uma explicação com ele,mas ele gaguejou tanto que acabei desistindo.
Embora eu estivesse um pouco (ou muito) incomodada com isso,não poderia deixar de pensar que,por um lado ele estava certo.
Eu ainda gostava dele,mas dera o fora nele (e que fora),então ele tinha o direito de sair com quem ele quisesse,mesmo essa pessoa sendo minha amiga.
Mas eu posso garantir,que o que eu disse naquele dia é uma das coisas de que mais me arrependo em minha vida.
Naquela noite eu havia tomado uma decisão: Chega.
Chega de ficar me envolvendo,pulando de um para outro relacionamento,e me dando mal em cada um deles.Minha mãe não facilitava nada,então era melhor desistir.
Eu não iria namorar Thiago,porém,ainda sentia alguma coisa por Rassler.
Resolvi deixar para lá.Agora ele tinha Alayne,uma garota pela qual ele realmente iria se apaixonar e etc.
Eu nem sou tão bonita assim.
Passei por cima de um monte de coisas que pensava e tinha vontade de gritar,e me levantei para tomar café.
Eu precisava de um tempo sozinha,então fui á floresta ver o meu dragão.
Ptolomeu descansava á sombra de um olmo e grunhiu quando cheguei.
Larguei a espada no chão e lhe fiz um carinho.
Eu não precisava e nem queria falar com ninguém naquele momento,então rezei para que Thiago ou qualquer outro não viesse até mim.
Como sempre,dei azar.
Ouvi passos vindo em minha direção,e por instinto,alcancei o cabo da espada.
No fim,quem estava vindo até mim não era um monstro,era Selyse,namorada de Roose.
Ou ex-namorada,pelo que soube haviam terminado.
Ela era uma menina bonita.Da idade de Roose e Alayne,uns 13 anos,mas tinha os olhos inchados e vermelhos de choro.
-Hum...Olá,Selyse.-Eu disse,largando a espada.
-O-oi...
-Que houve?-Perguntei mais por educação,pois já sabia a resposta.
-Nada...
-Que faz por aqui?
-Preciso da sua ajuda.
-Senta aqui...
Ela se sentou junto comigo nas raízes da árvore,e começou a chorar.Eu não me desesperei,o tentei não me desesperar.Passei os dedos por seu cabelo liso.
-Que foi?
Eu sabia no que estava me metendo naquele momento,mas as palavras já haviam escapado da minha boca.
-Roose...N-Nós terminamos.
-Ah,sim,eu soube...Mas,conta pra mim,porque?
Ela me contou toda uma história envolvendo brigas,choro,e uma menina que eu não conhecia.
-Um viva para minha mãe,que complica tudo para todos...-Murmurei.
-Desculpe?-Soluçou ela.
-Nada não.
Eu não sabia muito bem o que dizer,então soltei uma ladainha sobre seguir em frente e encontrar outros garotos e que Roose não sabia de nada...Enfim,uma verdadeira encheção de linguiça.
Voltamos para a área comum do Acampamento,depois de dar comida para Ptolomeu.
Na hora do jantar,não vi nem sinal de Thiago.Estranho.
No entanto,na fogueira,ele apareceu acompanhado do pai,entretido em uma conversa muito séria.
Rassler estava sentado entre Roose e Alayne,e eu entre Zack,um filho de Hermes genial,e Selyse,ainda um pouco triste.
Enquanto Zack me contava uma piada,uma trompa de caça soou.
-As Caçadoras chegaram!-Gritou alguém.
Ártemis descia majestosamente a colina,acompanhada de um bando de meninas vestidas de prata.
Todos se curvaram,inclusive eu.
-Lady Ártemis...-Cumprimentou Quíron.
-Levantem-se por favor,minha visita será bem curta.Vim apenas fazer um convite á duas pessoas.
Ela olhou para mim e para Alayne,e fez sinal para que nos levantássemos.
Para ser sincera,já havia considerado durante algum tempo me tornar Caçadora,mas agora que o convite viera,estava um pouco insegura.
Ártemis fez sinal para que suas Caçadoras de acomodassem e nos levou até a orla da floresta.
Uma filha da deusa do Amor,jurar jamais se apaixonar?Irônico.
Eu sabia que Ártemis não combinava com Afrodite,então o convite para mim era algo inesperado.
A deusa sorria,e começou a falar uma porção de coisas sobre coragem,determinação e o motivo de sermos escolhidas para tal coisa e etc.,mas minha cabeça estava bem longe dali.Eu pensava em Rassler,e se eu deveria aceitar e deixá-lo para trás.
Um voz em minha cabeça dizia "Vá!Ele está com ela agora,vá!" e outra voz,uma outra voz que eu QUERIA escutar dizia "Você cometeu um deslize,mas há chance de consertar.Não vá.Não desista."
-E então?-Perguntou Ártemis,me trazendo de volta á realidade.
Eu hesitei. Alayne também.Ambas olharam em direção a fogueira.
Ela se ajoelhou.
-Eu aceito.
Eu olhei para ela,um pouco chocada.Mas ela e Rassler...Então me dei conta de que,quando ela olhou para a fogueira,estava buscando Roose e não Rassler.
Alayne recitou o juramento,e eu continuava perplexa por ela ter aceitado.
Eu ia aceitar.Mesmo tendo que abandonar o amor,eu não me importava.Aquilo já havia me trazido problemas demais...Era estranho,eu sei.
A deusa virou-se para mim.
Antes que eu pudesse falar qualquer coisa,a confusão na fogueira irrompeu.
Eu olhei para trás assustada,e só vi um círculo de pessoas em volta de duas que pareciam engalfinhadas.
-Essa não..-Disse.
Corri para lá,com Alayne e Ártemis.
Quando abri caminho entre a multidão que tentava separar os dois,vi Rassler com o nariz ensanguentado e Thiago com o lábio no mesmo estado.
Eles lutavam para se soltar das várias mãos que os prendiam,tentando alcançar um ao outro.
O ódio em seus olhos era enorme.
Eu não sabia o que havia causado a briga,e também não queria saber.
-ORDEM!-Trovejou Ártemis.
Quíron os separou,e,junto com ela,carregou os dois para a Casa Grande.
Eu olhei desesperada para Roose,que veio correndo até mim.
-O que foi que houve aqui?
-E-Eu não sei!Vocês foram conversar com Ártemis e...E Thiago disse algo para Rassler,e ele pulou sobre meu irmão,desencadeando a confusão!
-Ai,deuses...
Alayne parecia mais triste do que horrorizada.
-Eu vou vê-los.-Murmurei.Mesmo eu não gostando muito de Alayne por causa do beijo,sabia que ela precisava conversar com Roose.
Ela o abraçou e o chamou em um canto.
-Eu vou com você!-Se ofereceu Zack.
Fomos correndo até a casa.Thiago e Rassler estavam levando o maior esporro de Ártemis.
"SE COMPORTANDO COMO ANIMAIS!?NÃO TEM VERGONHA?THIAGO,SUA MÃE FICARIA DECEPCIONADA"
Rass tentou falar alguma coisa,mas ela o calou.
"E VOCÊ?MEU IRMÃO VAI FICAR SABENDO.AGORA SAIAM DAQUI.AMANHÃ QUÍRON PASSARÁ SEU CASTIGO."
Quando eles saíram,eu perguntei:
-Mas o que..?
-Não foi nada.-Respondeu Thiago.Ele lançou um olhar furioso a Rassler e se foi,praguejando,para seu chalé.
-Rass...
-Ah,me deixa!-Gritou ele.Havia certo rancor em seu olhar.
Nossa,que estressado.Pensei,mas não falei nada.
Enquanto Rassler caminhava,ele tropeçou em um toco de árvore.Eu teria rido,mas anda estava boquiaberta com a falta de educação dele.
Droga,eu estava tentando ajudar.Depois de soltar uma torrente de palavrões,ele foi para seu chalé.
Antes dele fechar a porta,tive a impressão de ouvi-lo berrar "QUE DROGA DE VIDA!".
Zack ainda estava ao meu lado.Ele assobiou.
-Essa foi feia...Eles são bem confusos.
-Eu que o diga.
-Bem...até mais.-E se foi.
-Até...
Tudo em mim pesava.Desde que eu chegara naquele Acampamento as coisas haviam dado errado.Tudo dava errado.
Eu não tinha forças pra mais nada.Fora um dia cheio.
Me tranquei em meu chalé para dormir.Talvez os cobertores me engolissem...Ia ser uma boa.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Sex Dez 21, 2012 12:33 am

Capítulo 28: Papai me xinga (Mais uma vez)

Narração de Rassler

Claro, eu não esperava passar ileso por tudo aquilo. Digo, eu já estava com o corpo todo rasgado, mas eu quis dizer... Ah, você entendeu. Eu ia levar um esporro, e sabia muito bem disso.
E quer saber? Eu bati foi pouco naquele idiota. Quem ele pensa que é pra falar o que falou?
Ele disse que parecia que Afrodite havia jogado macumba em mim, e que do jeito que eu sou nunca iria conseguir ter uma relação durável... Claro, eu respondi que el também não, então ele disse que nunca pegou a irmã do melhor amigo, e eu respondi "Claro, você não tem amigos.". Aí começou a pancadaria.
Meu pai adentrou o chalé.
Eu já te falei da "Entrada Triunfal do Deus do Sol"? É assim que nós chamamos o jeito que papai entra no chalé.
Ele explode a porta ao som de alguma música muito doida. Dessa vez não teve a ETDS, como nós já apelidamos a Entrada Triunfal do Deus do Sol. Ele abriu a porta que nem gente. QUE NEM GENTE!
- Você caça muita confusão.
- É normal para um semideus, não?
- Nesse tanto não. Rassler, você é muito impulsivo...
- E o que quer que eu faça?
- Nada. Só não seja impulsivo perto de alguém que vá me xingar depois. Tipo Ártemis. - Nós rimos. - Bem, acho que tem outra visita para você...
Ele saiu, e entrou uma menina. Anna.
- O que você quer aqui? - Respondi, bravo. Era tudo culpa da Anna.
- Ver como você...
- Sai.
- Oi?
- Sai do meu chalé.
- Mas...
- Eu disse pra sair.
- Você já foi mais legal comigo...
- Que bom.
Ela saiu do chalé, ofendida. Bom mesmo, eu queria que ela morresse. Tranquei a porta, coloquei a música de novo. "I go crazy...".
Acordei no outro dia, para o café da manhã, e só então me lembrei que Roose devia estar péssimo. Fui ao chalé de Atena. Vi Thiago saindo de lá, o que era um bom sinal. Nem nos olhamos. Entrei. Lá estava Roose, colocando a camiseta do acampamento. Ele não me parecia mal...
- Roose, está bem?
- Acho que sim... Eu achei que perder Alayne fosse ser horrível. Mas, bem... Eu tenho mais pessoas... Claro, ela vai fazer falta, mas eu não posso ficar remoendo o passado...
- Roose, como é ser um neto de um deus?
- Estranho. Bem, digamos que eu cresço mais devagar que semideuses e humanos normais... Além disso, é perigoso.
- Mas você atrais bem menos monstros do que eu, certo?
- Certo. Mas isso é o de menos. Digamos que meu corpo não é preparado nem para ser semideus nem para ser mortal. Logo, pelo fato de minha parte deusa ser dominante, constantemente acontecem... Bem, acidentes. Por vezes eu não consigo me controlar direito, ou entao meu corpo rejeita a parte deusa, ou a parte deusa rejeita o corpo... É confuso. Mas não é legal.
- Que barra. Thiago também passa por isso?
- Não. Mas... Bem... - Roose ficou triste. - Com ele é diferente. A parte deusa destroi a parte humana aos poucos... Então ele tem duas opções: Ou ele se torna um deus, ou morre. O problema é que Atena não quer que ele seja um deus... Então ele tem uma expectativa de vida muito reduzida. Bem, existem outros jeitos, mas são muito medonhos... Prefiro não comentar.
- Você manda.
Nesse momento, ouvimos uma gritaria vinda do refeitório. Corremos até lá.
Anna e Ashe estavam brigando. Feio.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Afrodite em Sex Dez 21, 2012 1:16 am

Capítulo 29: Eu engulo meu Orgulho e peço desculpas
Narração de Ashe

Quando Anna saiu do chalé de Apolo,eu ainda estava remoendo a indecisão de entrar ou não lá.
Para minha surpresa,ela veio até mim,furiosa e colocou o dedo no meu peito,me obrigando a recuar:
-ISSO É TUDO CULPA SUA-Gritou ela.
-Minha culpa?Minha culpa se nem o Rassler nem ninguém por aqui te suporta?-Retruquei.
Então ela fez algo que nunca deveria ter feito: Anna cuspiu em mim.
-Sua vad....
Ela não teve tempo de falar,pois eu me joguei em cima dela e nós duas saímos rolando pelo chão,violentamente atracadas.
Eu socava qualquer ponto que minha mão alcançasse e ela tentava fazer o mesmo.
Eu estava descontando toda a minha raiva e a minha frustração nela,tentando segurar minhas lágrimas de raiva quando uma mão firme me puxou de cima dela.
-Ashe,eu...Eu nunca fiquei tão desapontado com você.-Disse Quíron.
Quase todos os campistas estavam ali,e um deles levava uma Ana furiosa para a enfermaria.
Seria melhor se Quíron tivesse gritado.Seria melhor se ele tivesse berrado sobre o quanto eu estava errada e sobre as minhas punições.Mas ele simplesmente me acompanhou até a porta do chalé 10,espanou um pouco da terra de minhas roupas com a mão,me lançou um último olhar cansado e se foi.
Me olhei no espelho: um único filete de sangue escorria de minhas sobrancelhas e eu estava inteiramente imunda.
Tomei um banho e vesti uma roupa confortável [ http://www.polyvore.com/cgi/set?id=66414739&.locale=pt-br ] estava só esperando a bronca.Eu sabia que isso não iria ficar impune.
E não demorou muito para o furacão perfumado entrar no meu chalé:
-MAS QUE HADES VOCÊ ESTAVA PENSANDO?Ora...ISSO SÃO MODOS DE UMA MOÇA?Que...que vergonha,Ashe.Quíron me disse que vai prestar serviços á ele por umas semanas,e isso ainda é pouco.
Eu apenas olhei para minha mãe,e coloquei o máximo de vergonha que pude no meu "Ok"
-Por que você fez isso?
-Ela cuspiu em mim.
Tive a impressão de ver um leve sorriso perpassar o rosto de Afrodite.
-Você é muito forte e briguenta.Quebrou o pulso da menina e o nariz.Pior que uma filha de Ares.
-Eu não quero falar sobre isso.
Minha mãe suspirou longamente,e depois,sem dizer mais nada,ela me deixou sozinha.
Durante a ladainha de minha mãe,eu fiz uma escolha.Ia ser difícil,principalmente por que eu era incrivelmente orgulhosa,mas eu já não aguentava mais ficar como estava.
Caminhei pesadamente até o chalé de Apolo,absorvendo a paisagem ao meu redor.
Um som de rock muito alto vinha do chalé que Rassler ocupava,no momento,sozinho.Eu bati na porta.Nada.Bati novamente e ele atendeu. [ http://www.polyvore.com/cgi/set?id=66415792&.locale=pt-br ]
-Ah,é você...-Disse ele parecendo constrangido.-O que quer?
Eu respirei fundo.Queeeeeeee saco.
-E então?-Perguntou ele,arregalando os olhos dourados.
Mais como um impulso,eu me joguei com os braços em volta do pescoço dele.
-ME DESCULPA,TÁ LEGAL??EU NÃO DEVERIA TER BRIGADO COM VOCÊ,EU NÃO DEVERIA TER SIDO TÃO INFANTIL E IDIOTA,FOI UMA INCRIVEL BABAQUICE DA MINHA PARTE.P-Podemos...ser amigos novamente?
Ele me tirou do pescoço dele e se virou de costas.
-Não.
MASOQ?Ah,puta que pariu eu venho aqui e faço esse escândalo e ele diz que não?
-Colegas,conhecidos...-Ele se virou e eu vi que sorria.Eu estendi a mão para ele formalmente,e ele me deu um abraço.
-Acho que nós nunca deveríamos ter começado isso tudo,não acha?-Disse com a voz abafada,mas ele não me respondeu.
Simplesmente me largou e disse para irmos almoçar.
A neve caía levemente,mas era encantada e morna então não me importei de estar de shorts.
Depois do almoço,eu,Roose,Alayne,Rassler e Thiago fomos patinar no lago encantado.
Embora o clima estivesse ligeiramente pesado [Thiago e Rassler não davam palavra,e Roose estava ligeiramente seco com Alayne] fora até que divertido.
A pequena rixa entre mim e Alayne parecera ter ocorrido milhares de anos atrás,e pela primeira vez em uma semana de pura merda,a minha vida estava dando certo.

Spoiler:
Partes que não mencionei de minha briga:
SUA PUTA,VADIA DESMAMADA FILHA DUM CAPIROTO COM A FURIA VAI DÁ NO SEU CHIQUEIRO SUA PORCA SEM CU DO DEMONHO. TU É 12INFERNO

Ela: boba feia
vai fazer xixi e popo no seu chalé,sua futricada

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Ter Dez 25, 2012 1:16 am

Capítulo 30: A Guerra Dos Deuses

Narração de Rassler

Fui acordado às 5:30 da matina por Ashe.
- Ashe, o que você faz aqui á essa hora? - Perguntei, conferindo o relógio.
- O Acampamento foi fechado. - Disse ela, mordendo o lábio.
- Mas... Como? Por quê?
- Não sei. Estão nos levando para casa... Alayne, Roose e Thiago nos esperam lá fora, vamos. Ràpido. Arrume suas coisas.
Coloquei meus shorts, minha camisa e meu tênis, joguei tudo o que estava espalhado na mala e saí. Roose e Thiago nos esperavam.
- Cadê Alayne? - Indagou Ashe.
- Ártemis chamou.
- Ah... Bem, para onde iremos agora?
- Boa pergunta. Nossos pais foram chamados pelos deuses,e nós moramos no acampamento... - Explicou Thiago.
- Podem ir lá para casa. - Ofereci.
- Me parece bom! - Alegrou-se Roose. Thiago concordou com um resmungo. - Então vamos pedir para ir lá para casa. - Falamos com Quíron, e ele nos chamou um tipo de táxi... Mas eu prefiro não saber o que o dirigia. "Ele" nos deixou no aeroporto de NY. Pegamos o avião para Los Angeles, onde o motorista que eu havia chamado por telefone (Sim, eu sei que é perigoso, mas mandar uma mensagem de Íris no aeroporto de LA é uma má ideia.). Entramos no carro. Denis, o motorista da minha mãe nos esperava. Conversei com ele em Francês. Roose estranhou.
- Você fala Francês?
- Bem, é difícil. Eu estudo francês e inglês desde que tenho 4 anos, hoje tenho 16 e ainda tardo a falar.
- Qual a sua língua materna? - Perguntou Roose:
- Português... Eu nasci no Rio de Janeiro.
- Ah...
Dormimos o resto da viagem. Estávamos exaustos. Quando chegamos à minha casa, à 40 minutos de Los Angeles, minha mãe nos esperava na porta.
- Ah, Rass, quanto tempo! Seu pai me avisou que viria...'Estou tão alegre! Ashe querida, quanto tempo, você está linda! E vocês dois, são uns amores também! - Ela deu um abraço em cada um de nós. - Ah sim, seu pai quer falar com você! Entre, entre!
Entramos. Apolo nos esperava esticado no sofá.
- Você reagiu bem ao reencontro. Geralmente as crianças culpam asães e blablabla... Bem, sua mãe sabe de tudo. Sempre soube. Mas queria te proteger. Ela sabia dos monstros, vê qtravés da Névoa, que geralmente impede que os mortais vjam as criaturas místicas... Sei lá por quê. Bem, vamos ao assunto... Filho, por favor não saia desta casa. Os Deuses Olimpianos se dividiram. Hera decidiu que Zeus nunca mais a trairia, e ele jurou não a trair... Mas traiu. Então alguns deuses tomaram o partido de Zeus, outros o de Hera... Para resolver, foi organizado um "Capture a Bandeira gigante... A arena é o territorio dls EUA. Todos os mortaos foram colocados para dormir pells deises do sono... Bem, Eu e Artemis estamos do lado de papai... Assim como Hefesto, Afrodite e Atena. Os outros olimpianos estão do lado de Hera. Bem, não sei se posso dizer os motivos... Talves depois eu conte. Agora eu tenho de ir à guerra... Até logo, filho. Não faça nenhuma besteira. - Se despediu e foi embora. Curto e grosso, com pressa. Minha mãe entrou na sala.
- Vocês devem estar com sono... Vou levá-los aos quartos. Vamos? - Concordamos e a seguimos. Ela deixou Roose em um quarto de hóspedes e Thiago no outro. Chegamos ao fim do corredor. Meu antigo quarto, minha antiga cama King Size. E o que eu mais amava nele: uma das paredes era transparente, com vista para o mar.
- É aqui que vocês dormem.
Ashe nem notou só haver uma cama, e foi ao banheiro de trocar.
- Mas... Mãe, só tem uma cama.
- Exatamente. - Ela piscou para mim, pôs algo na gaveta da cômoda de Ashe e saiu.
Ashe sai do banheiro. Ela ficou vermelha ao notar que só havia uma cama
- Er... Não tem problema, somos amigos!
- Hm... Sim.
E fomos dormir. Ela de camisola, eu com uma boxer. Deitamos um em cada ponta da cama. Nunca aquela cama me pareceu tão grande.
A próxima semana se passou assim. Nós acordávamos, comíamos, jogávamos
videogames, Banco Imobiliário... E assim o dia passava. Porém ao fim do dia algo legal
acontecia. Algo que era involuntário. Talvez pela ajuda de Afrodite, talvez por acqso. Eu e Ashe, por algum motivo, a cada dia que passava dormíamos mas perto um do outro. Talvez a distancia dominuisse apenas 3'cm por dia... Não sei, mas era desse jeito. Quando notamos, já dormíamos um ao lado do outro. Mais um tempo se passou, e já dormíamos abraçados. Mais um tempo, ela
adormecia em meu peito. Mas só isso, nada mais. Mas eu amava tudo aquilo. Eu poderia ficar acordado só para vê-la respirar, ou sonhar. Até que um dia eu puxei assunto.
- Ashe, você me ama? - Perguntei. Ela respirou; e respondeu:
- Sim. Mais do que você imagina.
Era a resposta que eu queria ouvir. Me inclinei sobre ela e a beijei. O melhor, mais doentio, mais apaixonado, mais sedento beijo que já foi dado. Passamos quase 20 minutos nos beijando.
E só isso. Dormimos depois.
No outro dia, contamos á todos que estávamos novamente juntos. Todos comemoraram,'até
Thiago, que estava até se dando bem comigo.
Mas eu a amava muito. Já a havia perdido, o que só aumentou nosso amor.
Eu queria mais.
Naquela noite, nós conversamos de novo. Acho que essa noite merece mais detalhes. MUUUITOS detalhes. Vamos lá:
Hora de dormir. Tirei minhas bermudas xadrez-claras, a camisa branca com cordoes, os sapatos Dior, as meias, e me deitei somente com uma cueca boxer vermelha. Ela foi ao banheiro e voltou 15 minutos depois em uma camisola de seda verde-clara. Ela se deitou ao meu lado, se cobriu com a manta e se recostou em meu peito nu. Então fez um comentário, enquanto as ondas quebravam na costa, atrás da parede transparente do meu quarto:
- Anda malhando, Rass?
- Um pouco. -Ela me beijou.
- Hm... Ashe.:. Er... Eu... - Ela me beijou de novo.
- Podemos tentar, se quiser.
- Como sabia?
- Filhas de Afrodite sentem isso - E me beijou novamente. Um beijo quente, ardente.
O resto você deve saber. Bem, quando tudo começou eu imagineinque fosse ser fácil... Explixo: Bem, sou um garoto! Claro que já entrei nesse tipo de site.'Todos já devem ter entrado. Lá todos fazem parecer tão fácil... Mas, não é. Não mesmo. Especialmente a primeira vez, com alguém que eu amo tanto. Então, ouvi uma voz na minha cabeça me dizendo tudo o que fazer. Tudo.
Era meu pai. Então, meio que seguindo as instruções dele, foi a noite mais maravilhosa da minha vida toda. Com certeza.
No final de tudo, ouvi uma voz na minha cabeça... "Parabéns, filho, você agora é um homem."
Um homem. Não mais um garoto. Antes de dormirmos, sussurei no ouvido de Ashe:
- Não vá ficar gtávida, em?! - Falei, meio preocupado. Afinal, não é?
- Já dei meu jeito - Disse ela, caindo no sono.
E foi assim que terminou a noite mais maravilhosa de toda a minha vida.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Ter Dez 25, 2012 2:05 am

Capítulo 31: Amanhã,Quando a Guerra Começou

Narração de Ashe

CLARO que eu estava insegura.Que garota não ficaria?Bem...para nós é especial.Sempre é. E,eu devo dizer,foi fantástico.Minha mãe deu um empurrãozinho.Instruções,e coragem,suponho que tenha sido ela a me fornecer.
Mas saiu tudo de acordo com o planejado.Como um pequeno segredo: eu a estava guardando apenas para Rassler.
Thiago já me tentara algumas vezes,mas permaneci firme.Era só ELE.
Eu acordei antes que Rassler.O olhei e sorri: era um fofo dormindo.Dei um ligeiro beijo em seu rosto e fui tomar um banho.
Quando saí ele já estava vestido e me dirigiu um olhar fascinado.
Quando descemos juntos a escada,todos os presentes na cozinha nos olharam com um olhar malicioso.Eu senti meu rosto esquentar.Merda.
-Onde está a minha mãe?-Perguntou Rass,me abraçando pela cintura.
-Ela foi buscar suco de laranja,porque o bebezão do Thiago não "passa a manhã sem um Ades" -Respondeu Roose,revirando os olhos.
Então nós ouvimos.Um barulho estrondoso,como o som de um tambor aumentado um milhão de vezes.Um barulho de furar os tímpanos.
Os olhos dourados encontraram os meus.
-Essa não...-Murmurou ele.
Corremos para olhar pela janela: Los Angeles fora tomada de assalto durante a minha noite.
Tudo estava deserto,a não ser por alguns mortais que estavam caídos aqui e ali.
Nós corremos para a lavanderia da mãe de Rassler recolher nossas armas e saímos para fora.
O ar estava quente,parado,solitário.Com nossa exceção,não havia vivalma andando pelas ruas.
-ONDE ESTÁ A MINHA MÃE?-Berrou Rassler,furioso.
-Se acalme- Murmurei,pegando o braço dele.- Vamos encontrá-la.Ela deve estar dormindo em algum mercadinho próximo.
Isso soou tão esquisito que eu quase ri.Mas Rassler avançou para Thiago,perigosamente perto dele.
-Isso é tudo culpa sua.- Sua voz era baixa e cruel.Pude ver sua mão tremer sobre a blusa azul marinho.
-Minha culpa?-Esganiçou-se Thiago.
-SE NÃO TIVESSE PEDIDO ESSA DROGA DE SUCO,MINHA MÃE NA TERIA SAÍDO DE CASA E DESMAIADO EM ALGUM DIABO DE MERCADO.-Berrou ele.
-Rassler...SHHHHHHHHHH!!-Disse Roose,sua voz pouco mais que um sussurro.
-Que "SHHH" o que?
-RASSLER!Estamos em plena guerra,e,querendo nós ou não,fazemos parte dela.TEMOS que sobreviver.
Ok,parecia um pouco clichê,mas o tom de Roose deixava claro: o assunto era mais do que sério.
-Beleza.Mas vamos achar minha mãe antes,eu não vou perdê-la.-Sussurrou Rassler,e,lançando um último olhar de desprezo para Thiago,se encaminhou para a rua á frente.
Não precisamos andar muito para achar um pequeno Kwik-E-Mart,onde entramos.
Embora não fosse um momento propício,Roose deu um grito de prazer e se encaminhou para a sessão de salgadinhos.
A mãe de Rassler estava caída em uma posição NADA agradável sobre um carrinho de compras.Ele foi até ela e a ergueu como se ela fosse um bebê recém nascido.Eu podia entender o que ele sentia.
-Temos que deixá-la protegida.-Eu disse,e minha voz soou rouca.
-Que tal colocá-la no porão?Nunca será atingido.-Sugeriu Thiago,timidamente.
Rassler não discordou.Carregou a mãe a sentou numa velha poltrona que havia lá,e cruzou suas mãos sobre o colo.Na minha opinião,ficou macabro ao extremo,mas resolvi não falar nada.Juro que se aquela senhora abrisse os olhos no momento,eu precisaria de outra roupa de baixo.
Nós encontramos Roose ainda na sessão de salgadinhos,com um "batom" esfarelado laranja vivo e os bolsos da jaqueta carregados de pacotinhos.
-Ei,por que estão me olhando assim?Vamos precisar de abastecimento para a viagem.
Não demorou muito,e carregamos as mochilas com mantimentos e algumas - algumas - besteiras.
Rassler pegou um boné verde e branco escrito "I <3 My Pinecone" e ajeitou os cabelos sob ele.Estiloso.
Então uma adaga surgiu do nada,e atravessou o vidro da loja,rasgando a manga da camiseta de Thiago.
-Puta que pariu.-Murmurou ele.
O pânico me invadiu em ondas.Aquilo não era uma Caça á Bandeira comum.Matar estava liberado.
-Oh-oh,-eu disse.- O time vermelho nos encontrou.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Sex Dez 28, 2012 2:37 pm

Capítulo 32: Os Generais do Time Azul

Narração de Rassler

Ok, ser atacado em um supermercado não era exatamente meu primeiro plano para uma guerra divina. Mas, aconteceu. Eram dois semideuses.
- Quem são vocês? - Perguntaram, pondo a espada no pescoço de Thiago.
- Semideuses, oras. Filhos de Atena, Apolo e Afrodite. E vocês? - Perguntou Thiago.
- Não lhe interessa. - Respondeu um garoto. Thiago reagiu. Ele chutou o garoto e o desarmou, pegando a espada dele e a encostando no peito do inimigo. O outro garoto tentou o atacar, mas por mais que eu odiasse isso, Thiago era um guerreiro muito bom. Sem nem se virar, ele derrubou o outro garoto, pegou a espada dele também e pôs o pé em sua garganta.
- Interessa sim. E é bom que me respondam.
- Filhos de Ares. - Respondeu um deles, com raiva.
- Hm... Me desculpem por isso. Mas ainda é uma guerra. - Ele deu uma pancada com o cabo da espada na cabeça de cada um e os deixou desacordados.
- Não podemos ficar parados. Supermercados não são exatamente um bom lugar para se ficar em uma guerra. - Resolveu Roose. Concordamos e saímos de lá.
- Para onde iremos? - Perguntei.
- Acho que encontrar nossa estrategista seria uma boa ideia. - Concluiu Ashe.
- E essa seria Atena? - Perguntei.
- Provavelmente... Mas ela pode estar em todo o território dos Estados Unidos... - Disse Roose.
- Errado. Atena vai estar em algum local com livros ou afins... - Nos lembrou Thiago.
- A biblioteca do Parlamento? - Perguntou Ashe. Thiago confirmou.
- Mas como chegaremos lá? - Perguntou Roose.
Nesse momento, surgiu um homem por perto. Ele era estranho. Ele tinha dois rostos, um olhando para a frente e outro olhando para trás, mas no corpo de um homem normal... Indescritível.
- Eu posso levá-los.
- E quem é você? - Indagou Roose.
- Janos. Deus das portas.
- Como vai nos levar? - Continuou Roose.
- Sou o deus das portas, onde houver uma porta, eu estarei. Podem entrar em uma porta e sair em outra do outro lado do mundo, se assim eu quiser.
- E você vai nos levar de graça?
- Mais ou menos... Só me respondam uma coisa, e poderão passar...
- Não podemos só passar? - Suspirei. Odeio charadas.
- Aí não tem graça. - Falou, pela primeira vez, o rosto de trás. - Bem, eis a pergunta: Existe uma representação minha que é relativamente famosa. Qual é?
- Bem... Existem várias. Há aquela charada de "qual de nós está mentindo?", você estava presente em diversas moedas cunhadas no tempo do Império Romano... Bem, há um busto no Vaticano que também é muito famoso.
- Você é filho de quem, garoto? - Perguntou o rosto da frente.
- Neto de Atena.
- Ahn... Explicado. - Disse o rosto de trás. - Podem passar por aquela porta.
Passamos pela porta. Janos estava certo. Mas não saímos na biblioteca do Parlamento... Saímos no Pentágono. Sim, a base do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Reconheci logo, pois já havia estado lá. Haviam vários mortais dormindo por lá, na frente de computadores, no chão... Que será que eles iriam pensar? E os mortais que veem através da névoa? Eu nem queria imaginar o caos que seria... Andamos pelo Pentágono. Quando chegamos à uma das salas, encontramos as paredes demolidas, fazendo uma só sala enorme. No meio dela, havia um homem trabalhando, com um martelo, em um autômato.
- Olá? Podemos entrar? - Perguntei, já abrindo a porta
- É engraçado como você pergunta isso já entrando.
- Er... Desculpe...
- Ah, são os garotos que eu pedi que Janos trouxesse... Preciso que entreguem algo á minha irmã. - Ele falou, ainda sem tirar os olhos de seu projeto... Uma águia, enorme. Do tamanho de um carro popular.
- Como? Desculpe, mas...
- Pense, garoto. Quem você acha que eu sou?
- Hefesto. - Foi Roose quem respondeu. Hefesto tirou os olhos do projeto, e olhou para nós. Ashe quase desmaiou. Ele era muito feio. MUUUUUUUUUUUUITO feio. Digamos que parecia que um caminhão havia o atropelado muitas vezes. Ok, exagerei. Mas ele era bem feio.
- Finalmente. Sabe, fazer projetos para derrotar a minha mãe é algo que me mantém entretido... Mas fazer projetos para Atena é uma coisa de outro mundo. Ela é um gênio. Nunca me pediu nada fácil. Não como outras pessoas, que pedem que eu faça autômatos dragões. Pf, eu cago dragões de bronze. Bem, entreguem essa águia à ela. É só isso.
- Espera aí, para você é fácil fazer dragões de bronze? - Perguntou Ashe.
- Assim como para você é fácil passar a maquiagem. Mentira, é mais fácil. - Ele foi para outros projetos.
- Como iremos levar a águia? - Perguntei. Ela era enorme.
- Você fala como se ela não voasse.
Nos calamos.
- É só isso? - Quebrei o silêncio.
- Sim. Vão logo, tenho que terminar o exército. Há quase cinco mil autômatos nos pisos subterrâneos... Heh. - Ele piscou e nos mandou embora. A águia se encolheu para passar pelas portas, e saímos do prédio. Ao sair, a água se abriu toda. Ela era muito bonita. Era de bronze, com o bico dourado e os olhos de diamantes. Ela esticou as asas e se abaixou para que montássemos nela. Montamos nela, e ela voou até a biblioteca do Parlamento. Ela tomou a frente, e se encolheu para entrar no prédio. Seguimos ela pelos corredores. Quando chegamos à uma sala maior, vimos um mapa. Perto dele, havia uma mulher loira e meu pai.
- Finalmente, achei que nunca fossem chegar!
- Você é Atena? - Perguntou Ashe.
- Sim. Agora sentem-se. Precisamos conversar. - Ela indicou quatro cadeiras, e nós nos sentamos.


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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Samantha Labarete em Dom Jan 20, 2013 7:25 pm

Capítulo 33: Semideuses na Arena

Narração de Ashe

Nós nos sentamos nas cadeiras finas e douradas que a deusa nos indicou.Atena tinha um olhar frio e calculista,então eu evitei olhá-la nos olhos.
-Como vocês sabem -Começou a deusa.- Estamos em plena guerra.
"Depois de mais um chilique pirracento de Hera pelas traições de Zeus,ela decidiu que isso nunca mais aconteceria,e o Olimpo se dividiu. Eu,Afrodite,Apolo,Ártemis e Hefesto ficamos do lado de Zeus,enquanto Ares,Hermes,Poseidon,Deméter e Perséfone ficaram ao lado de Hera.E em toda essa briga,o brutamontes insensível do Ares sugeriu um jogo.
Um jogo muito imbecil e perigoso na minha opinião,porém será suficiente para resolver as intrigas.
Usando os Estados Unidos inteiros como campo de batalha,organizamos uma "Caça á Bandeira" em escalas inimagináveis.
Colocamos os mortais para dormir e organizamos um campo,time azul,o meu e o vermelho,de Hera.E vocês,semideuses,estarão nos representando e tentaram ganhar esse jogo.
Nós estaremos lutando,também,é claro,mas vocês serão os instrumentos principais.Vocês descobrirão o esconderijo da bandeira e a recuperarão,para que tudo isso termine e possamos voltar á paz.
Ela está no campo inimigo,e vocês passarão por incontáveis provações e perigos."
Quando Atena terminou de falar,fiquei levemente aliviada em constatar que não só eu estava em pânico,mas que os meninos tinha as bocas abertas e olhos arregalados em total descrença.
Rassler pareceu recobrar o juízo,e sacudiu a cabeça para espantar a surpresa:
-Tá,e quanto tempo isso vai levar?
-Indeterminado.
Roose suspirou,cansado:
-Senhora Atena,onde...onde está a minha irmã?
Tive a impressão de ver um sorriso perpassar os lábios de Atena.
-Sua irmã está segura.Está com Ártemis e as Caçadoras.
-E onde é o campo inimigo?-Perguntou Thiago,baixinho,finalmente se pronunciando.
A expressão de Atena endureceu.
-Observem esse mapa:

"Como podem ver,tem a linha demarcando.No momento estamos fora da batalha,estamos no Canadá.Nos pontos mais escuros,são as batalhas que estão ocorrendo com maior intensidade.Na linha divisória está um caos,pois atravessar não é nada fácil.
Temos suspeitas de que a bandeira esteja no Maine ou na Florida,que são campos mais extremos.Peço que tenham cuidado.Aqui vale tudo,morte,mutilação,extermínio completo...Não é agradável,mas as recompensas serão gratificantes.Agora é melhor vocês irem...E,eu vou dar a águia de presente á vocês,não vou precisar dela por um tempo.Meu filho,eu estou muito orgulhosa de você,considere como um presente." Apolo não deu palavra hora alguma.Estava apenas concentrado em seu iPad,analisando cálculos e gráficos,sem sorrir.
Eu podia sentir as tensão de Rass ao meu lado,como que implorando para o pai dizer alguma coisa,mas ele nem ao menos nos olhou.
Então ela pousou a mão sobre a cabeça de cada um,e a sensação foi de um líquido morno descendo pelo meu corpo e banhando meus ossos.Me senti mais forte quando Atena nos deu sua benção.
Nós saímos e montamos novamente na águia,a qual eu dei o nome de Trintessete.
Eu me sentia apavorada...Todas essas batalhas,todo esse banho de sangue por causa de uma traição?Por Deus,que ridículo.Não queria nem pensar na possibilidade de um de nós morrermos...Era simplesmente aterrorizante.
Lá pelas tantas,enquanto Trintessete voava calma e lentamente pelo céu noturno de Oregon [formaríamos uma base para planejarmos],Roose dormia recostado no meu colo,e Thiago acabara de adormecer atrás de mim,nas costas quentinhas de Trintessete.Rassler a "conduzia",e virou-se para trás,sorrindo para a cena de Roose no meu colo.
Eu me virei para trás e encarei Thiago,em um meio sorriso,respirando com serenidade.
Rassler fez uma careta esquisita e se virou para a frente de novo.
- Ele te olha como se quisesse te proteger. -Disse ele,ainda virado para a frente.
- Proteger de quê? -Eu sorri levemente.
- De mim. Como se esperasse que eu desse um tropeço em nossa relação e ele entrasse fazendo todos os sentimentos que você tem sobre mim irem embora.
Eu fiquei calada,apenas observando o monte de escuridão que se erguia sobre nós.Eu sabia que Thiago gostava de mim,mas eu não via nele o que eu vi alguns meses atrás.Ele era meu irmão bonito,mas nada mais que isso...Eu confiava nele,mas o amor que tinha pelo filho de Atena era apenas amor de irmão.
Assim como Roose.A gente pouco se falava,mas eu sentia necessidade em protegê-lo,como se ele fosse meu irmão mais novo fofinho.
Ele era apenas uma criança.Não achava justo estar passando por tudo aquilo...Me deitei de lado nas costas de Trintessete,sentindo o calor do metal,mas ainda com Roose deitado em mim,sua cabeça na minha barriga.Ele parecia um bichinho de pelúcia dormindo.
Eram muito vastas as costas da águia,então não precisava me preocupar em cair de lá...E foi nelas,sentindo o calor do metal e o leve ranger das engrenagens,assistindo a vista panorâmica das costas de Rassler que eu adormeci.

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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Paulo Moura Labarete em Qua Jan 23, 2013 7:00 pm

Capítulo 34: O Poder de uma Profecia

Narração de Rassler

A águia voava. Todos dormiam, menos eu. Então começou a ficar quente. Meu pai apareceu do meu lado, com um iPad na mão. Ele mexeu um pouco no iPad e ele ficou do tamanho de uma TV pequena. A águia se expandiu ao comando dele.
- Deve ficar melhor agora... - Resmungou ele, baixinho.
- Oi? - Perguntei, não havia ouvido direito o que ele disse. Ele mexeu a cabeça como se dissesse "Nada interessante". Ficamos em silêncio por uns bons 40 segundos antes que ele dissesse algo. Ele fechou os olhos, ficou imóvel por um momento e fez algumas alterações na imagem do iPad, que eu considerava ser um plano de guerra.
- Filho, há algo que eu gostaria de lhe... - Ele parou. Os olhos deles se vidraram no nada. Ele piscou, e fez mais algumas alterações no plano de guerra. - Desculpe, é uma profecia. Não posso ignorá-la, é como um sonho. Se passar muito tempo eu esqueço... Elas costumam vir muito em tempos de guerra. Bem, voltando ao assunto. Eu gostaria de lhe dizer uma coisa.
- Sim, prossiga - pedi. Ashe se remexeu atrás de mim.
- Bem, há algo que Atena não quis lhe dizer... E acho que você deve saber. Atena não vai me matar por isso... eu acho. Acontece que... - Ele parou, vidrado por um momento, fez mais algumas alterações no iPad e se voltou para mim. - Poseidon sumiu. Não fazemos a mínima ideia de onde ele está. - Eu fiquei paralisado. Poseidon sumiu? No meio da guerra? Como assim?
- Mas ele... Não pode ser fácil capturar Poseidon!
- É isso que nos assusta. Ele estava em seus domínios, no mar, quando o vimos pela última vez... Enfrentar Poseidon no mar está entre "loucura" e "impossível". Ele é muito poderoso por lá.
- Mas vocês não fazem nem ideia de quem pode saber onde ele está?
- Bem... Capturar deuses não é impossível. Hera já foi capturada por Hefesto, Ártemis por Atlas... Mas Poseidon é muito difícil de se capturar, acredite. E quem sabe onde ele está é alguém muito poderoso. Muito. Até Atena a teme.
- Então é uma mulher?
- Uma titânide, para ser mais... - Ele vidrou o olhar, parou, fez mais algumas alterações e se voltou para mim. - ...Exato.
- As titânides não são más?
- Não totalmente... Essa por exemplo, teve filhas com Zeus.
- Hm... Mnemosine? -, Me esforcei para falar
- É... Ela é a personificação da memória, mãe das Musas. É a única pessoa mais inteligente do que Atena. Dizem que é a única que pode se banhar no Lete e continuar sábia. Se alguém sabe onde encontrar Poseidon, é ela. Mas eu tenho medo dela - Ele começou a brincar com os dedos, como se estivesse envergonhado de falar aquilo e apavorado ao mesmo tempo.
- E onde encontramos ela?
- Museu. O Smithsonian. A palavra "Museu" deriva do nome dos templos das musas. Vão para lá. E rezem para que Mnemosine goste de vocês. - Ele parou, recebeu mais uma profecia e fez algumas alterações á mais no iPad. Então se virou para mim. - Filho, tenho de ir... - Ele olhou para mim, vidrado. Porém dessa vez ele não olhava para o nada. Olhava para mim. Olhava nos meus olhos. Olhava fundo nos meus olhos. Seus olhos deixaram de ser dourados, se tornaram um caleidoscópio. Ele parecia sob um ataque epiléptico. Então começou a falar, com uma voz sinistra:
- Você é um semideus corajoso... Muito corajoso... Engraçado como você não tem medo do perigo... Porém a coragem é um poder a ser usado com moderação... Me ouça, semideus, encontre Mnemosine... ela te dirá o que ninguém teve coragem de dizer... Te mostrará o seu futuro, o que te espera... Seu pai tentou lutar comigo para que eu não falasse com você... Mas foi em vão... - Meu pai me agarrou pelos ombros. - VOCÊ SOFRERÁ, SEMIDEUS, SOFRERÁ! - Ele riu sinistramente, e caiu em si novamente. - Filho... eu tenho que ir. - Eu abri a boca para falar algo, mas ele foi embora, como se houvesse dito algo que não devia. E pelo visto, havia dito mesmo. Ashe acordou.
- Rass, o que...
- Nada, temos que encontrar Mnemosine.
Seguimos pelos céus, mudos. Toda vez que Ashe tentava falar, eu a cortava. Não queria conversar. Queria descobrir o meu futuro.
Chegamos ao Smithsonian. Logo na entrada de um dos "sub-museus", onde deveria haver a estátua de Lincoln, não havia o mesmo. Havia um trono, lindo, de mármore, com uma mulher sentada. A mulher era linda, porém algo me dizia que era perigosa... Minha cabeça começou a doer quando cheguei perto dela. Ela falou:
- Bem vindos, semideuses... O que fez com que me procurassem?
- Apolo. Poseidon. O meu futuro.
- Ah...Então é você Rassler... E você, Thiago. Você, Roose. Você, Ashe.
- Sim - respondemos em uníssono, surpresos. Minhas cabeça latejava.
- Vocês querem saber de Poseidon... Sigam meu conselho. Desistam. Ele não está preso por algo que vocês não podem enfrentar, em um lugar que vocês não podem acessar. Se quer saber de seu pai, Rassler, sinto muito, ele também pode estar em perigo. Se quer saber de seu futuro...
- Talvez seja a parte que eu mais quero saber. - Respondi.
- Sinto muito Rassler. Não posso falar, jurei pelo Estige que não falaria. Mas posso adiantar que você sofrerá muito... Foi uma profecia que veio para mim, não para Apolo, e eu achei por bem contar à ele. Não sei porque a profecia veio para mim, mas veio. E não posso ir contra isso. Agora me respondam uma coisa... Vocês realmente querem saber de Poseidon?
Nós assentimos. Mnemosine suspirou.
- Ele foi capturado. Por Oceano. Acreditem, ele foi traído por seu próprio filho, e por sua mulher, Anfitrite, e agora está preso no ponto mais fundo do mar. Desistam. Não é algo que podem derrotar, em um lugar que não podem atingir, como já disse. À menos que estejam dispostos a morrer.
Eu não sei porque eu fiz isso, mas soltei um "sim". Os outros, que ainda não entendiam nada, ficaram surpresos.
- Ah, Rassler... Feche os olhos.
Fechei os olhos, e minha cabeça começou a doer muito, a ponto de explodir. Eu literalmente senti que minhas memórias mais antigas estavam voltando à tona. Minha mente não podia dar conta daquilo tudo... Não, não podia. Senti como se minha cabeça estivesse explodindo. Não sentia mais nada. Não ouvia meus amigos perguntando por mim. Caí no chão, sentindo a pior dor que um dia eu poderia sentir. Então, tão súbita quanto veio, a dor parou. Mnemosine falou comigo.
- Você viu porque não podem se lembrar de tudo? Rassler, eu tirei da memória deles o dia em que Poseidon foi capturado. Não posso dizer tudo porque vocês estão atrasados para salvá-lo...Mas posso dizer que foi a mesma coisa. Quem foi o salvar naquela época também foi um filho de Apolo. E ele morreu. Espero que você não morra. Bem, a águia pode levá-los ao lugar onde ele está... Pelo menos até a porta. Fui eu quem induziu Atena a encomendá-la à Hefesto. Eu já sabia de tudo. Agora vão. Salvem Poseidon. Talvez eu apareça para explicá-los melhor a missão. Vocês não têm tempo. Vão.
Subimos na águia. Ela começou a girar, e em um segundo nos vimos na frente de um templo, com o mar suspenso acima de nós. A águia sumiu. Estávamos nós no Templo, sem saber para onde ir, e com uma missão impossível pela frente.
- Vamos? - Perguntou Roose.
- Por favor, vamos logo. - Pedi.
Entramos no templo.


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Re: Gucci e Rihappy

Mensagem por Afrodite em Dom Fev 17, 2013 10:07 pm

Capítulo 35: Uma Falha Tentativa de Resgate
Narração de Ashe

Rassler estava muito estranho.Evasivo,calado.E eu não estava gostando nada.
Quando adentramos no templo,soltei um arquejo e procurei sua mão.Os salgadinhos com gosto de papelão que Roose havia roubado se embrulharam em meu estômago.
Era uma sala vasta,do tamanho de uma catedral,em mármore que um dia fora branco,e agora estava coberto de piche,lodo e sujeira.O piso era molhado e escorregadio,e tudo desprendia um forte cheiro de alga podre.Na extremidade oposta,um trono gigantesco e magnífico,e,acorrentado aos seus pés,uma figura raquítica,pálida e envelhecida de Poseidon.
Para mim era chocante ver o Senhor dos Mares naquele estado deplorável.Á fraca luz dos archotes,Poseidon tinha uma aparência quase sinistra.Corremos até ele,derrapando pelo piso.
A pele,molenga e enrugada,caía em camada sobre seus olhos e bochechas descarnados.Os olhos fundos,com olheiras mais fundas ainda.Sobrancelhas e barbas em tufos imundos,braços de uma finura anêmica,uma tanga cobrindo suas partes,uma barriga estufada,as costelas aparecendo.Ele levantou a cabeça em nossa direção,e eu me surpreendi.Seus olhos,verdes como um mar calmo e límpido,tinham uma vida e um brilho sagaz.Seu corpo poderia ser o de um velho de mil anos,mas ele tinha os olhos de uma garoto de 10.
Ele nos lançou um sorriso fraco e desprovido de dentes,que revirou meu estômago quase vazio.Roose não foi tão forte quanto eu.Ao se aproximar e sentir o cheiro de carne putrefata que o deus exalava,ele virou-se para o lado e vomitou violentamente no chão da sala.
-Vem,vamos tirá-lo daqui.-Thiago disse.Ele se virou para as algemas de ferro grossas e sorriu,sarcástico.Ergueu a espada e aplicou um golpe poderoso contra o ferro.
O impacto foi maior do que ele esperava.A espada ricocheteou com tal força que o lançou de costas no chão de pedra,e sua espada caiu a alguns metros dele.
-É mágica.-Rassler sussurrou.
-Mas a gente tem que tirar ele daqui.-Sussurrou Roose,fraco,limpando a boca com a manga.
-E se a gente cortasse a parte da pedra em que a algema está presa,e levasse ele daqui?Depois arrumamos um jeito de tirá-las dele.-Sugeri.
-Boa ideia.-Disse Rassler,com um sorriso.
Poseidon apenas gemia,olhando de um para outro,apático.
-Eu acho que não.
A voz fria fez cada pelo do meu corpo se eriçar e eu me virei instintivamente para um dos cantos obscurecidos da câmara.
Um homem,de uns 1.95 de altura,cabelos ralos,grisalhos e longos que lhe chegavam a cintura,sobrancelhas arqueadas e um olhar azul gelado caminhou em direção á luz.Ele tinha profundas rugas e uma expressão cansada.A boca,grande e de lábios assustadoramente fartos e grossos,se abria em um sorriso de desdém.Suas mãos de dedos aranhosos estavam enfiadas no bolso de seu terno de linho,mas ele estava descalço.E tinha unhas horríveis e compridas.Suas bochechas eram esticadas o suficiente para causar arrepios.Esse homem era horroroso.
-Oceano.-Disse Rassler.
-Rassler.Ashe.Rosa.Thiago.-Ele tinha um sotaque russo forte e estranho.
Eu quase ri.Senti uma costela minha se partindo com o esforço para não rir.Não era bem o momento certo,mas ouvir ele falando "Rosa" foi bem engraçado.
-É R-O-O-S-E,seu monstrengo.-Rosnou Roose.
-Que seja.-Seu tom era mais do que gélido.Era como o mar no inverno.-Agora,soltem meu prisioneiro e encaminhem-se para a morte,semideuses.
Então o salão brilhou,e uma imagem,como um holograma,se materializou entre nós e Oceano.Ela foi se tornando cada vez mais nítida,até que a imagem pura de uma mulher ergue uma espada.
-Você não encostará um dedo nessas crianças Oceano.-Disse Deméter.Ela vestia uma armadura grega completa de batalha,e sua expressão era furiosa.
Oceano,que desprendia um forte cheiro de sal e peixe,riu,e sacou sua espada.
-Venha então,querida.
Instalou-se um verdadeiro pandemônio.
Olha,se você nunca viu uma luta entre deuses,eu não recomendo.É algo forte,brilhante,que retumba no chão e em seus ouvidos,te deixa desorientado e quase doido.
Eles se atacavam corpo a corpo,usavam poderes,em uma velocidade tão alarmante,que eu não os via,apenas sentia o calor imenso emanado de seus corpos divinos.
Tentei não me desnortear,e ajudei Thiago,Roose e Rassler a quebrarem o mármore que prendia Poseidon.
Pegamos os braços e pernas dele,que fediam muito e nos pusemos a carregá-lo para fora.
Poseidon estava mais leve do que eu imaginava,e desmaiou na metade do caminho,mas parecia estar recuperando um pouco de cor.A tanga puída e imunda caiu na metade do caminho,pouco depois dele adormecer,o que me levou a uma nova ânsia de vômito.
Desviávamos de fragmentos,rochas,luzes e raios de poder que estavam agora destruindo todo o local.Não era o esforço de carregar o deus que gotejava minha testa de suor.
Quando chegamos á porta,vi Deméter erguer a espada no ar e se virar para nós.Até mesmo Oceano ficou surpreso com sua atitude.
Enunciei um obrigado e ela assentiu em minha direção,os olhos marejados.
-SAIAM DAQUI-Berrou e lançou a espada para o alto.
Eu ouvi um enorme baque,um ruído de quebra e só tive tempo de me jogar para fora do lugar,puxando Rassler no caminho,antes que o lugar viesse abaixo.
Tudo explodiu.

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